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Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa compreende que é necessário difundir amplamente a história da realização da Copa do Mundo que não é contada para a população.
Fortalecer os comitês populares regionais, difundir amplamente os processos referentes a realização dos mega eventos no Brasil – Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e impedir a aprovação da Lei Geral da Copa. Estes são os próximos passos apresentados pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa em entrevista coletiva realizada no Assentamento urbano Utopia e Luta na manhã do dia 24 em Porto Alegre -RS.
Estes direcionamentos foram definidos no encontro realizado anterior ao Fórum Social Temático com presença de representantes dos comitês populares das cidades-sede dos jogos.
“O governo quer nos esquecer”
Os impactos negativos que a realização dos jogos têm gerado às cidades-sede foram abordados pelos representates dos Comitês regionais e integrantes da articulação nacional. Relatos de elaboração de leis municipais que beneficiam grandes empresas, como a Lei de Desapropriação em Fortaleza, e políticas higienizadoras e segregadoras – que retiram a população pobre do centro da cidade e das vistas de potenciais turistas do evento, gerando “zonas limpas” assim noemada na Lei - foram também relatadas como parte de um conjunto de ações presentes na realização dos eventos esportivos. “É parte do pacote Fifa”, destaca a arquiteta Cláudia Favaro, integrante do Comitê Popular da Porto Alegre.
O conjunto de violações aos direitos humanos provocados em decorrência da realização da Copa do Mundo no país foi denunciado e apresentado no Dossiê Nacional de Violações de Direitos Humanos lançado em dezembro de 2011. Veja aqui o Dossiê.
Sobre a Lei Geral da Copa
Os representes da Articulação Nacional destacaram que a Lei Geral da Copa (PL nº. 2330/2011) que dispõe sobre medidas relativas à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014 não atende aos interesses da população. E no uso de argumentos ufanistas e possibilidade de desenvolvimento dá-se abertura a ações que ferem a soberania nacional como a venda de bebidas alcoólicas em estádio – proibição prevista no Estatuto do Torcedor – e a criação de juizado de crimes especiais em que instaura tribunais de exceção para julgar ações proibidas pela Fifa.
O enfrentamento para barrar a aprovação da Lei Geral da Copa no Congresso Federal é ação prioritária dos Comitês. “Compreendemos que a não aprovação desta Lei que fere tanto a legislação brasileira e fragiliza direitos sociais e apenas garante lucro às empresas não invabiliza a realização da Copa do Mundo”, afirma Juliana Machado.
Saiba mais do posicionamento da Articulação sobre a Lei Geral da Copa.
Sobre a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa
A articulação é composta por representantes dos Comitês Populares da Copa presentes nas 12 cidades que sediarão a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. São militantes de movimentos sociais e organizações, especialistas e membros da academia. São objetivos da Articulação Nacional fortalecer as atuações locais, construir ações unificadas e agendas comuns, gerar fluxos de partilha e difusão da informação.
Veja mais informações no site da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa em portalpopulardacopa.org
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