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Conexão Futura: as cotas e o acesso ao Ensino Superior

Nos últimos dias, o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre três questões importantes para a democratização do acesso à universidade. A primeira dá sinal verde para as cotas raciais. A segunda mantém o PROUNI, o Programa Universidade Para Todos. E a terceira considerou constitucional as cotas sociais.

Logo mais, a apresentadora Lisia Palombini recebe no estúdio João Feres, cientista político da UERJ, e Nelson Inocêncio, coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da UNB.

Participe da conversa e tire suas dúvidas. Mande mensagens pelo Twitter para @canalfutura ou pelo telefone 21 3523-4098 .

O Conexão Futura vai ao ar de segunda a sexta-feira a partir das 14:30 na tela do Canal Futura e, a qualquer hora do dia e da noite, aqui no blog.

 

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Leitura indígena

Literatura indígena

A literatura indígena é um fenômeno recente que chegou para ficar. E a criação de escolas bilíngues nos povoados se tornou tendência nas aldeias brasileiras.

É sobre esse assunto que o Conexão Futura conversa com a curadora do evento Oca Di Versos, Deborah Goldemberg.

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Índios: integração

Maria Pankararu

Maria Pankararu, a primeira indígena brasileira a concluir um curso de doutorado, é a convidada deste bloco do Conexão Futura. Ela também é colaboradora da ONG Thydêwá e coordenadora do projeto Índio Educa.

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Índio x terra

Questões indígenas

O direito à terra é uma antiga luta dos povos indígenas. Nos últimos dias, 62 fazendas foram invadidas por índios no sul da Bahia. Estudos da Funai mostram que esse espaço, inicialmente, pertencia aos índios.

Para discutir o tema, o Conexão Futura conversa com o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário, Cléber Buzatto.

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PA: Cedenpa abre inscrições para o projeto de formação Agentes de Negritude

cedenpa

Premiado por um edital da Fundação Ford o CEDENPA – Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, organização do movimento negro atuante a mais de 30 anos no Pará lança o Projeto Agentes de Negritude.

O projeto visa fazer valer a legislação existente, mais especificamente ligada à superar as desigualdades sócio raciais (e de gênero) que tem prejudicado secularmente a população negra, estimulando para isso, o protagonismo da mesma, através de ações mais amplas, coletivas e qualificadas.

Trata-se pois, de atuar junto aos poderes executivo, legislativo e judiciários realizando audiências, sessões especiais , seminários, campanhas e efetivar cursos para agentes da negritude, criar/ampliar redes de articulações, sobretudo de mulheres negras, para dar mais contundência e agilidade no processo de construção da equidade racial.

O projeto pretende atuar junto a diversos órgãos e instâncias do Estado , nos âmbitos Executivo, Legislativo e do Sistema Judiciário do/no Pará, para evitar que todo o corpo de leis antirracistas, até então conquistado, continue , praticamente, ´letra morta´ ou com aplicação tão lenta, que tem facilitado a manutenção das distâncias sócio raciais e de gênero.

Pretende também formar 80 jovens Agentes de Negritude, seguindo o modelo dos antigos agentes de saúde, experiencia relevante no Estado. O conteúdo do curso envolve conhecimentos sobre trajetória da população negra no Brasil; modelos de desenvolvimento alterativos ao vigente , que levem em conta o respeito aos DHESCAs (Direitos humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais , este último com foco maior na Amazônia); às PAAs (Políticas de Ações Afirmativas); combate aos Racismo Institucional e Ambiental; aspectos da mundialização e fluxos de capitais; e outros temas indispensáveis para garantir uma participação mais qualificada de negras e negros em vários espaços de debates e decisões.

Além de um plano de comunicação de forma a garantir a utilização de atuais tecnologias de comunicação/informação e realização de duas campanhas `informativas/orientadoras´, para dar visibilidade aos direitos adquiridos pela e para a população negra .

Pretendemos com isso a ampliação e fortalecimento de espaços de mobilização e visibilidade das ações voltadas a viabilizar um protagonismo efetivo de representantes da população negra, no processo ligado à eliminação de mecanismos de manutenção da subalternização histórica, a que está submetida a população negra na sociedade brasileira.
Inscrição
Período de Inscrição: 22/12/2011 à 06/01/2012,
Preencher ficha de inscrição e termo de compromisso e enviar para cedenpa@cedenpa.org.br.
Local das aulas: Casa da Linguagem – Av. Nazaré esquina com Assis de Vasconcelos
Aula inaugural: 13/01 09 ás 12h
Formação: 16/01 à 20/01
Documentos necessários: cópia de RG, comp. de residência.
Nivel Médio completo

Texto: Ascom Cedenpa

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PA: Representantes de religiões de matriz africana de Belém negociam a regularização de Terreiros como Templos Afro-religiosos

Mametu Nangetu (esquerda) com o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, José Acreano Brasil Junior (centro), e Mametu Muagilê (direita).

Mametu Nangetu (esquerda) com o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, José Acreano Brasil Junior (centro), e Mametu Muagilê (direita).

Políticas públicas afirmativas para os povos tradicionais de terreiros do Estado do Pará foi a pauta de reunião realizada no dia 20 de dezembro, em Belém, entre representantes de terreiros e a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). A legalização dos terreiros como Templos Afro-religiosos foi a principal demanda apresentada.

A reunião ocorreu entre o secretário da Sejudh José Acreno Brasil Jr. e Mametu Nangetu e Mametu Muagilê, representantes do Candomblé de Angola (sociedade civil organizada) no Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo informações do Instituto Nangetu, as conselheiras discutiram a legalização dos terreiros, como a necessidade mais urgente a ser atendida e apresentaram ao secretário as ações do Fórum Paraense de Umbandistas e Afro-Religiosos (Forumpuar).

O Forumpuar tem buscado parceria com o Grupo de Estudos Afro-Amazônicos GEAAM/UFPA e com a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA, para iniciar um processo de legalização dos terreiros dando conta de que 18 terreiros já haviam apresentado a documentação necessária para que a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA iniciasse o processo que já tramita na Ação Social Integrada do Palácio do Governo – ASIPAG.

Durante a reunião, foi acordado que a Sejudh promoverá a regularização jurídica de seis terreiros Afro-religiosos e de Umbanda. “Com esse trabalho (legalização), poderemos fortalecer essas comunidades para que estas possam captar recursos. Outra articulação da Sejudh será destinada a promover um seminário para destacar a importância da não discriminação desses povos, e valorizar a colaboração que essas comunidades tem na questão social. Afinal, estas atuam no acolhimento de pessoas que estão mais vulneráveis, como: crianças, adolescentes, homossexuais, mulheres vítimas de violência”, explica Mametu Nangetu.

Ações próximas

A Secretaria assinalou ainda que pretende articular brevemente a legalização de mais 20 terreiros. Esse processo já representa uma grande conquista para essas comunidades, já que representantes como Mametu Nangetu afirmam sofrer com o preconceito dos segmentos fundamentalistas cristãos. “Nós passamos por discriminações pelo desconhecimento da sociedade diante da nossa cultura. O nosso povo tem direitos também”, ressalta ela.

O desconhecimento sobre os Povos Tradicionais de Terreiros foi apontado como dado que dificulta a elaboração de políticas públicas para os afro-religiosos, Mametu Muagilê ressaltou que tanto o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome quanto o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia haviam realizado mapeamento recente nos terreiros, e que pelas informações obtidas na zona metropolitana de Belém é possível estimar que os Povos de Terreiros representam entre 7,5 e 10% da população da capital paraense, e Mametu Nangetu acrescentou que esses dados só serão precisos quando o IBGE tratar da nossa população com seriedade e fizer as perguntas sobre o nosso povo no formulário padrão dos próximos censos.

Colaboração: Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar – Insituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.
Fontes: Mametu Nangetu e Ascom Sejudh
Diretoria de Projetos – Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social/ Ponto de Mídia Livre.

http://institutonangetu.blogspot.com/
http://afropara.ning.com/profile/InstitutoNangetuProjetos
http://picasaweb.google.com.br/nangetu.projetos 

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Juventude: Conquistar direitos, desenvolver o Brasil!

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Brasília – Em 2008, cerca de 400 mil pessoas participaram do processo da 1a Conferência Nacional de Juventude que, em sua etapa nacional, aprovou 70 resoluções e 22 prioridades buscando ampliar e garantir direitos para a população jovem. A primeira prioridade aprovada na 1a Conferência Nacional de Juventude foi o reconhecimento e aplicação das resoluções do 1o Encontro Nacional da Juventude Negra (ENJUNE) em 2007, priorizando as mesmas como diretrizes étnico raciais com as juventudes.

Nessa 2a Conferência Nacional de Juventude – com o tema “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos” – o desafio é renovar, atualizar e ampliar a discussão e dar concretude às bandeiras levantadas na 1a Conferência, transformando-as em políticas públicas. No grupo de trabalho sobre questões étnico raciais foram definidas 3 propostas que dialogam com a bandeira levantada na 1a Conferência: implementar e fiscalizar o plano nacional de enfrentamento a mortalizadade da juventude negra; mudança no aparato de segurança pública, principalmente na ação policial, com a qualificação e capacitação das policias e interlocução do ministério da justiça para que o auto de resistência não seja mais instrumento do genocídio da juventude; e criar um disque denuncia para acolher, acompanhar e monitorar os casos de racismo, violência, discriminação racial e atos contra povos e comunidades tradionais.

Do lado de fora do grupo de trabalho, jovens também pautavam o extermínio da juventude sem tantas palavras: deitados no chão com os corpos contornados por fitas adesivas.

Abaixo, Cinthia Villas Boas, paulista de 26 anos, fala sobre o extermínio da juventude:

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“Doutrinas Raciais do Século XX” é tema do primeiro curso da Plataforma Afro

No último dia 26 de novembro, o instituto Diápora Afro lançou a Plataforma Afro, iniciativa que visa democratizar o acesso de cidadãos afrodescendentes à sua História, com cursos na modalidade de Educação a Distância – EAD. O Ambiente Virtual de Aprendizagem utiliza o software Moodle, os cursos serão oferecidos gratuitamente e exclusivamente à distância.

O curso inaugural da Plataforma será “Racismo Científico: Doutrinas Raciais do século XIX”, iniciando-se no dia 12 de dezembro, no site do Instituto Diáspora Afro e contará com carga horária de 60 horas.

 

Lançamento

A Plataforma Afro foi apresentada na Associação de Moradores da Mata Escura e contou com a participação de Nadson Oliveira – Instituto Luiz Gama, Mia Lopes – Blog Nega do Leite e Flores de Dan, Márcio de Jesus – Associação de Moradores da Mata Escura, Matos – Instituto Luiz Gama, Maria Salomé – núcleo Diáspora Afro em Teodoro Sampaio e a Banda Soul Negro.

O Instituto Diáspora Afro

O Instituto Diáspora Afro é uma organização civil sem fins lucrativos, sem vínculo político-partidário, fundada em 25 de maio de 2007 por estudantes negros e negras e cotistas de universidades do estado da Bahia. As ações e projetos são pautados na construção de uma prática pedagógica voltada para o respeito à diversidade e valorização da pessoa humana, a fim de contribuir para um processo de rompimento do silêncio sobre questões relativas ao racismo e à discriminação racial.

Saiba mais:

site: www.institutodiasporaafro.org

tel.: (71) 4101-5978 / E-mail:  diaspora@institutodiasporaafro.org

 

(com infomações do Instituto Diáspora Afro)

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Terreiros

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Povos tradicionais

 

 

Lula Dantas, Babalaxê da casa Ilê Axé Oya Funke e membro da Comissão Nacional de Comunidades e Povos Tradicionais de Terreiro conhecido como ”Pai Lula”, faz um balanço sobre a Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros e sublinha a importância da regulamentação dos povos tradicionais de terreiro.

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Racismo na mídia

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Mídia Étnica

 

 

Ivana Dorali, do Instituto Mídia Étnica, fala sobre os desafios da inserção e da divulgação do negro nos ambientes de poder. O lugar da comunicação também representa esse ambiente. O trabalho do Instituto Mídia Étnica é capacitar jornalistas, no sentido de evitar  vícios racistas na linguagem das matérias e conteúdos desenvolvidos pela mídia. Carolina Trevisan, da ANDI, fala pelo telefone direto de São Paulo e ressalta que precisamos de uma grande mudança cultural.

 

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