
Um aspecto azulado, a mais, enfeita as dependências do Centro de Treinamento de Líderes, em Itapuã. São as bandeiras do Movimento de População de rua que tremulam, ao sabor das brisas baianas, acrescentando ao cenário mais um tom de azul, já presente no céu, de nuvens quase invisíveis, e no mar que se avizinha ao local onde acontece o I Congresso do Movimento Nacional de População de Rua.
Logo cedo, pessoas que exibem orgulhosas a marca do Movimento no peito, em camisas igualmente azuis, se agrupam pelos espaços, intercambiando experiências e compartilhando as suas expectativas sobre o que viria ser discutido ao longo do dia.
A programação desta terça-feira, dia 20, proporcionou momentos que foram da livre expressão de ideias, à sistemática organização de ideais, passando por cerimonioso instante de lançamento do programa Bahia Acolhe, cujo decreto de criação se deu com a presença do Governador do estado da Bahia, Jaques Wagner, da Ministra Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República) e de alguns secretários de estado.
Entremeado por músicas de alto valor simbólico e frases paradigmáticas, a tribuna do I Congresso testemunhou a exposição de posicionamentos e sentimentos. O coordenador do Centro Nacional de Defesa da População de Rua, Samuel Rodrigues, estimulava as delegações presentes a se manifestarem, e nenhuma delas se negou a enviar representante para uso da palavra. Por volta das 10h da manhã, a programação passou a contar com a presença da Ministra Maria do Rosário, que se dispôs à escuta (e apenas isso!), das questões que pautam à luta das diversas células do Movimento espalhadas pelo Brasil.
Depoimentos efusivos, indignados e emocionados trouxeram à baila reivindicações por respeito à dignidade, rejeição à violência e desejo de protagonismo:
“Os moradores de rua não querem piedade, não desejam ações assistencialistas, querem ser respeitados na sua condição de cidadãos!” (Movimento no Paraná).
“Não é o fato de morarmos na rua que tira a nossa cidadania. Quem nega a nossa cidadania são aqueles que deveriam nos proteger.” (Movimento do Ceará).
“O Movimento vai se fortalecer ainda mais por que está discutindo política pública nos albergues, nas esquinas ou debaixo dos viadutos.” (Movimento de Minas Gerais)
“Temos nome e sobrenome, mas a maioria de nós, quando morre nas ruas, não passa de indigente.” (Movimento do Distrito Federal)
Lançamento do Bahia Acolhe e entrega de primeiras propostas
O governo da Bahia lançou oficialmente, neste segundo dia do Congresso, um programa voltado para o atendimento à população em situação de rua. O objetivo do “Bahia Acolhe” é oferecer um conjunto de ações de assistência social e combate às mais variadas formas de violência de que é vitima essa população. O modelo do Programa foi exaltado pela coordenadora do Movimento de Moradores de Rua da Bahia, Maria Lúcia, como um passo valioso, cuja consolidação pode proporcionar avanços expressivos nas respostas sociais e políticas para as questões que baseiam a luta do movimento.
Ainda pela manhã, o Centro Nacional de Defesa dos Moradores de Rua, entidade da sociedade civil, entregou a Secretaria de Direito Humanos da Presidência da República, um primeiro documento com os principais pontos que estão sendo discutidos durante o I Congresso, pontos estes que são matéria-prima para os grupos de trabalho durante a tarde desta terça-feira, 20/03, e que se desdobrarão sob a forma de propostas de políticas públicas a serem validadas pela plenária e encaminhadas para os poderes públicos locais e nacionais.

Expectativa é de reunir representantes da população
de rua de todos os estados do Brasil
É fato que parte expressiva da sociedade vê no morador de rua uma figura em estado de mendicância, sempre um potencial pedinte, usuário de drogas ou um sujeito à margem, pronto para cometer delitos. O que escapa ao recorrente preconceito, é que a população de rua possui movimentos organizados, e que está a cada dia condensando forças na luta pelo reconhecimento da sua dignidade e cidadania.
A prova concreta disso é o I Congresso do Movimento Nacional de População de Rua, que acontecerá entre os dias 19 e 21 de março, no Centro de Treinamento de Líderes, em Itapuã, Salvador – Bahia. Tendo como tema “Protagonizando Histórias e garantindo direitos”, o evento contará com a presença de representantes da maioria dos estados brasileiros, numa expectativa de participação de 400 pessoas, sendo a maioria expressiva de moradores de rua.
O Congresso é um antiga aspiração do Movimento, que encontra-se organizado em 10 capitais do país. Ao longo dos últimos anos, o Movimento vem realizando encontros de abrangência local, como o Encontro de Políticas Públicas para População de Rua, realizando em Salvador, em setembro de 2010, na perspectiva de ir construindo uma pauta propositiva para encaminhamento junto aos poderes públicos. O I Congresso do Movimento Nacional da População de Rua vem demarcar um momento importante nessa caminhada, demonstrando a força e a capacidade de organização de cidadãos tão invisibilizados.
Para realizar o encontro, o Movimento conta com o apoio do Ministério da Saúde, Secretária Direitos Humanos da Presidência da República, Defensoria Publica do Estado da Bahia, Secretaria de Justiça da Bahia, Paróquia Nossa Senhora da Luz, Voluntária Sociais da Bahia e Secretaria do Desenvolvimento Social do Estado da Bahia. Ressalte-se que os encaminhamentos do Congresso serão formulados, aprovados e encaminhados exclusivamente pela população de rua.
Protagonizando Histórias e garantindo direitos
Embora os dados que se tem atualmente possam ser questionados, estima-se que haja, nas 10 principais capitais brasileiras, mais de 100 mil cidadãos vivendo em situação de rua. Em Salvador, a estimativa se aproxima de cinco mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos. Para essa população, nunca houve políticas públicas claras e direcionadas. As soluções sempre foram paliativas e baseadas em assistencialismos pontuais, focados em apenas um ou outro aspecto da realidade. Estigmatizada, a população de rua jamais é levada em conta na formulação das políticas de educação, saúde, moradia, segurança e assistência social, pois sequer é recenseada, então não existe!
Todas essas questões serão pautas de discussão e formulação de propostas durante o I Congresso. Haverão grupos de trabalhos debruçados em refletir e propor políticas nas searas da saúde, direitos humanos, habitação, trabalho, assistência social e comunicação.
Futura presente
O Futura estará presente no Congresso, colaborando nas discussões do GT de Comunicação. A realidade da população de rua vem sendo discutida no Conexão Futura TV e Blog, desde a estréia do programa. Reveja abaixo uma das participações da Maria Lúcia, coordenadora do Movimento de População de Rua, na Bahia.
Serviço:
Evento: I Congresso Nacional de População de Rua
Data: 19 a 21 de março de 2012
Local: Centro de Treinamento de Líderes (CTL – Itapuã)
Mais Informações:
Coordenação Bahia do Movimento Nacional da População de Rua
Coordenadora: Maria Lúcia Pereira
Tel.: (71) 3266 0034 / (71) 8849 0152
E-mail: movpoprua@gmail.com
Pode um sonho verdadeiro sumir da face da terra sem deixar vestígio? então o que foi feito dos sonhos e ideias libertárias da velha Bahia após a derrota da sabinada, no dia 16 de março de 1838? e, a partir daí, pelas próximas décadas, teríamos mesmo um período de pura conformidade, como pensou a historiografia tradicional? eis, em síntese, os questionamentos iniciais, as perguntas básicas de pesquisa que deram origem a este surpreendente O tutu da Bahia; transição conservadora e formação da nação, 1838-1850, do historiador Dilton Oliveira de Araújo.
O livro aborda o medo das insurreições escravas, sobretudo africanas, foi algo que fez emergir o “tutu” em alguns escritos políticos de jornais do século XIX e teve origem na tese de doutorado desenvolvida junto ao programa de Pós-Graduação em história da Universidade Federal da Bahia, cuja defesa aconteceu em 2006.
A pesquisa foi realizada no arquivo Público do estado da Bahia, no instituto Geográfico e histórico da Bahia, no instituto histórico e Geográfico Brasileiro, na Biblioteca nacional, no arquivo nacional e em bibliotecas diversas, especialmente na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e ciências humanas da UFBa, locais onde contei com a colaboração e bons serviços dos funcionários, aos quais agradeço nesta oportunidade.
A editora Edufba disponibilzou o link para download através do link: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/199/1/O%20Tutu%20da%20Bahia.pdf
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro, será celebrado em Salvador, com um ato ecumênico realizado no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O evento, que é resultado do projeto “Unidos Contra a Intolerância Religiosa”, elaborado através da parceria entre a Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador, o Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup) e a União de Negros pela Igualdade (Unegro), acontecerá no sábado (21/01), às 9h.
O projeto, que conta com o apoio do Governo do Estado, da Fundação Cultural Palmares, do Ministério Público Estadual (MPE) e Federal (MPF-BA), e da Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro (Fenacab), prevê ainda a veiculação de uma campanha publicitária com o objetivo de promover o respeito à diversidade religiosa. A divulgação será feita através de outdoors e de chamadas em emissoras de rádio durante toda a segunda quinzena de janeiro.
No dia da culminância do projeto, participantes de diversas matrizes religiosas se encontrarão na Reitoria da UFBA para uma manhã de celebração e reflexão sobre o tema. Autora do Projeto de Lei que instituiu o 21 de janeiro, como Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, a ouvidora-geral da Câmara, vereadora Olívia Santana (PCdoB), defende a iniciativa e ressalta a importância da celebração. “A luta contra a intolerância religiosa é diária. Mas, a demarcação de um dia é também muito importante para que o assunto seja colocado em discussão. Esta data carrega um enorme simbolismo para aqueles que lutam pela liberdade religiosa. 21 de janeiro foi o dia em que Mãe Gilda deixou de estar conosco, mas é também o dia em que nos tornamos mais fortes para enfrentar esta terrível mazela”, declarou Olívia.
A vereadora esclarece que o projeto, que envolve a veiculação da campanha publicitária e o ato ecumênico, tem como principais objetivos o estabelecimento do diálogo entre as religiões, a promoção do respeito à diversidade religiosa e a liberdade de credo, além da afirmação da laicidade do Estado. “O resultado que se espera de uma ação como essa, é de que mais um passo seja dado para a superação da intolerância religiosa. Que se possam estabelecer relações respeitosas e harmoniosas entre as religiões, e que avancemos democraticamente na afirmação do Estado laico”, pontuou Olivia.
Data relembra morte de Yalorixá baiana
O Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa foi oficializado pela Lei nº 11.635, em 2007. A data homeageia a sacerdodisa Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda. Ialorixá do terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador, Mãe Gilda morreu de enfarte, após ver sua foto publicada no jornal de uma igreja evangélica, acompanhada de texto depreciativo. Semanas antes, o terreiro de Mãe Gilda fora invadido por evangélicos. A igreja, responsável pela publicação do periódico, foi condenada a indenizar a família da ialorixá.
Serviço
O quê: Realização do projeto “Unidos Contra a Intolerância Religiosa”;
Promoção: Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador, Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup) e União de Negros pela Igualdade (Unegro)
Quando: Ato Ecumênico, sábado (21/01), às 9h; veiculação da campanha publicitária, durante a segunda quinzena de janeiro;
Onde: Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia. Rua Augusto Viana, s/n, Canela
(com informações do Centro de Educação e Cultura Popular - CECUP)
Povos tradicionais
Lula Dantas, Babalaxê da casa Ilê Axé Oya Funke e membro da Comissão Nacional de Comunidades e Povos Tradicionais de Terreiro conhecido como ”Pai Lula”, faz um balanço sobre a Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros e sublinha a importância da regulamentação dos povos tradicionais de terreiro.
Negro na imprensa
O Professor Jocélio Teles dos Santos, da UFBA, fala sobre como a figura do negro era representada na imprensa baiana desde o início do século XX, nos primeiros anos da República Brasileira. Nessa pesquisa, Jocélio percebeu nos periódicos, muitas manifestações racistas, implícias e explícitas.
Atividade reunirá religiosos de diversas vertentes das religiões de matriz africana, além de autoridades governamentais e grupos culturais da região
Com o tema “O povo de santo pela liberdade religiosa”, os terreiros das religiões de matriz africana dos municípios que integram o Território do Recôncavo realizam no próximo domingo (27), na cidade de Cachoeira, a “II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa”. A atividade, que está em sua segunda edição, tem o objetivo de convidar a população baiana a caminhar em prol da liberdade de crença, direito previsto na Constituição Federal, e do respeito aos cultos religiosos.
A Caminhada reunirá o povo de santo de diversas nações do candomblé, da umbanda e do culto aos caboclos e terá como um dos principais pilares a luta pela liberdade religiosa, frente aos ataques e agressões aos quais as comunidades religiosas são atingidas devido à intolerância religiosa.
O fato que motivou a realização da primeira caminhada, em 2010, foi uma série de ataques sofridos pelo Terreiro Zogbodo Malê Bogum Seja Unde (Roça do Ventura) que teve suas terras invadidas e 12 hectares devastados pela ação de grileiros e especulação mobiliária.
Em janeiro deste ano, este terreiro cachoeirano, um dos mais antigos do país, foi tombado provisoriamente pelo IPHAN como patrimônio cultural do Brasil. Nesse sentido, o povo de santo se reúne mais uma vez para caminhar em prol da liberdade religiosa e pela valorização e preservação da religião, com o respeito aos seus cultos e terras sagradas.
Este ano, junto da II Caminhada do Recôncavo, acontece a produção de um documentário de registro e memória do povo de santo daquela região. O registro fará parte das ações para efetivação do tombamento da Roça do Ventura e servirá como importante material para o povo de santo e sua luta pela liberdade de fé.
A “II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa” tem patrocínio do projeto Novembro Negro da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (SEPROMI) e é uma realização do Terreiro Seja Unde e Munzanzu Produções.
Programação
9h – Concentração (Local: Rua da Feira)
12h Encerramento (Local: Praça da Aclamação)
Atrações culturais: Samba de Dona Dalva, Esmola Cantada, Gêge-nago,
Samba de roda Filhos do Caquende e Olodum.
Informações:
Presidente da Sociedade Religiosa da Roça do Ventura
Edvaldo Buda: (75) 9108-2369
Produção:
Juê Olivia: juolivia@gmail.com – 71 9113-3182
Virgínia Nunes: virginia.ufrb@gmail.com – 71 9161-3849
Na próxima quinta, 24/11, o Instituto Fatumbi, em articulação com outros grupos e organizações, realiza o “Seminário Sociedade Civil e Segurança Pública: O que propomos?”. Dentre as pautas do encontro estão as estratégias de “pacificação” das comunidades sotepolitanas e os impactos gerados pela copa 2014 na formulação das políticas de segurança. O Seminário será na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia e as inscrições estão abertas!
08h00min – Credenciamento
08h30min – Mesa de abertura – Apresentação Cultural Fala de realizadores e autoridades presentes
09h:00min – ANÁLISE DE CONJUNTURA: AVANÇOS E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PERMANENTES E REAPLICÁVEIS DE SEGURANÇA PÚBLICA
Representante do Observatório de Segurança Pública – SSA
Representante da Secretaria de Segurança Pública – Bahia
Representante do PROGESP – Programa de Estudos, Pesquisa e Formação em[ Política e Gestão de Segurança Pública – FACADM/UFBA
09h50min – Debate
10h30min – Intervalo
10h40min – A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL NA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SEGURANÇA – EXPERIÊNCIAS DAS BASES COMUNITÁRIAS DE SEGURANÇA E DAS UNIDADES DE POLÍCIA PACIFICADORA
Juliana Cecília Carvalho – GAJOP – Pernambuco
Mário Pires Simão – OBSERVATÓRIO DE FAVELAS – Rio de Janeiro
Henrique Carvalho – PROGRAMA FICA VIVO – Minas Gerais
11h30min – Debate
12h00min – Almoço
13h30min – O IMPACTO DA REALIZAÇÃO DA COPA 2014 NO ÊXODO URBANO, NA INTERVENÇÃO POLICIAL E NA FORMULAÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE SEGURANÇA PÚBLICA
Magnólia Said – SPLA – Ceará
Representante do Comitê Popular da Copa 2014 – Salvador
Representante da Secretaria Especial de Assuntos da Copa 2014 – Bahia
15h00min – Debate
15h30min – Intervalo – Apresentação Cultural
16h00min – SOCIEDADE CIVIL E SEGURANÇA PÚBLICA O QUE PROPOMOS?- TECENDO ESTRATÉGIAS PARA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Representante do GAPA/BA – Grupo de Apoio a Prevenção à AIDS
Representante da FABS – Federação das Associações de Bairros de Salvador
Representante do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente
Representante do Movimento Negro – Salvador
17h00min – Debate
17h30min - Encerramento – Entrega de Certificados
De 25 a 27 de Novembro de 2011, acontecerá no Espaço Xisto Bahia, em Salvador, o 2º ENCONTRO O QUE É ISSO? DE DANÇA, que tratará de questões relevantes em torno da acessibilidade e representatividade midiática de grupos profissionais de dança com pessoas com deficiência.
As discussões girarão em torno da profissionalização e inserção no mercado de trabalho de artistas/dançarinos com deficiência que não tiveram acesso a informação e formação em dança seja nos ambientes acadêmicos e espaços formais de ensino de dança. Tais reflexões podem gerar os meios para melhor compreender por que, com tantos grupos de dança circulando em diversos pontos do nosso planeta, ainda assim, esses grupos se encontram segregados e sem acesso à informação.
Confira as atrações da programação:
MESAS E DEBATES
- “Acessibilidade no campo da formação do dançarino com deficiência” (com Fafá Daltro, Estela Lapponi e Lenira Rengel)
- “Espaços (in)acessíveis”(com Carolina Teixeira, Lucas Valentim, Thulio Guzman, Carla Vendramin, Marília Cavalcante e Flávia Cintra).
- “Discussões que perturbam o corpo – representatividade midiática” (com Estela Lapponi, Edu O., Clara Trigo, Michel Fernandes)
CIRANDÃO
É o espaço onde os participantes inscritos podem apresentar suas pesquisas teóricas ou práticas, compartilhando suas experiências com todos. Convidados Ninfa Cunha, Ana Rita Ferraz (“Perspectivas em Movimento”) e ACC – Acessibilidade em Trânsito Poético, fazendo uma ciranda.
OFICINAS
- Corpo na Educação
- Processo criativo/corpo e(m) cena
- Sincoronicidade e Conectividade/corpo e ambiente
- Corpo Intruso
APRESENTAÇÕES
- Pequetitas Coisas Entre nós mesmos (Grupo Xde Improvisação em Dança)
- As Borboletas (Núcleo VAGAPARA),
- Intento 3257,5 (Estela Lapponi)
- O Corpo Perturbardor (Edu O.).
Inscrições e programação: www.oqueeissodedanca.wordpress.com
Confira mais sobre o Encontro O que é Isso? De Dança aqui no Blog: http://www.conexaofutura.org.br/novidade/ba-grupo-x-de-improvisacao-realiza-ii-encontro-o-que-e-isso-de-danca
O Fórum de Entidades Negras da Bahia realiza no próximo domingo (20) – Dia da Consciência Negra –, às 10h, a 11ª Caminhada da Liberdade, sob o lema “Viva Abdias! Viva Zumbi! Igualdade é pra Valer”, em referência ao ator, diretor, dramaturgo, artista plástico, poeta e militante brasileiro Abdias Nascimento, que faleceu em maio deste ano, aos 97 anos. A Caminhada que reúne centenas de baianos e turistas brasileiros e estrangeiros sairá do Curuzu (Liberdade) em direção ao Centro Histórico de Salvador (Pelourinho), acompanhada pelas apresentações das bandas dos blocos afros Okanbí, Malê Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Ilê Aiyê e Os Negões.
“Já são 11 anos de Caminhada da Liberdade. No domingo, estaremos de volta às ruas para celebrar os 316 anos de imortalidade de Zumbi dos Palmares e o legado de nosso grande mestre Abdias Nascimento. Nesse momento, através das nossas músicas e da nossa africanidade baiana, reafirmamos a nossa constante luta pelos direitos humanos, contra o racismo e por justiça social, sempre com alerta de que exigimos Reparação Já!”, disse o coordenador geral do Fórum, Walmir França.
Compõem o Fórum de Entidades Negras: Afro Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica – AGANJU; Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes – ANAAD; Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê; Associação Cultural Os Negões; Associação Baiana das Pessoas com Doenças Falciformes – ABADFAL; Bloco Afro Ókánbí; Centro de Estudos e Pesquisas Mário Gusmão – CEMAG; Grupo Cultural Cortejo Afro Federação Nacional de Culto Afro-Brasileiro – FENACAB; Grêmio Recreativo Cultural Muzenza; Sociedade Cultural Recreativa e Carnavalesca Malê Debalê.
Outras informações:
Fórum de Entidades Negras da Bahia
E-mail: forumdeentidades@terra.com.br, forum20@terra.com.br
(71) 3266-5914
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