As cheias que têm castigado a Região Norte do Brasil são o foco deste bloco do Conexão Futura. Há algo que possa ser feito para mitigar o problema em situações como essa?
De Manaus, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Antônio Manzi, responde, por telefone, a essas e outras perguntas.
Passados 30 anos dos primeiros casos registrados, mais de 600 mil pessoas foram infectadas pelo vírus HIV no Brasil. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos. O mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde afirma que a epidemia de AIDS está estabilizada no país.
Mas o documento alerta para o crescimento do número de casos em alguns grupos. Nos últimos 12 anos, a taxa de incidência de AIDS aumentou 75,9% entre as mulheres na faixa etária acima de 50 anos. Entre os jovens de 15 a 24 anos houve queda de 20,1% no número de casos notificados no mesmo período. Mas entre os jovens gays, da mesma faixa etária, houve aumento de 10% de casos.
O Sala de Notícias Debate desta terça-feira (15/05) fala sobre a epidemia que provocou a morte de pelo menos 241.469 pessoas entre os anos de 1980 a 2010 no Brasil.
O combate a estigmas ainda é uma luta para quem vive com o vírus HIV. Mesmo após três décadas do início da epidemia da AIDS, do conhecimento das formas de transmissão e das novas tecnologias de tratamento ainda há falta de informações e preconceito.
Dr Carlos Correa é especialista em doenças venéreas e coordenador da vigilância epidemiológica de Itajaí, Santa Catarina. Ele conta que o diagnóstico precoce, o acompanhamento dos pacientes e o uso efetivo dos medicamentos anti-retrovirais distribuídos pelo SUS ajudaram a diminuir o número de casos de AIDS no município catarinense – Itajaí já foi uma das cidades com maior índice de HIV no Brasil.
No âmbito da Justiça, é discutida a criminalização da transmissão intencional do vírus HIV, classificada como tentativa de homicídio. Para Marcio Villard, do Grupo Pela Vidda, é preciso defender a integridade de quem vive com AIDS. “O portador já sofre muito preconceito e não pode ser estigmatizado”, diz ele.
No estúdio com o jornalista Cristiano Reckziegel, além de Márcio Villard e do médico Carlos Correa, estará Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
O programa também discute as formas de tratamento, as campanhas de conscientização e as políticas públicas com foco em prevenção.
Participe da discussão nas redes sociais.
Twitter: www.twitter.com/@canalfutura
Facebook: www.facebook.com/saladenoticiasemdebate
Sala de Notícias Debate vai ao ar toda terça-feira, com reprise aos domingos, sempre às 21h.
A concentração dos médicos nas capitais do país é o tema deste bloco do Conexão. Mas até mesmo os hospitais públicos das grandes cidades sofrem com a falta dos profissionais da saúde. Não raro, acontecem mortes na fila de espera das unidades. O que pode ser feito para melhorar a qualidade do serviço prestado à sociedade brasileira?
Com a professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ, Lígia Bahia.
Leo Alves é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto, mas nasceu no Espírito Santo, na cidade de Muqui. É jovem ainda, mas um velho conhecido do Canal Futura, onde já esteve como participante do Geração Futura.
Desde muito jovem o Leo tem se destacado por sua capacidade de promover a expressão cultural e audiovisual independente, organizando com seus amigos do Grupo Cultural ETC no Espírito Santo, e por outros lugares por onde anda, a produção audiovisual.
Algumas de suas produções já foram premiadas em festivais e concursos, como o Cel.U.Cine – que é um festival de micrometragem realizado em celular -, e o Concurso de Foto e Vídeo “Olhares sobre a Água e o Clima”.
Leo já publicou livro de ficção e escreveu um vídeo com essa mesma história, que se chama “A Herança”, também realizado e lançado em sua terra natal.
Como agitador cultural, não se contenta em ouvir “não” e tem descoberto caminhos e mais caminhos para tornar realizade seus projetos. Ele e seus amigos representam uma geração de jovens brasileiros que sabem se organizar para “fazer acontecer”. Precisamos aprender com eles e estar ao seu lado, nas suas realizações.
Por razões como estas, o Canal Futura apoiou a realização de Leo Alves e sua turma, o documentário “O Palhaço Menino“. Esse é um documentário sobre as Folias de Reis, também conhecidas como Reisados, do modo como ocorrem no Estado do Espírito Santo.
A obra apresenta esta tradição popular através de entrevistas com os “foliões” – ou seja, as pessoas que participam das folias – e da documentação das apresentações públicas de alguns destes grupos. Principalmente aquelas Folias que se reúnem ao redor do Encontro de Folias de Reis que acontece na cidade de Muqui (veja artigo no Overmundo).
Os realizadores também conseguiram viajar para Portugal, visitando as cidades de Lisboa, Porto e Ovar, para captar depoimentos que contextualizam a origem colonial destes folguedos. As Folias de Reis mantém laços profundos e evidentes com as tradições populares portuguesas, das quais, em parte, se originam.
Como se sabe, os cantos, as danças, folguedos e manifestações culturais populares no Brasil são muito próximas das similares portuguesas. Em muitos casos, como nas Folias de Reis, também marcadas pelo fervor da religiosidade católica.
Neste documentário, que o Canal Futura exibe no dia 15 de abril às 13h30, Leo Alves introduziu um componente narrativo de fantasia, através de cenas ficcionais, que ajudam a traduzir emocionalmente estes festejos e seus envolvidos.
Junto com o filme, também está sendo lançado um livro. O “Diário de Produção” traz crônicas e histórias dos bastidores da filmagem, o relato sobre o esforço para produzir e realizar, sem situações de adversidade.
No fabulário de minhas próprias origens pessoais, a jornada dos três reis magos do oriente simboliza nossa própria travessia pelo mundo. Neste livro, o leitor vai conhecer a história de mais uma jornada. Desta vez, a jornada trilhada por Leo Alves e outros jovens reis magos do Grupo Cultural ETC, realizadores do documentário “O Palhaço Menino”. Ali, em generosa doação, resolveram compartilhar conosco as descobertas do caminho. São reis jovens e destemidos, aprendizes corajosos, descobrindo a arte e a ciência de transformar sonho em realidade.
Saiba mais visitando o site do documentário:
Assista ao Documentário:
13 de abril, às 21h no Cine Metrópolis, em Vitória-ES
14 de abril, às 19h30 no Centro Cívico Municipal, em Muqui-ES
15 de abril, às 13h30 no Canal Futura
20 de abril, às 19h30 no Teatro SESI, em Mariana-MG
27 de abril, às 19h no Grupo Candearte, em São Paulo-S
P28 de abril, às 19h30 no Teatro Neném Paiva, em Muqui-ES
Em território nacional, cinco milhões de pessoas têm transtornos mentais graves e precisam de tratamento constante e acompanhamento permanente. Será que o Brasil tem estrututra abrangente o suficiente para atender a toda essa demanda?
Com Rosaura Maria Braz, psicóloga e pesquisadora sobre família e saúde mental.
Nesta entrada, o Conexão Futura fala sobre a situação e o direito dos imigrantes que vivem no Brasil.
Com Paulo Illes, coordenador executivo do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC).
Na próxima terça-feira, dia 27 de março, o Sala de Notícias Debate discute a sustentabilidade das ONGs.
Convênios com governos, parceria com empresas estrangeiras e doações são as principais alternativas para gerar renda? A economia fortalecida prejudica a captação de investimento social? O programa debate como as organizações não-governamentais podem ter mais eficiência na gestão de recursos para desenvolverem seus projetos.
Durante o processo de produção do programa, o jornalista Cristiano Reckziegel conversou com Cida Fernandez, do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), de Olinda-PE.
O exemplo do CCLF é muito interessante para ilustrar a situação de muitas organizações não-governamentais. Criado em 1972, o Centro é uma das ONGs mais antigas do país e desenvolve projetos voltados a educação, cultura e direitos humanos junto a populações indígenas, quilombolas, movimentos sociais.
Apesar da longa história, o pessoal em Olinda tem enfrentado dificuldades para manter suas atividades. Por décadas a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento foi a principal financiadora, mas há três anos houve uma grande redução no valor dos recursos repassados para o CCFL.
Segundo Cida Fernandez, um dos motivos seria a imagem positiva que o Brasil tem atualmente no exterior. Ela diz que as notícias sobre o crescimento econômico criariam uma impressão de que o país não tem mais problemas sociais, levando investidores internacionais a aplicar seus recursos em outros países.
Além de Cida Fernandez, o jornalista José Brito Cunha recebe no estúdio Rafael Abreu, doutor em Sociologia pela UFRJ e Clarissa Moreira, da Brazil Foundation.
Para saber mais sobre captação de recursos, gestão das ONGs e do investimento social no Brasil não perca o Sala de Notícias Debate que vai ao ar, ao vivo, nesta terça-feira dia 27 de março, às 21h, pelo Canal Futura.
Milhares de crianças e adolescentes, que deveriam ter acesso à educação, saúde, moradia e outros serviços, moram nas ruas das grandes cidades brasileiras. Até hoje, não foi feita uma pesquisa nacional para saber quem são esses meninos e meninas, e por que vivem nessas condições. Em busca de um diagnóstico mais preciso, está sendo lançada, em todas as capitais do Brasil, uma plataforma digital para coletar dados sobre essa população. Quem está à frente desta iniciativa é a Campanha Nacional Criança Não é de Rua. Com o secretário executivo do movimento, Manoel Torquato.
A ação de reintegração de posse ocorrida, no domingo, 22 de janeiro, em Pinheirinho, São José dos Campos, mobilizou a opinião pública nacional pela maneira como foi realizada. Movimentos sociais, grupos de direitos humanos, intelectuais, jornalistas, movimentos de moradia, se manifestaram contra a violência policial, que desalojou moradores que ocupavam a área desde 2004.
O fato entrou em pauta nos primeiros dias do Fórum Social Temático que se realiza em Porto Alegre no período de 24 a 29 de janeiro. Veja a opinião do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos.
Para um melhor entendimento do ocorrido acompanhe:
O jornalista Leonardo Sakamoto, coordenador da ONG Repórter Brasil esteve no local e relata o que acompanhou em “Breve comentário sobre a violência no Pinheirinho”
A relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik analisa a atuação da polícia no “Pinheirinho, Cracolândia e USP: em vez de política, polícia!”
A relação entre o processo de reintegração de posse e a especulação imobiliária é abordada no site “Pela Moradia”.
Nos dias que antecederam o Fórum Social Temático a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa divulgou uma nota de repúdio à violência policial.
Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa compreende que é necessário difundir amplamente a história da realização da Copa do Mundo que não é contada para a população.
Fortalecer os comitês populares regionais, difundir amplamente os processos referentes a realização dos mega eventos no Brasil – Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e impedir a aprovação da Lei Geral da Copa. Estes são os próximos passos apresentados pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa em entrevista coletiva realizada no Assentamento urbano Utopia e Luta na manhã do dia 24 em Porto Alegre -RS.
Estes direcionamentos foram definidos no encontro realizado anterior ao Fórum Social Temático com presença de representantes dos comitês populares das cidades-sede dos jogos.
“O governo quer nos esquecer”
Os impactos negativos que a realização dos jogos têm gerado às cidades-sede foram abordados pelos representates dos Comitês regionais e integrantes da articulação nacional. Relatos de elaboração de leis municipais que beneficiam grandes empresas, como a Lei de Desapropriação em Fortaleza, e políticas higienizadoras e segregadoras – que retiram a população pobre do centro da cidade e das vistas de potenciais turistas do evento, gerando “zonas limpas” assim noemada na Lei - foram também relatadas como parte de um conjunto de ações presentes na realização dos eventos esportivos. “É parte do pacote Fifa”, destaca a arquiteta Cláudia Favaro, integrante do Comitê Popular da Porto Alegre.
O conjunto de violações aos direitos humanos provocados em decorrência da realização da Copa do Mundo no país foi denunciado e apresentado no Dossiê Nacional de Violações de Direitos Humanos lançado em dezembro de 2011. Veja aqui o Dossiê.
Sobre a Lei Geral da Copa
Os representes da Articulação Nacional destacaram que a Lei Geral da Copa (PL nº. 2330/2011) que dispõe sobre medidas relativas à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014 não atende aos interesses da população. E no uso de argumentos ufanistas e possibilidade de desenvolvimento dá-se abertura a ações que ferem a soberania nacional como a venda de bebidas alcoólicas em estádio – proibição prevista no Estatuto do Torcedor – e a criação de juizado de crimes especiais em que instaura tribunais de exceção para julgar ações proibidas pela Fifa.
O enfrentamento para barrar a aprovação da Lei Geral da Copa no Congresso Federal é ação prioritária dos Comitês. “Compreendemos que a não aprovação desta Lei que fere tanto a legislação brasileira e fragiliza direitos sociais e apenas garante lucro às empresas não invabiliza a realização da Copa do Mundo”, afirma Juliana Machado.
Saiba mais do posicionamento da Articulação sobre a Lei Geral da Copa.
Sobre a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa
A articulação é composta por representantes dos Comitês Populares da Copa presentes nas 12 cidades que sediarão a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. São militantes de movimentos sociais e organizações, especialistas e membros da academia. São objetivos da Articulação Nacional fortalecer as atuações locais, construir ações unificadas e agendas comuns, gerar fluxos de partilha e difusão da informação.
Veja mais informações no site da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa em portalpopulardacopa.org
© Copyright Canal Futura. Todos os direitos reservados.