Leo Alves é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto, mas nasceu no Espírito Santo, na cidade de Muqui. É jovem ainda, mas um velho conhecido do Canal Futura, onde já esteve como participante do Geração Futura.
Desde muito jovem o Leo tem se destacado por sua capacidade de promover a expressão cultural e audiovisual independente, organizando com seus amigos do Grupo Cultural ETC no Espírito Santo, e por outros lugares por onde anda, a produção audiovisual.
Algumas de suas produções já foram premiadas em festivais e concursos, como o Cel.U.Cine – que é um festival de micrometragem realizado em celular -, e o Concurso de Foto e Vídeo “Olhares sobre a Água e o Clima”.
Leo já publicou livro de ficção e escreveu um vídeo com essa mesma história, que se chama “A Herança”, também realizado e lançado em sua terra natal.
Como agitador cultural, não se contenta em ouvir “não” e tem descoberto caminhos e mais caminhos para tornar realizade seus projetos. Ele e seus amigos representam uma geração de jovens brasileiros que sabem se organizar para “fazer acontecer”. Precisamos aprender com eles e estar ao seu lado, nas suas realizações.
Por razões como estas, o Canal Futura apoiou a realização de Leo Alves e sua turma, o documentário “O Palhaço Menino“. Esse é um documentário sobre as Folias de Reis, também conhecidas como Reisados, do modo como ocorrem no Estado do Espírito Santo.
A obra apresenta esta tradição popular através de entrevistas com os “foliões” – ou seja, as pessoas que participam das folias – e da documentação das apresentações públicas de alguns destes grupos. Principalmente aquelas Folias que se reúnem ao redor do Encontro de Folias de Reis que acontece na cidade de Muqui (veja artigo no Overmundo).
Os realizadores também conseguiram viajar para Portugal, visitando as cidades de Lisboa, Porto e Ovar, para captar depoimentos que contextualizam a origem colonial destes folguedos. As Folias de Reis mantém laços profundos e evidentes com as tradições populares portuguesas, das quais, em parte, se originam.
Como se sabe, os cantos, as danças, folguedos e manifestações culturais populares no Brasil são muito próximas das similares portuguesas. Em muitos casos, como nas Folias de Reis, também marcadas pelo fervor da religiosidade católica.
Neste documentário, que o Canal Futura exibe no dia 15 de abril às 13h30, Leo Alves introduziu um componente narrativo de fantasia, através de cenas ficcionais, que ajudam a traduzir emocionalmente estes festejos e seus envolvidos.
Junto com o filme, também está sendo lançado um livro. O “Diário de Produção” traz crônicas e histórias dos bastidores da filmagem, o relato sobre o esforço para produzir e realizar, sem situações de adversidade.
No fabulário de minhas próprias origens pessoais, a jornada dos três reis magos do oriente simboliza nossa própria travessia pelo mundo. Neste livro, o leitor vai conhecer a história de mais uma jornada. Desta vez, a jornada trilhada por Leo Alves e outros jovens reis magos do Grupo Cultural ETC, realizadores do documentário “O Palhaço Menino”. Ali, em generosa doação, resolveram compartilhar conosco as descobertas do caminho. São reis jovens e destemidos, aprendizes corajosos, descobrindo a arte e a ciência de transformar sonho em realidade.
Saiba mais visitando o site do documentário:
Assista ao Documentário:
13 de abril, às 21h no Cine Metrópolis, em Vitória-ES
14 de abril, às 19h30 no Centro Cívico Municipal, em Muqui-ES
15 de abril, às 13h30 no Canal Futura
20 de abril, às 19h30 no Teatro SESI, em Mariana-MG
27 de abril, às 19h no Grupo Candearte, em São Paulo-S
P28 de abril, às 19h30 no Teatro Neném Paiva, em Muqui-ES
Premiado por um edital da Fundação Ford o CEDENPA – Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, organização do movimento negro atuante a mais de 30 anos no Pará lança o Projeto Agentes de Negritude.
O projeto visa fazer valer a legislação existente, mais especificamente ligada à superar as desigualdades sócio raciais (e de gênero) que tem prejudicado secularmente a população negra, estimulando para isso, o protagonismo da mesma, através de ações mais amplas, coletivas e qualificadas.
Trata-se pois, de atuar junto aos poderes executivo, legislativo e judiciários realizando audiências, sessões especiais , seminários, campanhas e efetivar cursos para agentes da negritude, criar/ampliar redes de articulações, sobretudo de mulheres negras, para dar mais contundência e agilidade no processo de construção da equidade racial.
O projeto pretende atuar junto a diversos órgãos e instâncias do Estado , nos âmbitos Executivo, Legislativo e do Sistema Judiciário do/no Pará, para evitar que todo o corpo de leis antirracistas, até então conquistado, continue , praticamente, ´letra morta´ ou com aplicação tão lenta, que tem facilitado a manutenção das distâncias sócio raciais e de gênero.
Pretende também formar 80 jovens Agentes de Negritude, seguindo o modelo dos antigos agentes de saúde, experiencia relevante no Estado. O conteúdo do curso envolve conhecimentos sobre trajetória da população negra no Brasil; modelos de desenvolvimento alterativos ao vigente , que levem em conta o respeito aos DHESCAs (Direitos humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais , este último com foco maior na Amazônia); às PAAs (Políticas de Ações Afirmativas); combate aos Racismo Institucional e Ambiental; aspectos da mundialização e fluxos de capitais; e outros temas indispensáveis para garantir uma participação mais qualificada de negras e negros em vários espaços de debates e decisões.
Além de um plano de comunicação de forma a garantir a utilização de atuais tecnologias de comunicação/informação e realização de duas campanhas `informativas/orientadoras´, para dar visibilidade aos direitos adquiridos pela e para a população negra .
Pretendemos com isso a ampliação e fortalecimento de espaços de mobilização e visibilidade das ações voltadas a viabilizar um protagonismo efetivo de representantes da população negra, no processo ligado à eliminação de mecanismos de manutenção da subalternização histórica, a que está submetida a população negra na sociedade brasileira.
Inscrição
Período de Inscrição: 22/12/2011 à 06/01/2012,
Preencher ficha de inscrição e termo de compromisso e enviar para cedenpa@cedenpa.org.br.
Local das aulas: Casa da Linguagem – Av. Nazaré esquina com Assis de Vasconcelos
Aula inaugural: 13/01 09 ás 12h
Formação: 16/01 à 20/01
Documentos necessários: cópia de RG, comp. de residência.
Nivel Médio completo
Texto: Ascom Cedenpa

Mametu Nangetu (esquerda) com o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, José Acreano Brasil Junior (centro), e Mametu Muagilê (direita).
Políticas públicas afirmativas para os povos tradicionais de terreiros do Estado do Pará foi a pauta de reunião realizada no dia 20 de dezembro, em Belém, entre representantes de terreiros e a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). A legalização dos terreiros como Templos Afro-religiosos foi a principal demanda apresentada.
A reunião ocorreu entre o secretário da Sejudh José Acreno Brasil Jr. e Mametu Nangetu e Mametu Muagilê, representantes do Candomblé de Angola (sociedade civil organizada) no Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Segundo informações do Instituto Nangetu, as conselheiras discutiram a legalização dos terreiros, como a necessidade mais urgente a ser atendida e apresentaram ao secretário as ações do Fórum Paraense de Umbandistas e Afro-Religiosos (Forumpuar).
O Forumpuar tem buscado parceria com o Grupo de Estudos Afro-Amazônicos GEAAM/UFPA e com a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA, para iniciar um processo de legalização dos terreiros dando conta de que 18 terreiros já haviam apresentado a documentação necessária para que a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA iniciasse o processo que já tramita na Ação Social Integrada do Palácio do Governo – ASIPAG.
Durante a reunião, foi acordado que a Sejudh promoverá a regularização jurídica de seis terreiros Afro-religiosos e de Umbanda. “Com esse trabalho (legalização), poderemos fortalecer essas comunidades para que estas possam captar recursos. Outra articulação da Sejudh será destinada a promover um seminário para destacar a importância da não discriminação desses povos, e valorizar a colaboração que essas comunidades tem na questão social. Afinal, estas atuam no acolhimento de pessoas que estão mais vulneráveis, como: crianças, adolescentes, homossexuais, mulheres vítimas de violência”, explica Mametu Nangetu.
Ações próximas
A Secretaria assinalou ainda que pretende articular brevemente a legalização de mais 20 terreiros. Esse processo já representa uma grande conquista para essas comunidades, já que representantes como Mametu Nangetu afirmam sofrer com o preconceito dos segmentos fundamentalistas cristãos. “Nós passamos por discriminações pelo desconhecimento da sociedade diante da nossa cultura. O nosso povo tem direitos também”, ressalta ela.
O desconhecimento sobre os Povos Tradicionais de Terreiros foi apontado como dado que dificulta a elaboração de políticas públicas para os afro-religiosos, Mametu Muagilê ressaltou que tanto o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome quanto o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia haviam realizado mapeamento recente nos terreiros, e que pelas informações obtidas na zona metropolitana de Belém é possível estimar que os Povos de Terreiros representam entre 7,5 e 10% da população da capital paraense, e Mametu Nangetu acrescentou que esses dados só serão precisos quando o IBGE tratar da nossa população com seriedade e fizer as perguntas sobre o nosso povo no formulário padrão dos próximos censos.
Colaboração: Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar – Insituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.
Fontes: Mametu Nangetu e Ascom Sejudh
Diretoria de Projetos – Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social/ Ponto de Mídia Livre.
http://institutonangetu.blogspot.com/
http://afropara.ning.com/profile/InstitutoNangetuProjetos
http://picasaweb.google.com.br/nangetu.projetos
Atividade reunirá religiosos de diversas vertentes das religiões de matriz africana, além de autoridades governamentais e grupos culturais da região
Com o tema “O povo de santo pela liberdade religiosa”, os terreiros das religiões de matriz africana dos municípios que integram o Território do Recôncavo realizam no próximo domingo (27), na cidade de Cachoeira, a “II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa”. A atividade, que está em sua segunda edição, tem o objetivo de convidar a população baiana a caminhar em prol da liberdade de crença, direito previsto na Constituição Federal, e do respeito aos cultos religiosos.
A Caminhada reunirá o povo de santo de diversas nações do candomblé, da umbanda e do culto aos caboclos e terá como um dos principais pilares a luta pela liberdade religiosa, frente aos ataques e agressões aos quais as comunidades religiosas são atingidas devido à intolerância religiosa.
O fato que motivou a realização da primeira caminhada, em 2010, foi uma série de ataques sofridos pelo Terreiro Zogbodo Malê Bogum Seja Unde (Roça do Ventura) que teve suas terras invadidas e 12 hectares devastados pela ação de grileiros e especulação mobiliária.
Em janeiro deste ano, este terreiro cachoeirano, um dos mais antigos do país, foi tombado provisoriamente pelo IPHAN como patrimônio cultural do Brasil. Nesse sentido, o povo de santo se reúne mais uma vez para caminhar em prol da liberdade religiosa e pela valorização e preservação da religião, com o respeito aos seus cultos e terras sagradas.
Este ano, junto da II Caminhada do Recôncavo, acontece a produção de um documentário de registro e memória do povo de santo daquela região. O registro fará parte das ações para efetivação do tombamento da Roça do Ventura e servirá como importante material para o povo de santo e sua luta pela liberdade de fé.
A “II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa” tem patrocínio do projeto Novembro Negro da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (SEPROMI) e é uma realização do Terreiro Seja Unde e Munzanzu Produções.
Programação
9h – Concentração (Local: Rua da Feira)
12h Encerramento (Local: Praça da Aclamação)
Atrações culturais: Samba de Dona Dalva, Esmola Cantada, Gêge-nago,
Samba de roda Filhos do Caquende e Olodum.
Informações:
Presidente da Sociedade Religiosa da Roça do Ventura
Edvaldo Buda: (75) 9108-2369
Produção:
Juê Olivia: juolivia@gmail.com – 71 9113-3182
Virgínia Nunes: virginia.ufrb@gmail.com – 71 9161-3849
O Fórum de Entidades Negras da Bahia realiza no próximo domingo (20) – Dia da Consciência Negra –, às 10h, a 11ª Caminhada da Liberdade, sob o lema “Viva Abdias! Viva Zumbi! Igualdade é pra Valer”, em referência ao ator, diretor, dramaturgo, artista plástico, poeta e militante brasileiro Abdias Nascimento, que faleceu em maio deste ano, aos 97 anos. A Caminhada que reúne centenas de baianos e turistas brasileiros e estrangeiros sairá do Curuzu (Liberdade) em direção ao Centro Histórico de Salvador (Pelourinho), acompanhada pelas apresentações das bandas dos blocos afros Okanbí, Malê Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Ilê Aiyê e Os Negões.
“Já são 11 anos de Caminhada da Liberdade. No domingo, estaremos de volta às ruas para celebrar os 316 anos de imortalidade de Zumbi dos Palmares e o legado de nosso grande mestre Abdias Nascimento. Nesse momento, através das nossas músicas e da nossa africanidade baiana, reafirmamos a nossa constante luta pelos direitos humanos, contra o racismo e por justiça social, sempre com alerta de que exigimos Reparação Já!”, disse o coordenador geral do Fórum, Walmir França.
Compõem o Fórum de Entidades Negras: Afro Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica – AGANJU; Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes – ANAAD; Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê; Associação Cultural Os Negões; Associação Baiana das Pessoas com Doenças Falciformes – ABADFAL; Bloco Afro Ókánbí; Centro de Estudos e Pesquisas Mário Gusmão – CEMAG; Grupo Cultural Cortejo Afro Federação Nacional de Culto Afro-Brasileiro – FENACAB; Grêmio Recreativo Cultural Muzenza; Sociedade Cultural Recreativa e Carnavalesca Malê Debalê.
Outras informações:
Fórum de Entidades Negras da Bahia
E-mail: forumdeentidades@terra.com.br, forum20@terra.com.br
(71) 3266-5914
O Coletivo de Entidades Negras (CEN) realiza neste 20 de novembro de 2011 a VII Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa em Salvador, Bahia. Saindo do Busto de Mãe Runhó e encerrando no Dique do Tororó, pelo sétimo ano consecutivo o CEN consolida um modelo de luta onde, agregar as tradições religiosas de matrizes africanas é palavra de ordem. A partir da Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa vários estados desenvolveram modelos semelhantes e hoje, podemos afirmar que as caminhadas são realidades inspiradas num modelo de sucesso instituído pelo CEN a partir do ano de 2005.
Nestes sete últimos anos vimos a temática religiosa de matriz africana se tornar o eixo central da ação político-institucionais do CEN e, consequentemente se tornar pauta de atuação das várias organizações do Movimento Negro que, até dez anos atrás tratavam a questão religiosa como algo menor.
Através de sua intervenção o CEN deu, ao tema da religiosidade a devida importância no momento em que tirou dos espaços religiosos a discussão sobre a intolerância e a trouxe para os espaços políticos de discussão da temática étnico-racial. Assim, o CEN construiu ações de impacto, como a campanha “Quem é de Axé diz que é”, que buscou resgatar a auto-estima dos praticantes de religiões afro-brasileiras para assim se classificarem perante o Censo de 2010; lançou, articulou e construiu as bases para a formaçao do Fórum Nacional das Religiões de Matrizes Africanas; formulou e articulou a Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro; valorizou o dia 21 de Janeiro, como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa; apoiou a publicação do Mapa da Intolerância Religiosa e, recentemente, entrou de cabeça nas discussões em torno do sacrifício de animais, lançando a campanha “Não Toquem em Nossos Terreiros”, visando formar uma linha de frente em defesa da religiosidade de matriz africana, diante dos ataques permanentes que estas tradições religiosas vêm sofrendo.
O CEN
O Coletivo de Entidades Negras, como organização nacional do Movimento Negro presente em 18 estados da Federação, configura-se hoje como um das principais entidades do país a atuar no campo da defesa da liberdade religiosa e do direito de culto no Brasil. Através de suas coordenações locais e de ações específicas o CEN vem, a cada dia, colocando demandas essenciais diante da lógica vigente hoje onde, o que se vê, é uma ocupação cada vez mais constante dos espaços políticos, econômicos, culturais e sociais pelas ditas igrejas evangélico-pentecostais que têm, como alvo principal em sua lógica de dominação, os praticantes das religiões afro-brasileiras.
(Fonte: Coordenação do CEN)
Uma mesa redonda seguida por debates será realizada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Ciência) dentro do Afro XXI hoje, dia 18 de novembro. O evento acontece das 16h40 às 18h30 na sala Xangô 01, do Centro de Convenções da Bahia. O encontro “Por uma agenda positiva das relações étnico-raciais na América Latina – O papel da Unesco” irá discutir as ações da organização no contexto latino-americano.
Entre os assuntos que serão discutidos encontram-se a utilização pedagógica da Coleção História Geral da África (HGA), o Programa Brasil – África: Histórias Cruzadas e a Coalisão de Cidades da América Latina e Caribe contra o Racismo, Discriminação e a Xenofobia.
Debaterão o tema com o público Marilza Regattieri, especialista em educação das relações étnico-raciais da UNESCO, Hilary Berkles (Barbados), Vice-Presidente do Comitê Científico do Programa Rota dos Escravos e Vincent Defourny, representante da UNESCO no Brasil.
Serviço:
Encontro “Por uma agenda positiva das relações étnico-raciais na América Latina – O papel da Unesco”
Data: Hoje, sexta-feira, 18 de novembro
Horário: 16h40 às 18h30
Local: Sala Xangô 01 – Centro de Convenções da Bahia
(Com informações da ASCOM AFRO XXI)
A abertura do encontro da sociedade civil dentro do Afro XXI foi marcada pela afirmação da autonomia dos movimentos sociais e da sociedade civil em relação aos governos. A perspectiva desse encontro entre representantes da sociedade civil ibero-americano, caribenha e africana é constituir propostas que contribuam com a Declaração de Salvador, documento que sairá do encontro de chefes de Estado no último dia do Afro XXI.
À mesa de abertura do encontro sentaram-se, lado a lado, representantes dos movimentos sociais e de governos. O primeiro a saudar o encontro foi Gilberto Leal, militante do Movimento Negro Unificado, que destacou a necessidade da união e da competência na articulação política da sociedade civil para ter força para interferir e enfrentar blocos políticos muito bem articulados na região.
Juca Ferreira, representante do Brasil na Secretaria Geral Ibero-Americana, fez um prognóstico nada animador da possibilidade de recrudescimento do racismo com as crises atuais que afetam o centro do capitalismo global. Por outro lado afirmou a maturidade do movimento social de luta por igualdade. “Esse momento não é apenas de celebração. O objetivo é interferir no processo democrático e de desenvolvimento econômico”, disse Ferreira.
O panamenho Humberto Brown, representante do movimento Diáspora Latina, lembrou a necessidade de buscar a inteligência ancestral para encontrar saídas e dar respostas adequadas à conjuntura global na luta contra o racismo. “Será um dia desafiante, pois são muitas questões e pouco tempo para discutir toda a pauta”, refletiu ele.
A representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Magali Navys, demonstrou alegria por identificar um crescimento da organização da luta contra o racismo. “Até hoje foi a sociedade civil que empurrou os avanços”, declarou ela. Entretanto, ponderou que as forças contrárias a esses avanços também crescem.
Inclusão – Representando o governo da Bahia, o secretário Elias Sampaio, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, apontou que não há possibilidade de avanço do Brasil sem a inclusão dos afrodescendentes. “Eleger governos progressistas é uma condição necessária, mas não suficiente para construirmos a igualdade racial”, afirmou Sampaio.
Para finalizar, a representante da Articulação das Organizações das Mulheres Negras Brasileiras e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade, Vera Baroni, chamou a atenção do público para boatos de que a Secretaria das Mulheres e a Seppir estariam em risco de extinção. “Essas instituições cumprem um papel muito importante e precisam ser potencializados e não extintos”, declarou. E finalizou apontando para a grandeza da diversidade presente ao encontro e em especial à presença das mulheres negras.
(Com informações da ASCOM AFRO XXI)
Arte-educação como instrumento de resistência e organização do povo negro, esse é o lema do Núcleo de Arte e Educação Nego D’Água (NAENDA). Localizada no bairro Quidé, periferia da cidade de Juazeiro, a ONG tem atuado, há nove anos, na mobilização e articulação continuas de crianças e adolescentes em torno de grupos e atividades artísticas, políticas e culturais.
A luta é cotidiana, mas, para o mês da consciência negra, o NAENDA tem reservado programação especial! Financiado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI), o Nono Novembro Negro do Sertão do São Francisco acontecerá nos dias 18 e 19 deste mês e trará as políticas públicas de reparação e afirmação do povo negro como temática central. Não só políticas públicas culturais, pois, como nos alerta Márcio Ângelo, membro do NAENDA, “é preciso que nos atentemos e nos apropriemos das políticas públicas na educação, saúde, segurança pública e demais áreas”. Com esta postura, o Núcleo propõe novas perspectivas para o movimento, evidenciando o ser negro em dimensões sociais que ultrapassem os âmbitos culturais e artísticos.
Superando outro limite, o geográfico, o evento se expande e contará este ano com participantes das cidades de Casa Nova, Sento Sé e Remanso. A ampliação do debate é estratégica, e a organização vislumbra a formação de uma rede negra no território do Sertão do São Francisco. “Fomentando a organização coletiva do território, podemos fortalecer o debate referente à questão racial e viabilizar meios de superação de todas as opressões sofridas pelo povo negro”, explica Antonio Carvalho, coordenador do projeto.
Para essa sensibilização, a programação do Nono Novembro Negro do Sertão do São Francisco contará com o Seminário “Políticas Publicas e Equidade Social: Formando redes negras no Território Sertão do São Francisco”; exibição do filme “O Jardim das Folhas Sagradas”, seguido de debate; oficinas de teatro de rua, dança afro, capoeira, percussão, hip-hop e reggae; e show com a banda Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae.
Programação Completa
18/11 (sexta-feira)
18 h – Mesa de abertura com representantes de instituições e movimentos sociais;
19 h – Exibição do filme “O Jardim das Folhas Sagradas” seguido de debate;
19/11 (sábado)
8 h – Realização das oficinas artísticas transversalizadas por debates sobre questões especificas do povo negro
14 h – Seminário: “Políticas Publicas e Equidade Social: Formando redes negras no Território Sertão do São Francisco”
19 h –Show Musical com a banda “Tio Zé Bá e Apocalipse Reggae”
Outras informações
Antonio Carvalho (coordenação do projeto) – 74 8815 0755
Quercia Oliveira (ASCOM) – 74 8803 3369 / 75 9136 2069
NAENDA – (75) 3611-5847
Acontece anualmente, na semana da Consciência Negra, e tem como objetivo valorizar a cultura afro descendente no Brasil, bem como sua contribuição no cinema e na televisão. O homenageado deste ano é o ator, compositor e cantor brasileiro, Sebastião Bernardes de Souza Prata (Grande Otelo), como forma de reconhecer sua contribuição para a divulgação da imagem do negro e da sua cultura. Confira a programação!
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