Organização realiza formações sobre construção da cultura da paz no ambiente escolar.
Estão abertas as inscrições para o ciclo de palestras, rodas de diálogo e oficinas oferecidas periodicamente pela organização não-governamental curitibana Projeto Não-Violência. São diversas atividades com o objetivo da atividade de auxiliar na compreensão e na descoberta pelos educadores de soluções positivas, criativas e eficazes aos temas que com frequencia surgem no cotidiano de uma escola.
As formações abordam diversos temas: Regras e Limites na Modernidade,Desafios contemporâneos da Adolescência, Violência nas escolas: causas e soluções, Autoridade e (In)Disciplina, Diversidade e Direitos Humanos na escola, Relações de gênero na escola, Estatuto da Criança e do Adolescente, Juventude e sexualidade, Relação família e escola entre outros assuntos.
Sobre a organização
O Projeto Não-Violência é uma Organização Não Governamental Internacional que atua com a missão de ‘desenvolver e fortalecer uma cultura de não-violência por intermédio das escolas’. O PNV promove ações de caráter educativo e preventivo em escolas da rede pública de ensino desde 1998.
Público-alvo
Reconhecendo a escola como uma instituição privilegiada para o fomento de uma cultura de paz, o Projeto Não-Violência tem investido seus esforços em compartilhar conhecimento gerador de reflexões e transformações efetivas em prol da prática pacífica diária.
Mapeando os principais aspectos de influência para a ocorrência de situações de violência na escola, o Projeto Não-Violência tem trabalhado na busca de algumas soluções, como por exemplo:
• Investir na melhoria da relação professor-aluno;
• Questionar premissas relacionadas a práticas educativas tradicionais, buscando modelos mais eficazes;
• Priorizar a formação continuada de educadores como agentes multiplicadores;
• Fortalecer atitudes que expressem valores como o respeito e a ética por parte dos educadores, a fim de que sejam exemplo e inspiração aos seus educandos.
Seguindo tais princípios, o PNV tem aprimorado sua metodologia ao longo destes 10 anos de trabalho e espera estar contribuindo diariamente na busca de relações mais pacíficas, lembrando as palavras de Gandhi: “Não há caminho para a paz, a paz é o caminho”.
Informações: www.naoviolencia.org.br
De 24 a 29 de fevereiro a biblioteca itinerante Barca das Letras (www.barcadasletras.blogspot.com) estará navegando novamente pelos rios Amazonas e Macacoari. Na tripulação estarão os arte-educadores, escritores e artistas Claudio Cardoso, Jonas Banhos, Nayla Reis, Rita de Cácia e Rogério Castelo, todos voluntários do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania. São pessoas de Brasília, Belém e Macapá que decidiram compartilhar suas experiências com os promotores da leitura que vivem nas comunidades Foz do Rio Macacoari, São Tomé e Carmo do Macacoari, todas localizadas no município de Itaubal, no Amapá.
Nesta mochilada cultural as crianças, adolescentes e jovens das comunidades receberão gibis, livros, revistas e brinquedos arrecadados em campanhas realizadas nas cidades de Brasília, Belém, São Luís, Goiânia, Porto Alegre e Macapá. Também serão exibidos filmes animados e realizadas rodas leitura e poesia, contação de histórias pelos Mestres Zé Picanço e S. Martinho, pintura e brincadeiras animadas com o Palhaço Ribeirinho.
E entre um banho de rio e outro, haverá uma agenda ambiental com duas atividades: a primeira, destinada às crianças, que é a transformação do lixo em arte (art&reciclagem); já a segunda, voltada para os adolescentes, jovens e adultos das comunidades, serão diálogos sobre o evento Rio +20, que acontecerá no Rio de Janeiro, dias 20 e 21 de junho, com a promoção de rodas de conversas e reflexões críticas preparatórias para a futura intervenção denominada NossaCasa de Cultura da Amazônia, que foi recentemente apresentada durante o Fórum Social Temático 2012 – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, em Porto Alegre.
Esta ação conta com o apoio dos próprios voluntários e das lideranças das comunidades beneficiadas, bem como com a ajuda de doadores de Brasília, e tem a produção do arte-educador ambiental Jonas Banhos, premiado pelo Ministério da Cultura em 2010 com o Prêmio Tuxaua Cultura Viva, pelo projeto “Mochileiro Tuxaua Cultura Viva – Do Oiapoque ao Chuí”, cujas vivências pelas comunidades visitadas estão disponíveis em www.mochileirotuxaua.blogspot.com.
Contatos:
NossaCasa de Cultura e Cidadania
Jonas Banhos
(61) 8167 1254 – Tim Brasília/DF
(96) 8129 1837 – Claro Macapá/AP
Face Jonas Banhos
twitter @jonasbanhos
Fonte: www.mochileirotuxaua.blogspot.com
A ONG CRIANÇA SEGURA divulgou o calendário de inscrições para os próximos cursos a distância sobre prevenção de acidentes com crianças direcionado a potenciais multiplicadores. O curso é gratuito e as próximas inscrições estão previstas para os meses de março e maio.
Podem participar profissionais das áreas de educação, saúde, trânsito, social e outras pessoas que atuam na comunidade e que tenham interesse em multiplicar a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes em todo o país. Serão disponibilizadas 800 vagas por turma. O conteúdo inclui dados estatísticos sobre o tema, informações sobre a relação dos acidentes com o desenvolvimento infantil e as medidas de prevenção. Como condição para a certificação, o curso exige a execução de um plano de ação elaborado durante as aulas e um relatório de realização.
O curso tem carga horária total de 60h e para participar, os interessados devem preencher seus dados na página http://ead.criancasegura.org.br/inscricao/.
Confira abaixo o cronograma das turmas. Para as turmas 6 e 7, os interessados devem acompanhar a o início das inscrições na agenda do site mobilizacao@criancasegura.org.br
|
Grupos |
Inscrições |
Início |
|
Turma 5 |
23 de janeiro a 24 de fevereiro |
27 de fevereiro |
|
Turma 6 |
19 de março a 13 de abril
|
17 de abril |
|
Turma 7 |
3 de maio a 31 de maio |
4dejunho |
Os acidentes somados representam a primeira causa de morte e a terceira de hospitalização de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. O acidente é uma séria questão de saúde pública que pode ser solucionada em 90% dos casos com ações de prevenção como a disseminação de informações sobre o tema, mudança de comportamento, políticas públicas que assegurem infraestrutura e ambientes seguros para o lazer, legislação e fiscalização adequada. Segundo dados do Ministério da Saúde, 119.297 crianças foram hospitalizadas vítimas de acidentes e 4.992 morreram (2009). Ao sofrer um acidente grave, a criança pode ter sua vida interrompida ou seu desenvolvimento saudável totalmente comprometido.
A Escola de Conselhos da Amazônia Paraense apresenta no 19 de Janeiro a proposta pedagógica 2012 aos integrantes do Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes, ao seu Núcleo Gestor e Parceiros. A reunião de apresentação será realizada às 9h, no auditório do C
EDCA – Centro Integrado de Inclusão e Cidadania – CIIC, em Belém, capital paraense.
Segundo informações da coordenação da Escola, essa ação se constitui em uma oportunidade de apresentação e debate da proposta, de forma ampliada, com todos os atores que atualmente se encontram envolvidos na construção da Escola, especialmente no momento de planejamento de seu 1ᵒ aniversário, previsto para o dia 25 de março de 2012.
O evento contribuirá, ainda, para fortalecer o reconhecimento da Escola de Conselhá, no âmbito do Sistema de Garantia de Direitos, visando o aperfeiçoamento da formação continuada de Conselheiros Tutelares, de Direitos das Crianças e Adolescentes e demais operadores do sistema.
A Escola de Conselhos da Amazônia Paraense visa a garantia de direitos de crianças e adolescentes e o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos, como um núcleo de formação continuada voltado para conselheiros municipais dos direitos da criança e conselheiros tutelares atuantes nos 144 municípios do Estado.
Atualmente é composta pelas Universidades Federal (UFPA) e Estadual do Pará (Uepa), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA-PA), Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes), Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA-PA). Essas entidades irão compor o Grupo Gestor (GG) junto com o Ministério Público Estadual (MPE) e a parceria de organizações da sociedade civil, como o Movimento República de Emaús (MRE); a Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais (Sodireitos); o Instituto Universidade Popular (Unipop); a Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC) e a Associação Estadual de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares (Anaexcontel). O Canal Futura é parceiro do projeto.
Fonte: Escola de Conselhos
A Campanha busca alertar que castigos físicos e humilhantes de crianças e adolescentes não são instrumentos pedágogicos.
A Rede Não Bata Eduque lança uma nova campanha nacional com o objetivo de mostrar que bater em criança não é um instrumento pedagógico, e sim uma ameaça ao desenvolvimento infantil. A campanha será veiculada em TVs, rádios, busdoor, folders e cartazes por todo o país.
O objetivo da campanha é sensibilizar os adultos para a possibilidade de que é possível educar sem utilizar qualquer tipo de violência. Não há qualquer pesquisa científica que comprove efeitos positivos do uso de castigos físicos contra crianças e adolescentes. Porém, há centenas de pesquisas que provam que bater, xingar, menosprezar, entre outras atitudes violentas causam danos ao desenvolvimento físico e psíquico.
“Educar e cuidar de uma criança não é fácil e requer paciência, atitude e persistência. O diálogo, o afeto, a atitude positiva e os bons exemplos são instrumentos poderosos no processo educativo”, diz Márcia Oliveira, coordenadora da rede Não Bata, Eduque.
A campanha conta com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos e do Conanda. Sua ação se dá através da conscientização da sociedade sobre o direito das crianças terem sua dignidade e integridade física respeitadas, com uma educação livre de violência e baseada em estratégias disciplinares positivas. Para atingir este objetivo a Campanha trabalha com um enfoque positivo e não culpabilizador dos pais, ou seja, reconhecendo que a educação dos filhos é uma tarefa difícil e complexa para a qual propõe formas educativas que não utilizam a violência física e psicológica e que promovem o desenvolvimento físico, emocional e social dos filhos de forma saudável e participativa.
Veja o spot da campanha:
Conheça as demais peças em: http://www.naobataeduque.org.br/participe/campanha
Fonte: Rede Não Bata Eduque
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abre nesta segunda-feira (16), por 15 dias, uma consulta pública que vai receber contribuições sobre uma proposta de normatização do sistema de medidas socioeducativas, cumpridas por adolescentes em conflito com a lei.
A proposta que está sendo analisada se baseia na minuta de resolução elaborada pelo conselho. O documento pretende padronizar as normas e os procedimentos administrativos a serem seguidos pelo Judiciário. Sugestões e contribuições à proposta poderão ser enviadas pelo endereço eletrônico consulta.medidasocioeducativa@cnj.jus.br até o dia 31 de janeiro.
Após a consulta pública, o plenário do CNJ votará a resolução, que poderá acolher as sugestões da sociedade. Os tribunais de Justiça também foram convidados pelo Conselho para participar da construção da proposta de resolução. A ideia é editar uma resolução conjunta do CNJ com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege).
A necessidade de regulamentação foi constatada pelo Programa Justiça ao Jovem, do CNJ, que realiza um diagnóstico sobre a situação de unidades de internação dos adolescentes. A equipe do Justiça ao Jovem visitou unidades de internação e Varas de Infância e Juventude em todo o País e observou que, em muitos estados da federação, não há uniformidade nos procedimentos, o que dificulta o acompanhamento das medidas aplicadas. A resolução facilitará o trabalho do Poder Judiciário, favorecendo a organização e a individualização das medidas aplicadas.
Informações: Conselho Nacional de Justiça (www.cnj.jus.br)
Fonte: Andi – Comunicação e Direitos
Férias
Nessa entrada, o Conexão Futura fala sobre diversas maneiras de ocupar o tempo de férias das crianças. Lucilene Silva, pesquisadora da cultura da infância, destaca a importância do brincar. Fala direto de Carapicuíba, São Paulo.
Os irmãos Miguel, Rafael e Gabriel têm respectivamente 5, 9 e 12 anos e cumprem uma rotina diária típica de muitas crianças brasileiras. São sacudidos cedo pela mãe e vão juntos à escola do bairro localizada a poucos quarteirões da casa onde vivem. No fim da aula, seguem a pé até a casa da avó, onde ficam até a mãe, Lúcia Helena, retornar do trabalho. Após o almoço, cumprem as tarefas de casa “voando” e correm pra frente da TV. Se não passa um filme ou desenho que chame a atenção, ligam o videogame. Ali gastam o resto da tarde enquanto a vó ocupa-se das atividades domésticas. Lúcia nem pensa muito quando a pergunta vem: “Agora (por volta das 15h) o que os seus filhos estão fazendo? “Estão vendo TV”, dispara em tom de adivinha.
A exemplo dos filhos de Lúcia, as crianças brasileiras chegam a ficar entre 4 e 6 horas diárias na companhia da televisão. Segundo pesquisa do Ibope, no ano de 2008, as crianças entre quatro e 11 anos de idade, das classes ABCDE, dedicam em média 4h54min por dia à televisão. Do aparelhinho mágico saltam os heróis e as histórias que permeiam a imaginação de todos. De lá também, chinelos, bonecos e sanduíches com meninos e meninas sorridentes. Miguel, certo dia, esperou a mãe ansioso até as 6 da noite. “Mãe, me dá uma pistola igual daquele cara (apontando um personagem na TV)”, disse eufórico. Ficou de castigo para aprender que “arma não é brinquedo”.
No último dia 30 de novembro, um pedido de vista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa suspendeu o julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 2404) ajuizada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) contra dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que classifica como infração administrativa a transmissão de programa de rádio ou televisão em horário diverso do autorizado pelo governo federal. O dispositivo em questão é o artigo 254 que estabelece a chamada classificação indicativa. O que está em jogo no trâmite é o poder de incidência legal que o Estado deve ter sob os conteúdos dos programas veiculados pela televisão e pelo rádio, sobretudo em horários em que a audiência é formada por crianças e adolescentes.
Embora a classificação indicativa seja um mecanismo de proteção da criança e do adolescente previsto na Constituição Federal (art. 21, XVI e 220, §3٥) e tenha sido implantada no Brasil desde 2007, os requerentes do processo pretendem, sob a alegação de ferir a liberdade de expressão, retirar o caráter punitivo, que prevê multas e sanções às emissoras que descumprirem os horários estabelecidos para a transmissão de acordo com a faixa etária a qual a programação é indicada.
Proteção sob ameaça
O temor dos movimentos de direitos humanos é que a queda do dispositivo represente, em última instância, a perda da eficácia da classificação indicativa. “Apesar de o Ministério da Justiça, após inúmeros estudos e longos debates, ter publicado uma portaria que faz a divisão dos conteúdos de programação de acordo com as faixas etárias, estabelecendo os horários adequados para a sua veiculação, na prática as emissoras que não cumprirem essa regra não serão punidas”, explica Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana.
Enquanto o trâmite legal se desenrola no judiciário, em Fortaleza (CE), num bairro que está a três ônibus do centro, Miguel, Rafael e Gabriel se amontoam na cama da mãe para ver a novela das nove. Num certo ponto, Lúcia sente as maçãs do rosto avermelharem, inventa uma desculpa e muda o canal. “Não dá pra explicar certas coisas pros garotos tão novos”. O que Lúcia não sabe é que aquele conteúdo, destinado à faixa etária de 14 anos como indica a tarja no início, poderá ser veiculado em qualquer horário se o julgamento do STF for favorável a ADI.
A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), que representa as emissoras do setor, defende a classificação indicativa como “instrumento de informação à disposição dos pais, para que estes decidam o que seus filhos devem assistir”. No entendimento da associação, o texto constitucional ressalta o caráter indicativo da classificação utilizando verbos como “recomendar” e “informar”. Para Ekaterine, a classificação é indicativa para os pais, mas obrigatória para as emissoras de radiodifusão. A advogada ressalta que as empresas são concessionárias de serviço público e, portanto, devem veicular conteúdos éticos que respeitem os valores da pessoa e da família de acordo com o artigo 221, capítulo IV da Constituição Federal.
Jairo Ponte, advogado, mestre em direito na área de políticas públicas de comunicação, também defende que o artigo 254 do ECA não descumpre a constituição mas, ao contrário, regulamenta o conteúdo dos artigos 220 e 221 que versam sobre a programação das empresas de radiodifusão. Para ele, o ponto crucial está no tocante à participação da sociedade civil na regulação dos conteúdos conforme colocada na lei 10.359/2001 (dispõe sobre a obrigatoriedade de os novos aparelhos de televisão conterem dispositivo que possibilite o bloqueio temporário da recepção de programação inadequada). A lei estabelece que competirá ao Poder Executivo, ouvidas as entidades representativas das emissoras especificadas, proceder à classificação indicativa dos programas de televisão.
Desta forma, a população estaria excluída do processo que estabelece as faixas etárias e os horários adequados a cada programação. “O que mais surpreende no caso da ADI 2404 é que em meio aos fundamentos apresentados pelo relator, segundo li na imprensa, ele defendeu que houvesse uma auto-regulação feito pelas próprias emissoras. Ou seja, nós, telespectadores e ouvintes, somos livres apenas para escolher dentre aquilo que já escolheram para vermos e ouvirmos”, completa.
Após o pedido de vistas do ministro Joaquim Barbosa, a pauta da ADI 2404 aguarda votação. Até o fechamento desta reportagem a data não havia sido divulgada. Se for mantida a tendência da última votação, onde quatro ministros foram favoráveis a ADI, como ficará a programação? Lúcia ensaia um prognóstico: “Tenho certeza que se isso daí acontecer vai mudar pra pior (…). As nossas crianças que a gente preserva de tanta coisa feia que tem na rua agora vão ter o exemplo da TV”, responde preocupada.
* Texto elaborado por: Observatório do Direito à Comunicação – redação: Iara Moura
Férias e verão à vista. O período de muita diversão, tão aguardado pela criançada, também exige cuidados dos responsáveis para evitar acidentes. Estas lesões representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Em 2009, dados mais atuais do Ministério da Saúde, 4.992 crianças morreram e 119.297 foram hospitalizadas vítimas de acidentes. Algumas medidas podem oferecer mais segurança no momento da viagem com a família, durante os passeios ou mesmo dentro de casa, onde as crianças podem permanecer mais tempo.
As altas temperaturas chamam atenção para um perigo em especial, o afogamento. Esta é a segunda causa de morte, por acidentes, de crianças até 14 anos no Brasil. Em 2009, 1.376 crianças morreram vítimas de afogamentos no País. As praias, rios e piscinas devem ser frequentadas pela criança em locais seguros, de preferência com guarda-vidas por perto, e com a supervisão de um adulto sempre, que deve estimular o uso do colete salva-vidas. Em casa, baldes e banheiras também representam perigo e por isso devem ser esvaziados após o uso e guardados virados para baixo em locais altos.
Outros roteiros que incluam parques de diversão ou mesmo parquinhos públicos e do prédio também merecem cuidados. Os responsáveis devem observar se os brinquedos estão em bom estado e se são adequados à faixa etária da criança, com pisos macios que absorvam a queda e brinquedos de no máximo 1,5 m de altura. O atropelamento também é um risco a ser considerado, principalmente na brincadeira de rua. Em 2009, 790 crianças morreram vítimas de atropelamentos, a principal causa entre os acidentes de trânsito. Por isso, garagens também devem ser descartadas como espaço para a brincadeira.
Todos os passeios, na cidade ou na estrada, devem estar acompanhados do bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação para a criança no veículo. Mas é importante considerar também que nas férias, muitas crianças permanecem em casa sem uma programação dedicada a elas, como ocorre no período escolar, ficando mais expostas a riscos como quedas e queimaduras.
A queda é principal causa de hospitalização de crianças entre os acidentes. Foram 57.705 internações em 2009, lesões que poderiam ser evitadas com medidas como o uso de portões de segurança no topo e base de escadas e supervisão. Janelas, sacadas e lajes devem estar protegidas com grades ou redes.
A queimadura, grave acidente que pode deixar sequelas permanentes, foi responsável pela morte de 293 crianças e pela hospitalização de 19.476 em 2009. Com as festas de final de ano, aumentam os riscos de acidentes com fogos de artifício, que nunca deve ser manuseados pela criança, somente por profissionais especializados. Além de provocar queimaduras, quando explodem, os fogos podem causar mutilações, lesões nos olhos e até surdez.
Clique aqui para conhecer mais sobre a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes e saiba como evitá-los.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) realizou uma pesquisa que apontou o Pará, em 2010, com números expressivos de morte de adolescentes e jovens. A violência foi a principal causa apresentada e atinge metade desta parcela da população, sobretudo, meninos, pobres e negros, da faixa etária dos 15 até aos 24 anos. Desde 2008, o Estado tem apresentado crescimento em relação à exterminação da juventude: há três anos a Federação estava na 6ª posição e, atualmente, encontra-se na 8ª colocação.

Um problema preocupante, considerando que no Congresso Nacional tramita desde a metade da década de 90 projeto de lei que busca regularizar a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos de idade, com a finalidade de fazer com que adolescentes respondam por seus atos conforme as penalidades previstas no Código Penal e não mais pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com a aplicação das medidas socioeducativas.
Diante disso, o Instituto Universidade Popular (UNIPOP) realiza, no próximo dia 06 de dezembro (terça-feira), o Seminário Estadual Contra a Redução da Maioridade Penal, no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), das 14h às 18h. O evento é uma das ações da Campanha “Em Defesa do ECA – Pela não Redução da Maioridade Penal”, desenvolvida pela UNIPOP e Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA), que integra cerca de 30 organizações da sociedade civil paraense.
Segundo a coordenadora de monitoramento do Pró-DCA, a assistente social Maria Rocha, a UNIPOP tem como um de seus princípios a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente e, a partir dele, lança a campanha Contra a Redução da Maioridade Penal, em parceria com a Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (Apaac) e do Fórum Estadual de Direitos de Crianças e Adolescentes.
“A UNIPOP não acredita em argumentos que favoreçam e justifiquem tal redução, principalmente porque existem dados objetivos e concretos que nos mostram que o grande problema é a ineficiência de políticas públicas. Logo, é fundamental convocar a sociedade para este debate”, enfatiza a assistente social.
Para a diretora Geral da UNIPOP, a pedagoga Aldalice Otterloo, em uma sociedade marcada pela extrema desigualdade social, as populações pobres e negras são as mais vulneráveis às violações de direitos humanos, sendo que as mais graves violações se dão justamente na infância e adolescência e que resultam em consequências muitas vezes irreversíveis.
“A exposição à violência (fortemente marcada pela exploração sexual, violência doméstica, homicídios, tráfico e uso de drogas) e a exclusão dos direitos sociais básicos como educação, saúde, lazer e trabalho, são os principais fatores que caracterizam a vulnerabilidade da população infanto-juvenil”, ressalta Aldalice.
Segundo ela, em decorrência destas situações, há um crescente envolvimento de crianças e adolescentes em grupos ociosos de rua, favorecendo a formação de gangues, o uso de drogas, o abandono escolar, o acirramento de conflitos no espaço familiar e, finalmente, o encaminhamento para instituições do Estado, onde estão sujeitos a diversas formas de violência e violação de direitos. “Por isso, não podemos aceitar passivamente a transferência de responsabilidade apenas para estes adolescentes e jovens”, declara
Diante disso, é urgente e necessário fazer uma ampla mobilização da sociedade paraense, para que se crie uma frente contrária às propostas que existem no Congresso Nacional acerca da redução da maioridade penal, como se fosse a solução para diminuir os índices alarmantes de violência na sociedade.
(A Unipop é parceira do Canal Futura no Maleta Democracia e na utilização da série Que Exploração é Essa?.)
SERVIÇO:
ASSUNTO: Seminário Estadual Contra a Redução da Maioridade Penal
DATA: 06 de dezembro (terça-feira)
LOCAL: Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), avenida Almirante Barroso, 1765, entre travessas Barão do Triunfo e Angustura, bairro do Marco
HORA: das 14h às 18h
CONTATO: UNIPOP – (91) 3224-9074/ 3212-9811
Inscrições pelo site da UNIPOP (www.unipop.org.br). Ficha de inscrição
Texto extraído do site: www.unipop.org.br
© Copyright Canal Futura. Todos os direitos reservados.