Muitas pessoas enfretam dificuldades para obter um direito que está previsto na Constituição Federal: o acesso à moradia digna.
Com a documentarista Juliana Vicente, o sociólogo Mauro Santos, e a coordenadora do Movimento dos Sem Teto do Centro/ SP, Ivaneti Araújo.
O direito à terra é uma antiga luta dos povos indígenas. Nos últimos dias, 62 fazendas foram invadidas por índios no sul da Bahia. Estudos da Funai mostram que esse espaço, inicialmente, pertencia aos índios.
Para discutir o tema, o Conexão Futura conversa com o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário, Cléber Buzatto.
Um projeto social em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, une o surfe à inclusão social: o Onda Educacional. Mas para aprender a pegar onda, tem que estudar e ir bem na escola.
Com coordenador do projeto, José Carlos Renno, o Zecão.
Liberdade, cultura, diversidade e muito mais no Conexão Futura.
Neste bloco, os rappers Dudu de Morro Agudo e Pirata, representantes da vertente Hip-Hop no Rio de Janeiro e em São Paulo, falam sobre as características da arte que se expandiu por todo o Brasil.
Nesta entrada, o Conexão Futura fala sobre o incentivo à leitura e sobre a Olimpíada de Língua Portuguesa.
Com a coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), Sônia Madi.
Um lugar digno para viver é um direito garantido pela Constituição Federal. No entanto, na sexta maior economia do mundo, metade da população não tem acesso ao sistema de esgoto, e 45 milhões de brasileiros vivem sem água potável. Nesta entrada, o Conexão Futura fala um pouco sobre desenvolvimento utbano. Com Donizete Fernandes, do Fórum Nacional de Reforma Urbana.
Pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo participam do evento comentando os resultados da pesquisa, realizada em parceria com o Ibope, e os indicadores do Observatório Cidadão
A Rede Nossa São Paulo lançou nesta quarta-feira (18) a quinta edição da pesquisa encomendada ao Ibope com a percepção dos paulistanos sobre a cidade, que inclui a terceira edição do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). Foram entrevistados 1.512 moradores da capital paulista com 16 anos ou mais entre os dias 25 de novembro e 12 de dezembro de 2011. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
O IRBEM revela como anda o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida e bem-estar em São Paulo. A pesquisa aborda 25 temas, alguns com aspectos subjetivos como Sexualidade, Espiritualidade, Aparência, Consumo e Lazer e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação e Trabalho.
O levantamento apresenta também, pelo quinto ano consecutivo, o nível de confiança da população nas instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar, Poder Judiciário etc) e a avaliação do poder público e dos serviços por ele oferecidos. Tempo de espera por consultas (nos sistemas público e privado) e tempo de espera nos pontos de ônibus são algumas das perguntas que compõem a pesquisa.
Alguns destaques da pesquisa Rede Nossa São Paulo / Ibope:
- 70% dos entrevistados afirmaram utilizar ônibus todos os dias. O tempo médio de espera nos pontos de ônibus é de 22 minutos. (a pergunta foi aplicada pela primeira vez, portanto não há comparativo com os anos anteriores);
- 56% dos entrevistados afirmaram que, se pudessem, mudariam de cidade. No ano passado, esse número era de 51%;
- Das 25 áreas avaliadas pelo IRBEM, 19 áreas receberam notas abaixo da média, que é 5,5. As piores notas foram para as áreas “Desigualdade Social”, “Acessibilidade para Pessoas com Deficiência” e “Transparência e Participação Política”;
- E entre os 169 itens que compõem o IRBEM, 74% (125) deles estão abaixo da média;
- A nota geral para a qualidade de vida na cidade apresentou leve queda: passou de 5,0 em 2010 para 4,9 em 2011;
- A sensação de insegurança cresceu significativamente em São Paulo: em 2010, 24% consideravam a cidade “nada segura” para se viver. Em 2011, o número passou para 35%;
- Entre os principais medos do paulistano, “assalto/roubo” ficou em primeiro lugar, com 69% das respostas – em 2010 o item estava em segundo lugar e tinha 59% das respostas. Chama a atenção a preocupação com “atropelamentos”: passou de 12% para 17%;
- No serviço público de saúde, o tempo médio de espera para atendimento permanece alto: para a realização de consultas, 52 dias (61 em 2010); para a realização de exames, 65 dias (76 em 2010); e para procedimentos mais complexos, 146 dias (166 em 2010);
- No serviço privado de saúde, o tempo médio de espera para uma consulta é de 15 dias, para exames é de 17 dias e para procedimentos mais complexos, 39 dias. (a pergunta é inédita, não há comparação com edições anteriores);
- A avaliação do poder público municipal registrou queda acentuada. Quando questionados sobre a “atual administração municipal”, 30% a consideraram “ruim/péssima”. Em 2010, o número estava em 21%. Sobre a “subprefeitura da região”, 31% consideram “ruim/péssima”, contra 23% na edição anterior. E com relação à Câmara dos Vereadores, o percentual de avaliações “ruim/péssima” aumentou de 36% para 42%;
- Também houve queda na confiança dos entrevistados em relação a todas as instituições e órgãos públicos apresentados no questionário.
- Bombeiros (86%), Correios (81%), Metrô (74%) e Sabesp (70%) foram os que mais receberam respostas de confiança;
- Câmara dos Vereadores (69%), Tribunal de Contas do Município (63%), Prefeitura de São Paulo (64%) e Subprefeituras (59%) foram, nesta ordem, os que mais receberam respostas de desconfiança.
Os resultados da pesquisa e o quadro de desigualdade da cidade foram comentados por pré-candidatos e representantes de pré-candidatos a prefeito de São Paulo de seis partidos políticos (PMDB, PSOL, PCdoB, PPS, PT e PV). O PSDB, embora também convidado, não enviou representante ao evento.
Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.
Para acessar o Quadro da Desigualdade em São Paulo, clique aqui.
Carta manifesto reflete descontentamento com ação do poder público municipal e estadual na região conhecida como “Cracolândia” e violência policial na USP.
Fonte: GT de Juventude da Rede Nossa São Paulo
Sobre a dor e sofrimento de jovens paulistanos
Nós organizações, movimentos e grupos abaixo assinados temos buscado firmemente transformar a forma como a sociedade trata a juventude no Brasil e, especificamente, na nossa cidade. Essa luta, que vem de muitos anos, está comprometida sobretudo em reverter uma ideia negativa e preconceituosa a respeito dos jovens brasileiros, frequentemente tidos como um problema social a ser estancado. Assim como nós, uma parcela cada vez maior da população e de gestores públicos tem percebido que a ação governamental, ao invés de tentar controlar e proteger jovens olhando-os a partir do seu potencial de delinquência, deve apoiar o seu desenvolvimento integral, promovendo direitos, oportunidades e reconhecer a enorme diversidade de interesses e demandas da juventude.
Não é por acaso que alguns projetos governamentais vêm alcançando enorme sucesso ao apostar na ação de jovens e na sua autonomia. Também não é à toa que temos hoje uma Secretaria Nacional de Juventude e que aprovamos recentemente o Estatuto da Juventude na Câmara dos Deputados. Sabemos que a consolidação da democracia passa por respeitar o jovem e por isso valorizamos cada uma destas conquistas, tantas delas obtidas na última década.
É exatamente por termos avançado tanto, por termos trabalhado tanto para a construção de um país e de uma sociedade mais democráticos, que ficamos estarrecidos ao nos deparar com os recentes acontecimentos em São Paulo. Começamos 2012 dando muitos e muitos passos para trás.
Logo nos primeiros dias do ano somos surpreendidos por uma ação coordenada entre Estado e Prefeitura dirigida à região conhecida como “Cracolândia”, no Centro da cidade. Com o objetivo alegado de “sufocar os crimes”, a Ação Integrada Centro Legal tenta intervir nessa área ocupada por uma grande quantidade de dependentes químicos, em especial usuários de crack, grande parte deles, jovens. A estratégia traçada, segundo o coordenador estadual de Políticas sobre Drogas, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, passa pela intervenção ostensiva da PM junto a supostos traficantes e criminosos e por infringir “dor e sofrimento” aos usuários para que estes busquem então o tratamento.
A fala de Oliveira é, no mínimo, estranha e contraditória se considerarmos que o órgão do qual é servidor está ligado à Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania. Além disso, estratégia e princípios utilizados e defendidos pelo representante do poder público estadual têm sido avaliados como frágeis e inadequados por especialistas. Ao invés de intervir de forma articulada entre diferentes áreas, dando conta dos graves problemas sociais e de saúde, Prefeitura e Estado parecem privilegiar a truculência e o flagrante desrespeito aos direitos humanos – utilizando inclusive bombas de efeito moral e balas de borracha contra usuários de droga. Assim, vemos jovens sofrendo a violência injustificada do Estado.
No dia 09 de janeiro outra ação do governo estadual, por meio da sua Polícia Militar, contribuiu para completar a nossa perplexidade. No campus da USP Butantã um sargento da PM se desentende com estudantes, agride um jovem e chega a sacar, de forma muito perigosa, a sua arma. A cena, registrada em vídeo, mostra que o policial escondeu sua identificação e, sob olhar de outros colegas de corporação, intimidou vários jovens, até escolher e agredir um deles, exigindo uma comprovação de que este era estudante “uspiano” – embora não haja essa restrição para entrada no campus.
Como bem ilustram os dois casos, a ação violenta do Estado não é dirigida à juventude de forma igual; ela atinge sobretudo alguns grupos específicos, como jovens de segmentos de baixa renda, pessoas em situação de rua e a população negra, num processo nefasto de re-vitimização. A seleção pela aparência, bastante comum nas ações policiais e repressivas, se baseia em um conjunto de estigmas construídos em cima da juventude e de certos grupos sociais, em flagrante desacordo com os direitos humanos. Ações como estas acabam por reforçar a incapacidade de governos em reverter ciclos que perpetuam a desigualdade e o preconceito.
Isto é apenas uma mostra de uma coleção de equívocos de políticas públicas pensadas e executadas à revelia de direitos de cidadãos e cidadãs na cidade de São Paulo. E, especialmente, evidencia como essas ações governamentais partem de uma visão distorcida da juventude e acabam por afetar os jovens paulistanos, negando-lhes direitos ao invés de propiciar o seu acesso.
A tendência é que as autoridades venham a público minimizar os efeitos negativos de suas ações, procurando colocar os erros em indivíduos, como no caso do policial na USP, que já foi afastado junto com mais outro colega. Esperamos sim que esses profissionais sejam responsabilizados. No entanto, tais respostas não podem tentar encobrir aquilo que são erros políticos e/ou a ausência de uma ação pública coerente com princípios de uma sociedade democrática, capaz de tratar todas pessoas como sujeitos de direitos.
O ano começa mal e por isso não podemos deixar de manifestar nosso profundo repúdio aos acontecimentos recentes. Sentimos a dor e sofrimento destes jovens. Lamentamos o uso da intimidação e da truculência como instrumento de trabalho de agentes públicos, seja numa universidade ou nas ruas por onde transitam usuários de drogas. Mais uma vez renovamos nosso compromisso em construir políticas públicas eficientes e pautadas pelo respeito e pelo fortalecimento das estruturas democráticas. Esperamos o mesmo de nossos interlocutores. Por um 2012 bem diferente daqui para frente.
Ação Educativa – Assessoria Pesquisa e Informação
Aracati – Agência de Mobilização Social
Cidade Escola Aprendiz
Comunidade Cidadã
ECOS – Comunicação e Sexualidade
Equipe Técnica do Programa Jovens Urbanos
GT de Juventude da Rede Nossa São Paulo
Instituto Paulista de Juventude
Instituto Polis
Secretaria de Juventude da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo
Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
Viração Educomunicação
Foram definidos na última terça-feira (10/1) os três finalistas 2º Prêmio Globomóvel de Responsabilidade Social. Os vencedores estão entre as instituições e pessoas que fazem trabalhos relevantes em suas comunidades e foram entrevistadas em 2011, pela repórter do Globomóvel SP, Aline Marins. Os votos dos representantes do Conselho de Parceiros do Globomóvel foram somados aos votos do público, que participou pelo do site da Rádio Globo.
Confira como foi a segunda edição do Prêmio Globomóvel de Responsabilidade Social na reportagem de Vanessa de Campos.
O projeto esteve em diversos bairros da cidade de São Paulo e região metropolitana com o objetivo de valorizar boas iniciativas sociais realizadas nestes locais. O estúdio móvel da Rádio Globo encontrou pessoas que dedicam uma parte do tempo delas para ações de solidariedade e responsabilidade social. São professores, artistas, cozinheiras, bibliotecárias, taxistas, voluntários que tiveram a iniciativa de transformar as comunidades onde moram. Durante o ano, foram 20 histórias de boas práticas. Confira abaixo as 10 reportagens indicadas ao Prêmio Globomóvel de Responsabilidade Social.
O resultado da votação será divulgado no próximo dia 21, no programa Manhã da Globo de SP. No sábado 28 de janeiro, o Manhã da Globo será apresentado diretamente do SESC de Santo Amaro, onde serão anunciados quais projetos ficaram no primeiro, segundo e terceiro lugares na votação e serão entregues os prêmios aos vencedores.
Fazem parte do Conselho de Parceiros do Globomóvel SP: Hospital Israelita Albert Einstein; Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social; Rede Nossa São Paulo; SESC-SP; Projeto Generosidade da Editora Globo; Divisão de Projetos Sociais da TV Globo SP; Projeto Mobilização do Canal Futura; e Instituto Sou da Paz, através do projeto Criança Esperança. Dando ainda mais legitimidade à reunião, também estiveram presentes no evento, com direito à voz, Cenise Monte Vicente (consultora do Programa de Educação Voluntária – PEV), Ayla Fernanda Zanini (Senac SP) e profissionais de diferentes áreas do Sistema Globo de Rádio.
Férias
Nessa entrada, o Conexão Futura fala sobre diversas maneiras de ocupar o tempo de férias das crianças. Lucilene Silva, pesquisadora da cultura da infância, destaca a importância do brincar. Fala direto de Carapicuíba, São Paulo.
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