O número de moradores de rua assassinados, no Brasil, vem aumentando. Apenas nos últimos seis meses, foram mais de 265, segundo o Fórum Nacional de Pessoas em Situação de Rua. Um levantamento da Divisão de Atenção Básica à Saúde do Ministério da Saúde revela que mais da metade das pessoas que vivem nas ruas possui parente na cidade em que moram, mas se afastam por variados motivos.
Leonildo Moreira Filho, do Movimento Nacional de População de Rua, fala sobre violência contra moradores de rua.
Muitas pessoas enfretam dificuldades para obter um direito que está previsto na Constituição Federal: o acesso à moradia digna.
Com a documentarista Juliana Vicente, o sociólogo Mauro Santos, e a coordenadora do Movimento dos Sem Teto do Centro/ SP, Ivaneti Araújo.
O ensino religioso nas escolas públicas é o foco deste bloco do Conexão Futura. Com Rafael Custódio, advogado e coordenador do Programa de Justiça do Conectas Direitos Humanos, e Salomão Ximenes, da Ação Educativa.
Acessibilidade para deficientes é o tema deste bloco do Conexão Futura. Segundo dados do censo demográfico do IBGE, mais de 6 milhões de jovens brasileiros têm algum tipo de deficiência.
Com a superintendente da ONG Escola de Gente, Claudia Maia.
Durante o século 16, a população indígena no Brasil chegava a 5 milhões de indivíduos, que falavam 1 200 línguas diferentes. Hoje existem aproximadamente 220 etnias indígenas.
Neste 19 de abril, data nacional dedicada ao índio, a tarde do Canal Futura é especial.
A partir das 14h30, o Conexão Futura abre espaço para uma discussão ampla sobre a realidade dos povos indígenas nos dias de hoje. A apresentadora Lisia Palombini conversa com lideranças indígenas que falam da cultura, da questão da terra, dos serviços de saúde, do acesso à educação.
No programa Sala de Notícias, a história dos povos indígenas no Nordeste – herdeiros de uma longa trajetória de luta pela preservação de seus hábitos e costumes.
No início desta semana, a repórter Dani Moura e o cinegrafista Jefferson de Paula foram ao Amazonas conhecer um projeto que usa a tecnologia do Telecurso para levar oportunidades na área de educação à populações ribeirinhas e indígenas. Todos os dias de 13h as 16h30 professores especialistas no Centro de Mídia, em Manaus, interagem com 6 000 alunos em todo o estado. Cerca de 30 salas de aula ficam em comunidades indígenas. O professor Jucelino Costa Fernandes é Yanomame e contou para a nossa equipe que já percebe resultados do processo de escolarização da aldeia. “Faz muita diferença, ele se torna um ser mais crítico, ele tem ideias construtivas, ideias que estão dentro da sociedade indígena, lidando com um tipo de educação que vai levar a própria comunidade para um futuro melhor”, disse ele. As imagens que você vê neste texto são parte da reportagem que vai ao ar hoje, às 17h, no Jornal Futura.
Além disso, três documentários mostram diferentes aspectos da questão indígena. Toantes Pankararu revela o canto sagrado desta tribo. Sal Tupinambá acompanha o cotidiano de uma criança tupinambá que trabalha para sustentar sua família. Indígenas digitais mostra como as nações indígenas usam a tecnologia para buscar melhorias para suas comunidades.
Fique ligado, a programação especial começa logo mais a partir das 14h30 na tela do Canal Futura. E você pode conferir o Conexão Futura a qualquer hora do dia e da noite aqui no blog.
O impacto da violência armada na sociedade brasileira é o tema do documentário “Armados”, com estreia marcada para o dia 19 de abril de 2012 às 21h00 na tela do Canal Futura.
A produção venceu em 2011 o 2º pitching Doc Futura (processo de seleção de novos projetos do Canal). “Armados” tem direção de Rodrigo Mac Niven e traz entrevistas com o músico Marcelo Yuka, o sociólogo Antonio Rangel, o delegado Orlando Zaccone e parentes de vítimas do tiroteio ocorrido no ano passado na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro.
Das 16 milhões de armas de fogo que circulam no Brasil, 90% estão nas mãos da sociedade. Quase metade desse armamento, cerca de 7,6 milhões, não está registrada. A ilegalidade impede o rastreamento das armas e contribui para o baixo índice de resolução de crimes no país: menos de 5%. Praticamente todos os cartuchos ilegais apreendidos em território nacional, 95%, são de origem brasileira. A indústria e o comércio de armas e munições no país registram faturamento de quase 1 bilhão de reais por ano.
A narrativa promove reflexões sobre o papel das armas e o impacto da violência armada na população brasileira. Para o diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, Vinicius Cavalcante, a comercialização de armas permite que os indivíduos exerçam o direito à autoproteção: “A posse de armas de fogo é garantida pela constituição brasileira”. A titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Barbara Bueno, defende o desarmamento voluntário: “A arma não é para defesa, ela serve para atacar”.
Pai de uma das doze vítimas do tiroteio na Escola Municipal Tasso da Silveira, ocorrido em abril de 2011, Raymundo Nazareth salienta a falta de controle sobre as armas em circulação. “O revólver usado para matar nossos filhos foi roubado há 18 anos. As armas se perdem e ninguém acha. Elas servem para matar e não para defender”, enfatiza. Atingido por nove tiros durante uma tentativa de assalto em 2000, Marcelo Yuka levanta uma importante questão: é possível usar armas de fogo de forma segura na sociedade?
O filme trata de temas como a reforma das polícias, a consolidação de dados sobre segurança pública, a proibição da venda de armas de fogo aos cidadãos e, principalmente, a cultura da violência na sociedade brasileira.
Pré-estreia do documentário acontece nesta quinta-feira, 12 de abril, na sede do Canal Futura no Rio de Janeiro. Após a exibição, será realizado debate, mediado pelo jornalista Mauro Ventura, com a participação do diretor Rodrigo Mac Niven e de personagens do documentário – o músico e ativista social Marcelo Yuka, o delegado da Polícia Civil Orlando Zaccone e o cientista político Luiz Eduardo Soares.
Você pode acompanhar a exibição ao vivo a partir das 17h00 pela internet através do Blog Conexão Futura.
ARMADOS
Direção: Rodrigo Mac Niven
Exibição: 19 de abril (quinta-feira), às 21h
Reprises: 22 de abril (domingo), às 19h30
30 de abril (segunda-feira), às 00h15
Duração: 52 min
Classificação: 12 anos
Veja o trailer do documentário.
Saiba mais sobre o documentário:
Entrevistados
Adriana Maria da Silveira Machado
Moradora de Realengo, ela perdeu um de seus dois filhos na tragédia na Escola Tasso da Silveira. Ela já havia vivido uma experiência violenta com arma de fogo quando, aos seis anos de idade, sua irmã foi atingida por uma bala perdida e ficou paraplégica. Após o massacre na escola, os pais das vítimas criaram a Associação Anjos de Realengo, que tem como finalidade principal dar apoio aos familiares que perderam seus filhos e às crianças, muitas ainda traumatizadas, que sobreviveram. Além disso, o grupo também busca soluções para a diminuição da violência nas comunidades, a restrição da circulação das armas de fogo na sociedade, o combate à discriminação racial e ao bulling. Adriana é a presidente do grupo, formado por mais de 40 pessoas do bairro de Realengo.
Antonio Rangel
Sociólogo e cientista político. Foi instrutor de armamento do Exército e aposentou-se como tenente da reserva. Atualmente, ele é coordenador nacional da campanha pelo desarmamento.
Barbara Lomba Bueno
Delegada titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), Barbara é a favor do desarmamento voluntário. Ela assumiu o cargo em 2012 e sua primeira tarefa foi instalar um novo banco de dados para ajudar a polícia a descobrir a origem das armas apreendidas no estado.
Daniel Cerqueira
Economista de formação, Daniel é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em parceria com Waldir Lobão e Alexandre Carvalho, lançou o estudo “O Jogo dos Sete Mitos e a Miséria da Segurança Pública no Brasil”, publicado pela editora FGV.
Francisco Chao de La Torre
Policial civil há 16 anos, especialista e professor de Direito Penal e Justiça Criminal. Tem vasta experiência em incursões nas favelas do Rio e amplo conhecimento da estrutura policial da cidade.
Inês Moraes da Silva
Dona Inês é uma senhora simples e querida por todos da comunidade. Moradora de Realengo, ela perdeu seu filho mais velho na tragédia com o atirador em abril de 2011.
Luiz Eduardo Soares
Antropólogo, cientista político, escritor e um dos maiores especialistas em segurança pública do país. Ele foi Secretário de Segurança Pública no Rio de Janeiro e ocupou a Secretaria Nacional de Segurança Pública no governo Lula. Como escritor, Luiz Eduardo foi co-autor dos livros “Elite da Tropa” e “Elite da Tropa 2”. Em 2011, lançou o livro “Justiça: Pensando Alto sobre Violência, Crime e Castigo”.
Marcelo Yuka
Músico e ativista social, foi vítima de violência por arma de fogo, em 2000. Questionador e pensador, Yuka se envolve em discussões e movimentos, sempre em busca de soluções para o problema da violência no país.
Marcelo Freixo
Professor de História e atual deputado estadual pelo PSOL, Marcelo presidiu a CPI das Armas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele foi pesquisador da ONG Justiça Global e trabalhou como consultor do deputado Federal Chico Alencar na área de Direitos Humanos. Além disso, participou de projetos educativos no sistema penitenciário e foi membro do Conselho da Comunidade do Rio de Janeiro.
Orlando Zaccone
Delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e mestre em Ciências Penais. Professor e escritor, Zaccone se destaca pela forma filosófica de encarar os fatos e pelas suas ideias libertárias.
Salesio Nuhs
Diretor comercial da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A empresa, localizada em Ribeirão Pires (SP), é considerada o maior complexo industrial voltado para a fabricação de munições do Hemisfério Sul. Salésio também é presidente da “Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições” – ANIAM.
Vinicius Domingues Cavalcante
Personagem que defende fortemente a ideia do uso das armas como legítima defesa. Desde 1988, atua diretamente em atividades de segurança privada. Hoje é Diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG), no Rio de Janeiro.
Sobre o diretor
Jornalista e cineasta, Rodrigo Mac Niven dirigiu projetos exibidos no Brasil e no exterior. Em 2010, escreveu e dirigiu o longa-documentário “Cortina de Fumaça”, lançado no Festival do Rio e selecionado para festivais nacionais e internacionais (Tiradentes, Paris, Milão, Nova Iorque, Miami, Londres, Montevideo e Buenos Aires). No mesmo ano, lançou “Ei you! O Haiti antes do terremoto”, exibido com destaque nos canais GNT e GLOBOSAT HD. Dirigiu também o especial “Pessoas” sobre o poeta Fernando Pessoa, exibido em Portugal, o DVD “Boa do Samba”, e o projeto multiplataforma “Grafiteiros da BOA” da cervejaria Antarctica. Em anos anteriores, fez a direção, edição e roteiro dos documentários “Por trás de uma última cena” e “Paraolimpíadas 2004”, exibido no canal Sportv. Foi responsável ainda pela direção de fotografia e edição do media “Soropositivo”, que recebeu “Ei you! O Haiti antes do terremoto”, exibido com destaque nos canais GNT e GLOBOSAT HD. Dirigiu também o especial “Pessoas” sobre o poeta Fernando Pessoa, exibido em Portugal, o DVD “Boa do Samba”, e o projeto multiplataforma “Grafiteiros da BOA” da cervejaria Antarctica. Em anos anteriores, fez a direção, edição e roteiro dos documentários “Por trás de uma última cena” e “Paraolimpíadas 2004”, exibido no canal Sportv. Foi responsável ainda pela direção de fotografia e edição do media “Soropositivo”, que recebeu
Ficha técnica Canal Futura
Coordenação de Núcleo: Júlia Comodo
Coordenação Artística: Marcio Motokane
Coordenação de Produção: Joana Levy
Analista de Conteúdo: Ana Chaves de Melo e Priscila Beleli
Produtores Assistentes: Anne Germano e Camila Campos
Gerente de Produção: Vanessa Jardim
Gerente de Conteúdo: Débora Garcia
Gerente de Programação: João Alegria
Gerente Geral: Lúcia Araújo
Supervisão Geral: Hugo Barreto
Ficha técnica TVa2
Direção e roteiro: Rodrigo Mac Niven
Consultoria de conteúdo: Antonio Rangel e Orlando Zaccone
Produção executiva: Mariana Genescá
Direção de fotografia: Dante Belluti
Pesquisa e produção: Paula Xexéo
Operação de câmera: Martin Sciarretta
Áudio: Paulo Anomal
Edição: Gabriela Passos
Videografismos: Gustavo Amarante
Design gráfico: Gether Nogueira
Trilha sonora original: Marcelo Yuka
Neste bloco, você fica sabendo por que, a cada ano, desaparecem 200 mil pessoas, sendo que aproximadamente 40 mil são crianças e adolescentes.
Com a presidente da Fundação para Infância e Adolescência/ RJ, Teresa Cristina Cosentino.
Investimentos socioambientais são feitos não apenas pelo governo. Boa parte da iniciativa privada também contribui nessas questões. Neste bloco do Conexão Futura, você fica por dentro dos segmentos que mais atraem a captação de recursos dessas empresas e qual o critério que elas utilizam na hora de escolher uma área de atuação.
Com o gerente da Fundação Avina, Paulo Rocha.
Nesta entrada, o Conexão Futura fala sobre a situação e o direito dos imigrantes que vivem no Brasil.
Com Paulo Illes, coordenador executivo do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC).
Nesta entrada, o Conexão Futura fala sobre violência contra população de rua. Cinquenta moradores de rua foram assassinados apenas na cidade de Maceió, em 2011.
Com a defensora pública Leila Omari, e Maria Lúcia dos Santos, ex-moradora de rua e coordenadora de movimento que defende os direitos das pessoas que não têm acesso a moradia.
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