O Conexão Futura de hoje conversa com a Rede Nossa São Paulo para discutir os dados da pesquisa sobre mobilidade urbana na capital paulista.
No dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, foram realizadas atividades para marcar o Dia Mundial Sem Carro. Em alguns locais, como São Paulo, foram realizadas atividades ao longo da semana – a Semana da Mobilidade, de 16 a 22 de setembro. Este ano aconteceram rodas de conversa e intervenções urbanas, como Vaga Viva e a Praia na Avenida Paulista.
O período sugere uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse periodo, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel.
Pesquisa de Mobilidade Urbana
Assim como nos anos anteriores, a Rede Nossa São Paulo e o Ibope aproveitaram a Semana para divulgar a Pesquisa sobre Mobilidade Urbana. Em sua sexta edição, a pesquisa traz os mais diversos aspectos da mobilidade em São Paulo, como o tempo gasto no trânsito, a frequência com que os paulistanos utilizam o transporte público, a satisfação com o transporte coletivo, o uso do carro etc.
Alguns resultados:
- De acordo com a pesquisa, feita com 805 moradores, o trânsito está entre as quatro áreas mais problemáticas da cidade, citado por um terço das pessoas;
- Oito em cada dez entrevistados consideram o trânsito na cidade de São Paulo ruim ou péssimo;
- Mais de 2 milhões de paulistanos utilizam o carro todos os dias ou quase todos os dias para se locomover, mas 65% disseram que deixariam o carro caso tivessem opção de transporte adequado;
- A medida necessária mais citada pelos entrevistados para reduzir o uso de automóvel foi a construção e ampliação das linhas de metrô, mas houve crescimento do número de pessoas que citam os corredores de ônibus como uma solução: 34% em 2011 para 41% em 2012;
- Em 2012, 19% das pessoas disseram ter deixado de usar seus veículos próprios contra 13% no ano passado;
- O tempo médio de deslocamento diário declarado pelos entrevistados caiu um pouco deste ano para 2011, mas ainda é considerado grande: 2h23 em 2012 e 2h49 em 2011.
Plataforma Cidades Sustentáveis
Para além da Semana da Mobilidade, desde 2007 a Rede Nossa São Paulo e outras entidades promovem a discussão sobre o tema durante todo ano. Articulado pela Nossa São Paulo, a Plataforma Cidades Sustentáveis é formada por um conjunto de eixos, com o objetivo de apresentar propostas para a sustentabilidade urbana no Brasil, a partir de experiências inovadoras que são desenvolvidas no país e no mundo. A pesquisa das boas práticas foi feita de forma colaborativa, bem como a definição de prioridades para cada um dos eixos. Um destes eixos diz respeito à “Melhor Mobilidade, Menos Tráfego”, cuja a meta é “promover a mobilidade sustentável, reconhecendo a interdependência entre os transportes, a saúde, o ambiente e o direito à cidade”. Conheça todas as propostas previstas pelo eixo.
Plano de Mobilidade
Uma das propostas indicadas para atingir esta meta é o desenvolvimento de um plano de mobilidade urbana integrado e sustentável. Em São Paulo, o Plano está previsto em lei, mas ainda não saiu do papel. Por isso, a falta de planejamento de mobilidade é considera a maior barreira para cidade tornar-se sustentável – ela é um exemplo prático do caos urbano: a quantidade de carros excede o ideal – o que acarreta em trânsitos com mais de 200km -, o transporte coletivo é deficiente, não há ciclovias suficientes ou outras alternativas que garantam o direito à cidade.
Período eleitoral
Por ser de interesse geral da sociedade, a mobilidade é tema frequente entre os candidatos as eleições municipais. Para contribuir com a discussão, a Rede Nossa São Paulo e um conjunto de entidades, por meio do Programa Cidades Sustentáveis, estão com ações direcionadas para o período eleitoral. O Programa oferece aos candidatos uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda, enriquecida por casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos gestores públicos municipais. O programa é complementado por uma campanha que tenta sensibilizar os eleitores a escolher a sustentabilidade como critério de voto e os candidatos a adotar a agenda.
Os candidatos podem aderir a uma Carta Compromisso, disponível no site, onde também é possível ver os partidos e pré-candidatos que assinaram.
Enquanto o índice de homicídios aponta redução desde 2003 na cidade de São Paulo, os casos de morte por policiais aumentaram. No primeiro trimestre deste ano, a Secretaria de Segurança Pública já registrou 75 mortes cometidas pela polícia – um aumento de 25%, comparado ao primeiro trimestre de 2011, quando foram registrados 60 casos. Dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo – PRO-AIM, revelam que 77% das vítimas de intervenção legal são jovens entre 15 e 29 anos, sendo a maioria negro (53,97%)*.
Para a defensora pública Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos do Estado de São Paulo, Daniela Albuquerque, é necessário investigar a relação dessas mortes com a corrupção. “ O momento é oportuno para o debate, já que estamos passando por uma leve onda como a que ocorreu em maio de 2006.” No periodo lembrado pela defensora, uma série de crimes e rebeliões em 74 presídios foram promovidos por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os crimes desencadearam uma resposta das forças policiais do estado. Foram 493 pessoas mortas em pouco mais de uma semana, dos quais 6% tinham antecedentes criminais. Além disso, 122 casos possuem característica de execução sumária pela polícia – sem que tenha havido esforços para apontar culpados. Foram 43 policiais mortos.
O representante da Pastoral Carcerária e da Rede de Justiça Criminal, José Filho, apresentou três pesquisas sobre prisão provisória, realizadas com a colaboração de oito organizações que atuam com segurança e direitos humanos. Os dados identificam possíveis causas para o problema, entre elas, questões estruturais e conflitos institucionais, a defasagem no plano de carreira das polícias civil e militar, as condições de trabalho destes profissionais, a falta de investimento em tecnologia para investigações e a conivência do sistema. De acordo com José Filho, os dados também indicam uma política de encarceramento adotada pelo Estado de São Paulo – a cada mês entram no sistema carcerário paulista de 2,5 a 3 mil pessoas - atualmente são mais de 190 mil presos. Se comparado com Estados de outros países, São Paulo é o nono que mais encarcera no mundo.
O Fórum Municipal de Hip Hop, em parceria com o Grupo de Trabalho de Juventude da Rede Nossa São Paulo, realizou um encontro no dia 18 de julho para discutir “A Violência de Estado, genocídio e extermínio da juventude negra”. Cerca de 145 pessoas participaram do evento, que contou com a exibição de vídeos – entre eles, um dos episódios da série Nota 10, do Canal Futura – e um debate com especialistas e defensores públicos. A partir desta iniciativa, pretende- se reunir pessoas e instituições comprometidas com o enfrentamento da violência policial dirigida a jovens, para a realização de uma campanha e de uma audiência pública na Assembleia Legislativa.
Como encaminhamento, os interessados em aderir à iniciativa vão se reunir no dia 1 de agosto, na sede da ONG Ação Educativa, para começar a organizar as ações. Acesse o registro do encontro no site do Fórum Municipal de Hip Hop.
*Informações do GT Juventude Nossa São Paulo e Fórum Municipal de Hip Hop
As cheias que têm castigado a Região Norte do Brasil são o foco deste bloco do Conexão Futura. Há algo que possa ser feito para mitigar o problema em situações como essa?
De Manaus, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Antônio Manzi, responde, por telefone, a essas e outras perguntas.
Muitas mudanças estão acontecendo em diversas cidades brasileiras por conta da realização da Copa do Mundo de futebol, em 2014. Obras, principalmente no setor de transporte, e encarecimento do custo de vida são algumas das situações que têm impacto direto na vida de milhões de brasileiros. Qual o legado que um evento desse porte pode deixar para o país?
Com o advogado Thiago Oshino, que, através de ONG. trabalha monitorando os preparativos para a Copa.
Levantamento do IBGE aponta que 7 milhões de brasileiros levam mais de uma hora no trajeto de casa até o trabalho. Deslocamento que custa muito tempo e dinheiro. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a Associação dos Transportes Públicos calcula um prejuízo de R$ 2 bilhões por ano. O estudo levou em conta diversos fatores como problemas decorrentes dos congestionamentos, queima de combustíveis e perda de produção.
Excesso de veículos nas ruas, transporte público coletivo de pouca qualidade, falta de ciclovias, calçadas em más condições. O Sala de Notícias Debate desta semana discute estes e outros problemas que demandam soluções complexas, investimento contínuo e, principalmente, planejamento.
Em vigor desde o último mês de abril a Lei nº 12.587/2012, conhecida como Lei da Mobilidade, institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana e propõe organizar a circulação nas cidades. A prioridade é dada aos meios de transporte não motorizados e ao transporte coletivo. O texto também esclarece os direitos dos usuários, como o de ser informado sobre itinerários, horários e tarifas dos serviços nos pontos de embarque e desembarque.
A nova lei também exige que os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem planos de mobilidade urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. Atualmente, essa obrigação é imposta aos municípios com mais de 500 mil habitantes. As cidades que não cumprirem essa determinação podem ter os repasses federais destinados a políticas de mobilidade urbana suspensos.
O PAC Mobilidade Grandes Cidades, anunciado pelo Governo Federal, prevê investimentos de R$ 32 bilhões para construção de 600 km de corredores exclusivos para ônibus, 200 km de linhas de transporte sobre trilhos. O programa inclui recursos já anunciados para obras de metrô em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza e melhorias dos sistemas em Recife e Rio de Janeiro.
Os números podem parecer animadores. Mas como garantir que esses recursos melhorem a mobilidade nas ruas das cidades por onde todos nós circulamos?
O jornalista Cristiano Reckziegel estreia na apresentação do programa e conversa com Maria de la Assunción Blanco, coordenadora de mobilidade da Rede Nossa São Paulo; Matias Mickenhagen, diretor de associados da ONG Ciclocidade e com Waldir Peres, superintendente da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos do Rio de Janeiro.
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Sala de Notícias Debate vai ao ar toda terça-feira, com reprise aos domingos, sempre às 21h.
O impacto da violência armada na sociedade brasileira é o tema do documentário “Armados”, com estreia marcada para o dia 19 de abril de 2012 às 21h00 na tela do Canal Futura.
A produção venceu em 2011 o 2º pitching Doc Futura (processo de seleção de novos projetos do Canal). “Armados” tem direção de Rodrigo Mac Niven e traz entrevistas com o músico Marcelo Yuka, o sociólogo Antonio Rangel, o delegado Orlando Zaccone e parentes de vítimas do tiroteio ocorrido no ano passado na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro.
Das 16 milhões de armas de fogo que circulam no Brasil, 90% estão nas mãos da sociedade. Quase metade desse armamento, cerca de 7,6 milhões, não está registrada. A ilegalidade impede o rastreamento das armas e contribui para o baixo índice de resolução de crimes no país: menos de 5%. Praticamente todos os cartuchos ilegais apreendidos em território nacional, 95%, são de origem brasileira. A indústria e o comércio de armas e munições no país registram faturamento de quase 1 bilhão de reais por ano.
A narrativa promove reflexões sobre o papel das armas e o impacto da violência armada na população brasileira. Para o diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, Vinicius Cavalcante, a comercialização de armas permite que os indivíduos exerçam o direito à autoproteção: “A posse de armas de fogo é garantida pela constituição brasileira”. A titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Barbara Bueno, defende o desarmamento voluntário: “A arma não é para defesa, ela serve para atacar”.
Pai de uma das doze vítimas do tiroteio na Escola Municipal Tasso da Silveira, ocorrido em abril de 2011, Raymundo Nazareth salienta a falta de controle sobre as armas em circulação. “O revólver usado para matar nossos filhos foi roubado há 18 anos. As armas se perdem e ninguém acha. Elas servem para matar e não para defender”, enfatiza. Atingido por nove tiros durante uma tentativa de assalto em 2000, Marcelo Yuka levanta uma importante questão: é possível usar armas de fogo de forma segura na sociedade?
O filme trata de temas como a reforma das polícias, a consolidação de dados sobre segurança pública, a proibição da venda de armas de fogo aos cidadãos e, principalmente, a cultura da violência na sociedade brasileira.
Pré-estreia do documentário acontece nesta quinta-feira, 12 de abril, na sede do Canal Futura no Rio de Janeiro. Após a exibição, será realizado debate, mediado pelo jornalista Mauro Ventura, com a participação do diretor Rodrigo Mac Niven e de personagens do documentário – o músico e ativista social Marcelo Yuka, o delegado da Polícia Civil Orlando Zaccone e o cientista político Luiz Eduardo Soares.
Você pode acompanhar a exibição ao vivo a partir das 17h00 pela internet através do Blog Conexão Futura.
ARMADOS
Direção: Rodrigo Mac Niven
Exibição: 19 de abril (quinta-feira), às 21h
Reprises: 22 de abril (domingo), às 19h30
30 de abril (segunda-feira), às 00h15
Duração: 52 min
Classificação: 12 anos
Veja o trailer do documentário.
Saiba mais sobre o documentário:
Entrevistados
Adriana Maria da Silveira Machado
Moradora de Realengo, ela perdeu um de seus dois filhos na tragédia na Escola Tasso da Silveira. Ela já havia vivido uma experiência violenta com arma de fogo quando, aos seis anos de idade, sua irmã foi atingida por uma bala perdida e ficou paraplégica. Após o massacre na escola, os pais das vítimas criaram a Associação Anjos de Realengo, que tem como finalidade principal dar apoio aos familiares que perderam seus filhos e às crianças, muitas ainda traumatizadas, que sobreviveram. Além disso, o grupo também busca soluções para a diminuição da violência nas comunidades, a restrição da circulação das armas de fogo na sociedade, o combate à discriminação racial e ao bulling. Adriana é a presidente do grupo, formado por mais de 40 pessoas do bairro de Realengo.
Antonio Rangel
Sociólogo e cientista político. Foi instrutor de armamento do Exército e aposentou-se como tenente da reserva. Atualmente, ele é coordenador nacional da campanha pelo desarmamento.
Barbara Lomba Bueno
Delegada titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), Barbara é a favor do desarmamento voluntário. Ela assumiu o cargo em 2012 e sua primeira tarefa foi instalar um novo banco de dados para ajudar a polícia a descobrir a origem das armas apreendidas no estado.
Daniel Cerqueira
Economista de formação, Daniel é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em parceria com Waldir Lobão e Alexandre Carvalho, lançou o estudo “O Jogo dos Sete Mitos e a Miséria da Segurança Pública no Brasil”, publicado pela editora FGV.
Francisco Chao de La Torre
Policial civil há 16 anos, especialista e professor de Direito Penal e Justiça Criminal. Tem vasta experiência em incursões nas favelas do Rio e amplo conhecimento da estrutura policial da cidade.
Inês Moraes da Silva
Dona Inês é uma senhora simples e querida por todos da comunidade. Moradora de Realengo, ela perdeu seu filho mais velho na tragédia com o atirador em abril de 2011.
Luiz Eduardo Soares
Antropólogo, cientista político, escritor e um dos maiores especialistas em segurança pública do país. Ele foi Secretário de Segurança Pública no Rio de Janeiro e ocupou a Secretaria Nacional de Segurança Pública no governo Lula. Como escritor, Luiz Eduardo foi co-autor dos livros “Elite da Tropa” e “Elite da Tropa 2”. Em 2011, lançou o livro “Justiça: Pensando Alto sobre Violência, Crime e Castigo”.
Marcelo Yuka
Músico e ativista social, foi vítima de violência por arma de fogo, em 2000. Questionador e pensador, Yuka se envolve em discussões e movimentos, sempre em busca de soluções para o problema da violência no país.
Marcelo Freixo
Professor de História e atual deputado estadual pelo PSOL, Marcelo presidiu a CPI das Armas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele foi pesquisador da ONG Justiça Global e trabalhou como consultor do deputado Federal Chico Alencar na área de Direitos Humanos. Além disso, participou de projetos educativos no sistema penitenciário e foi membro do Conselho da Comunidade do Rio de Janeiro.
Orlando Zaccone
Delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e mestre em Ciências Penais. Professor e escritor, Zaccone se destaca pela forma filosófica de encarar os fatos e pelas suas ideias libertárias.
Salesio Nuhs
Diretor comercial da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A empresa, localizada em Ribeirão Pires (SP), é considerada o maior complexo industrial voltado para a fabricação de munições do Hemisfério Sul. Salésio também é presidente da “Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições” – ANIAM.
Vinicius Domingues Cavalcante
Personagem que defende fortemente a ideia do uso das armas como legítima defesa. Desde 1988, atua diretamente em atividades de segurança privada. Hoje é Diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG), no Rio de Janeiro.
Sobre o diretor
Jornalista e cineasta, Rodrigo Mac Niven dirigiu projetos exibidos no Brasil e no exterior. Em 2010, escreveu e dirigiu o longa-documentário “Cortina de Fumaça”, lançado no Festival do Rio e selecionado para festivais nacionais e internacionais (Tiradentes, Paris, Milão, Nova Iorque, Miami, Londres, Montevideo e Buenos Aires). No mesmo ano, lançou “Ei you! O Haiti antes do terremoto”, exibido com destaque nos canais GNT e GLOBOSAT HD. Dirigiu também o especial “Pessoas” sobre o poeta Fernando Pessoa, exibido em Portugal, o DVD “Boa do Samba”, e o projeto multiplataforma “Grafiteiros da BOA” da cervejaria Antarctica. Em anos anteriores, fez a direção, edição e roteiro dos documentários “Por trás de uma última cena” e “Paraolimpíadas 2004”, exibido no canal Sportv. Foi responsável ainda pela direção de fotografia e edição do media “Soropositivo”, que recebeu “Ei you! O Haiti antes do terremoto”, exibido com destaque nos canais GNT e GLOBOSAT HD. Dirigiu também o especial “Pessoas” sobre o poeta Fernando Pessoa, exibido em Portugal, o DVD “Boa do Samba”, e o projeto multiplataforma “Grafiteiros da BOA” da cervejaria Antarctica. Em anos anteriores, fez a direção, edição e roteiro dos documentários “Por trás de uma última cena” e “Paraolimpíadas 2004”, exibido no canal Sportv. Foi responsável ainda pela direção de fotografia e edição do media “Soropositivo”, que recebeu
Ficha técnica Canal Futura
Coordenação de Núcleo: Júlia Comodo
Coordenação Artística: Marcio Motokane
Coordenação de Produção: Joana Levy
Analista de Conteúdo: Ana Chaves de Melo e Priscila Beleli
Produtores Assistentes: Anne Germano e Camila Campos
Gerente de Produção: Vanessa Jardim
Gerente de Conteúdo: Débora Garcia
Gerente de Programação: João Alegria
Gerente Geral: Lúcia Araújo
Supervisão Geral: Hugo Barreto
Ficha técnica TVa2
Direção e roteiro: Rodrigo Mac Niven
Consultoria de conteúdo: Antonio Rangel e Orlando Zaccone
Produção executiva: Mariana Genescá
Direção de fotografia: Dante Belluti
Pesquisa e produção: Paula Xexéo
Operação de câmera: Martin Sciarretta
Áudio: Paulo Anomal
Edição: Gabriela Passos
Videografismos: Gustavo Amarante
Design gráfico: Gether Nogueira
Trilha sonora original: Marcelo Yuka
Militantes destacam que não há oposição entre agenda da moradia e ambiental e que a reforma urbana é condição para criar cidades sustentáveis.
Construir espaços de debate sobre direito ao acesso a terra, à agua tratada e ao saneamento, a função social da propriedade e o enfrentamento dos grandes projetos de desenvolvimento – estas são as grandes questões que devem ser levadas pelas organizações que compõem o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU) para a Cúpula dos Povos e a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Estes são alguns dos posicionamentos construídos durante a oficina Reforma Urbana e Meio Ambiente, realizada no dia 27 de janeiro durante o Fórum Social Temático e Meio Ambiente, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre-RS.
Num diálogo campo e cidade, o FNRU, a Aliança Internacional dos Habitantes e a Coalizão Internacional do Habitat uniram esforços para a construção de uma agenda socioambiental para as cidades.
Neste debate, como frequência, surgem argumentos que de a luta por moradia gera impactos ambientais. Segundo as organizações presentes a ocupação de áreas de preservação permanente (APP) urbanas como áreas de mananciais ou encostas de morro pela população de baixa renda não é uma escolha, mas a única alternativa possível a quem não tem acesso ao mercado imobiliário: “As áreas de APP são áreas ocupadas por falta de politica habitacional e especulação imobiliária urbana”, afirma Nabil Bonduki, professor de planejamento urbano da Universidade de São Paulo.“A defesa do direito da cidade e da moradia adequada é a defesa do meio ambiente. A nossa defesa do direito a moradia deve garantir direito ao ambiente sustentável, à agua, não é só casa – é viver em ambiente saudável” afirma Benedito Barbosa, membro da Coalizão Internacional do Habitat e dirigente da Central dos Movimentos Populares.” De acordo com Benedito, há muito mais pautas convergentes entre a agenda pela moradia e ambiental que questões que afastam a luta dos movimentos.
Os militantes ainda denunciam que o mercado imobiliário se apropria do argumento ambientalista para agir de acordo com seus interesses: “Quando o empreendimento é para pobres muitas dificuldades são apresentadas, mas quando o terreno é para grandes empreendimentos o terreno é liberado fácil e daí não vale nada o discurso de preservação“ diz Luiz Gonzaga da Silva, o Gêgê.
Segundo a Carta Mundial do Direito à Cidade, no artigo xVi. direito ao meio ambiente “As cidades se comprometem a adotar medidas de prevenção frente a ocupação desordenada do território e de áreas de proteção e a contaminação , incluindo acústica, economia energética, a gestão e reutilização dos resíduos, reciclagem e a recuperação das vertentes para ampliar e proteger os espaços verdes”. Leia a Carta Mundial do Direito à Terra na íntegra.
Veja a opinião de Nelson Saule, advogado do Instituto Pólis – organização integrante do FNRU.
Cidades sustentáveis e reforma urbana
A construção de cidades sustentáveis, com a oferta de equipamentos básicos como saúde, educação e mobilidade urbana só é possível por meio de rearranjo urbano. “Acesso a oportunidades tem a ver com a localização do povo”, diz Benedito “Não existe cidade sustentável sem reforma urbana” garante Nabil. Rever a estrutura da cidade, a quem ela atende, como direitos sociais são estendidos a população – é passo para compreender a ocupação urbana.
De acordo com a relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à moradia adequada e urbanista da Faculdade e Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Raquel Rolnik, o número de imóveis desocupados atualmente no país pode abrigar a maioria da população sem teto. Raquel aponta que há cerca de 5 milhões de unidades vazios, quase o número estimado do déficit habitacional, de 6 milhões de moradias. Para os movimentos pela reforma urbana a ocupação pela população de baixa renda a estes espaços ociosos e presos a especulação imobiliária é fundamental para reverter a lógica de expulsão da população pobre dos centros da cidade para área afastadas.
Para os movimentos é importante também que os métodos construtivos usados no Brasil sejam debatidos e revistos: “O tijolo cerâmico usado pela construção civil e que sai da Amazônia gera grandes impactos ambientais”, diz Miguel.
Saiba mais sobre o Fórum Nacional de Reforma Urbana. Clique aqui.
O Fórum Social Temático (FST) se inscreve no processo do Fórum Social Mundial (FSM) e será uma etapa preparatória a Cúpula dos Povos na Rio+20. O evento acontecerá de 24 a 29 de janeiro de 2012 em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, tendo como tema Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental.
Como ocorre sistematicamente no FSM, a programação será constituída basicamente por atividades propostas e geridas por movimentos, coletivos e organizações da sociedade civil e são chamadas atividades autogestionárias. A estimativa é de que a participação fique entre 50 mil a 70 mil pessoas.
Como acontece em todos os fóruns sociais, esse temático também iniciará com uma Marcha de Abertura, que será no dia 24, a partir das 15h.
Nos dias seguintes, pela manhã e tarde acontecem as atividades autogestionárias. No turno da tarde estão previstos os encontros dos grupos temáticos preparatórios à Rio + 20 e à noite acontecem os shows culturais.
Muitos eventos paralelos estão sendo organizados, como o Acampamento da Juventude – com intensa programação, o Forunzinho voltado às crianças, O Fórum Mundial de Educação e o Fórum da Saúde. Também volta a Porto Alegre, neste ano, a Aldeia da Paz, um evento paralelo ao Fórum, mas integrado, que é um ponto para articulação das práticas dos movimentos ecológicos, ecovilas, espirituais, indígenas e artísticos. A Aldeia da Paz vai se estruturar na forma de uma grande aldeia, um grande acampamento instalado na orla do rio Guaíba.
A economia solidária terá forte presença, não apenas nos debates, mas na organização do Fórum, como vem ocorrendo desde a primeira edição do Fórum Social Mundial organizado. Mais de 120 grupos já se inscreveram para participar da Feira de Economia Solidária que será instalada próximo à Usina do Gasômetro.
O Fórum Social Temático vai acontecer principalmente na área central de Porto Alegre como Usina do Gasômetro, Casa de Cultura Mario Quintana, Cais do Porto, Assembléia Legislativa do RS e Campus Central da UFRGS.
Em Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, além de oficinas sobre terra, soberania alimentar, direitos humanos e economia populares solidária, vai acontecer o Seminário da Universidade Popular dos Movimentos; Encontro da Rede FALP – Fórum de Autoridades Locais Periféricas; Seminário Mudanças Climáticas: o Desafio Para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis; Projeto Hip-hop sem Fronteiras – Encontro Internacional de Redes de Hip-Hop; e Direitos Humanos em territórios periféricos.
Mais informações: www.fstematico2012.org.br
Inscrições: As inscrições para participar do Fórum permanecem abertas até o final do evento.
O núcleo Maringá do Observatório das Metrópoles apresenta o vídeo “Violência – expressão da desigualdade social”, que discute o fenômeno da interiorização da violência. O trabalho é resultado da pesquisa “Fundação Araucária – uma análise da relação entre segregação socioespacial e violência urbana na área conurbada da região metropolitana de Maringá”, desenvolvida entre maio de 2009 e abril de 2011, e vinculada ao projeto INCT/CNPq Organização Social do Território e Criminalidade Violenta, sob coordenação da professora Ana Lúcia Rodrigues.
A equipe responsável pelo trabalho “Violência – expressão da desigualdade social” é formada pelos jornalistas Paulo Pupim e Juliana Daibert, com imagens de João Rodrigues Peralta e edição da RPS Produtora.
O vídeo foi apresentado no “II Seminário Violência Urbana nas áreas metropolitanas brasileiras”.
Mais informações no site do núcleo Maringá do Observatório das Metrópoles: http://www.cch.uem.br/observatorio/
Motociclistas
O Conexão Futura prossegue com a série sobre transportes. Nessa entrada, a moto é o objeto de discussão. Para tratar desse assunto, Lucas Pimentel da Associação Brasileira de Motociclistas e Ricardo Lemos, diretor de desenvolvimento da CET/Rio. Por telefone, de São Paulo, enriquece essa conversa o motociclista Eliezer Muniz.
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