A assembleia geral das Nações Unidas declarou 2012 como o ano internacional de energia sustentável para todos. O acesso a formas modernas de energia é fundamental para o desenvolvimento sustentável.
Uma das maiores necessidades do desenvolvimento é o consumo de energia. Contudo a geração de energia se faz nociva ao meio ambiente uma vez que é uma fonte de poluição. Segundo pesquisa recente, o Brasil é um dos países que menos emite gás-carbônico com a produção de energia, mas pra quem vai toda essa demanda?
O consumo de energia elétrica é o foco deste bloco do Conexão Futura. Economizar é uma das formas de ajudar na sustentabilidade do planeta.
Com as moradoras do Complexo do Borel, no Rio de Janeiro, Vaneci de Azevedo e Jaciara Moreira.
Na tarde de quinta-feira (26) em Porto Alegre/RS, os ativistas e militantes de movimentos ambientais e organizações sociais, Renato Cunha (Gambá – BA), Heitor Scalambrini Costa (Mespe – PE), Marijane Lisboa (DHESCA), Chico Whitaker (Coalização contra Usinas Nucleares) e Odesson Alves Ferreira (Associação das Vitimas Atingidas pelo Acidente Radiológico de Goiânia) participaram do painel sobre a questão nuclear no Brasil.
Uma temática que, embora seja pouco difundida, traz um debate efervescente principalmente em algumas regiões do país onde existem usinas ou propostas de construção delas.
Os painelistas afirmam que existe extrema urgência em discutir e rever a política energética do Brasil, principalmente em relação à energia nuclear. Após o trágico desastre nuclear de Fukushima, no Japão a humanidade desperta para os riscos desse tipo de energia.
Um aspecto importante do debate foi o esclarecimento sobre alguns elementos que compõem a política de energia nuclear no Brasil. Para as pessoas que desejam conhecer mais profundamente as dimensões e os eixos da política nuclear é essencial entender: 1. Usinas nucleares;2. Mineração do urânio; 3. Potencialidade militar (uso geopolítico) 4. Outras radioatividades.
A população brasileira precisa conhecer cada dimensão dessa política para que se posicione e que perceba os impactos e riscos que essa forma de energia causa diretamente para aqueles que vivem no mesmo ambiente onde as usinas já existem ou possam vir a ser instaladas e os riscos para futuras gerações, tendo em vista o lixo nuclear gerado por esse tipo de energia, considerada pelos especialista desse debate como suja, cara, não sustentável e sem grande potencial gerador de energia.
Houve ainda, o depoimento de uma das primeiras vítimas do acidente em Goiânia, onde ocorreu à contaminação por radioatividade (Césio-137), num hospital abandonado onde catadores procuravam por ferro, e encontraram o aparelho utilizado em radioterapias abandonado, que continha o Césio-137. A partir daí houve um rastro grande de contaminação de outras pessoas.
A vítima contou em detalhes como tudo ocorreu e principalmente o processo de discriminação que sofreu, com a falta de informação da população, o atendimento na saúde pública, e o próprio descaso por parte do Estado brasileiro em dar assistência às vítimas desse acidente.
Diante disso, os movimentos sociais e ambientalistas, iniciam campanhas de sensibilização e articulam algumas alianças para levar essa importante questão a Rio+20 e para além disso, abrir diálogo com o governo brasileiro sobre a política energética nuclear.
Maiores informações acesse:
http://www.brasilcontrausinanuclear.com.br
http://www.mespe.com.br
http://antinuclearbr.blogspot.com/
Rio + 20
O presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, fala sobre a Rio + 20 e destaca que, neste ano, a área da energia terá um destaque especial.
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