As cheias que têm castigado a Região Norte do Brasil são o foco deste bloco do Conexão Futura. Há algo que possa ser feito para mitigar o problema em situações como essa?
De Manaus, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Antônio Manzi, responde, por telefone, a essas e outras perguntas.
O manejo florestal é previsto por lei desde os anos 60, mas, até hoje, não é respeitado em muitas regiões. Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, mais de um terço da madeira produzida na Amazônia é comercializada ilegalmente.
Com Iran Pires, engenheiro florestal e gerente operacional do Instituto Floresta Tropical.
Sarau da Memória une imagens históricas às recordações de seus protagonistas*
Unir fotografias históricas à narrativa de protagonistas das lutas sociais na região Norte do país é o trabalho que a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) inicia, nesta quinta-feira (01), com o Sarau da Memória. Parte da agenda comemorativa dos 35 anos de fundação da entidade, o evento vai acontecer durante todo o mês de março, uma vez por semana.
O trabalho teve início com a higienização de mais de 500 fotografias das décadas de 1970, 80 e 90, e que só foi possível com a parceria junto à Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Arquivo Público do Pará, que estima em cerca de 10 mil imagens o arquivo completo arquivado na SDDH. As fotografias, a grande maioria sem nenhuma referência, foram agrupadas por blocos temáticos, permitindo a identificação de ativistas que participaram destes momentos recentes da história brasileira e que podem ajudar a revisitar estes momentos com suas memórias. A exibição das imagens digitalizadas será seguida pelas narrativas e paralelo registro em áudio e vídeo, para posterior publicação e divulgação em diferentes mídias.
Este é um dos resultados mais importantes do trabalho de recuperação do acervo: a democratização do acesso a informações históricas das lutas sociais na Amazônia paraense, tanto no campo como na cidade.
A primeira edição do Sarau da Memória tratará de movimentos sindicais, como o dos bancários, dos motoristas e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), incluindo a greve geral da década de 80; e de passeatas e manifestações, como a dos 100 anos da abolição da escravatura.
Serviço:
Sarau da Memória
Dias: 01, 09, 15 e 22 de março, sempre às 17hs
Local: sede da SDDH/Belém – Av. Gov. José Malcher, 1381 – entre 14 de Março e Generalíssimo Deodoro, Belém, Pará.
Contatos:
Erika Morhy – assessora de comunicação da SDDH e coordenadora do projeto -
091 9991-0104
twitter: @erikamorhy e @resistenciaSDDH
blog: jornalresistencia.blogspot.com
Face: Jornal Resistencia
*Texto: Erika Morhy – Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos
De 24 a 29 de fevereiro a biblioteca itinerante Barca das Letras (www.barcadasletras.blogspot.com) estará navegando novamente pelos rios Amazonas e Macacoari. Na tripulação estarão os arte-educadores, escritores e artistas Claudio Cardoso, Jonas Banhos, Nayla Reis, Rita de Cácia e Rogério Castelo, todos voluntários do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania. São pessoas de Brasília, Belém e Macapá que decidiram compartilhar suas experiências com os promotores da leitura que vivem nas comunidades Foz do Rio Macacoari, São Tomé e Carmo do Macacoari, todas localizadas no município de Itaubal, no Amapá.
Nesta mochilada cultural as crianças, adolescentes e jovens das comunidades receberão gibis, livros, revistas e brinquedos arrecadados em campanhas realizadas nas cidades de Brasília, Belém, São Luís, Goiânia, Porto Alegre e Macapá. Também serão exibidos filmes animados e realizadas rodas leitura e poesia, contação de histórias pelos Mestres Zé Picanço e S. Martinho, pintura e brincadeiras animadas com o Palhaço Ribeirinho.
E entre um banho de rio e outro, haverá uma agenda ambiental com duas atividades: a primeira, destinada às crianças, que é a transformação do lixo em arte (art&reciclagem); já a segunda, voltada para os adolescentes, jovens e adultos das comunidades, serão diálogos sobre o evento Rio +20, que acontecerá no Rio de Janeiro, dias 20 e 21 de junho, com a promoção de rodas de conversas e reflexões críticas preparatórias para a futura intervenção denominada NossaCasa de Cultura da Amazônia, que foi recentemente apresentada durante o Fórum Social Temático 2012 – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, em Porto Alegre.
Esta ação conta com o apoio dos próprios voluntários e das lideranças das comunidades beneficiadas, bem como com a ajuda de doadores de Brasília, e tem a produção do arte-educador ambiental Jonas Banhos, premiado pelo Ministério da Cultura em 2010 com o Prêmio Tuxaua Cultura Viva, pelo projeto “Mochileiro Tuxaua Cultura Viva – Do Oiapoque ao Chuí”, cujas vivências pelas comunidades visitadas estão disponíveis em www.mochileirotuxaua.blogspot.com.
Contatos:
NossaCasa de Cultura e Cidadania
Jonas Banhos
(61) 8167 1254 – Tim Brasília/DF
(96) 8129 1837 – Claro Macapá/AP
Face Jonas Banhos
twitter @jonasbanhos
Fonte: www.mochileirotuxaua.blogspot.com
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do Pará fará, no próximo dia 03, em Belém, a apresentação oficial do Centro de Estudos e Formação em Agroecologia e Cultura Cabana (Cefac). O projeto será implantado em parceria da Universidade de Alicante (Espanha) e da Incubadora de Projetos da Universidade Federal do Pará UFPA. O evento de lançamento será na sede da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, com início previsto para as 18h30
O projeto é inspirado nas experiências acumuladas pela Via Campesina em vários países e tem como uma de suas referências principais o trabalho da Escola Nacional Florestan Fernandes.
A sede do Cefac está sendo construída na cidade de Irituia (PA) e será erguida pela brigada de trabalhadores voluntários do Assentamento Luiz Carlos Prestes. Cerca de 70 famílias moram no assentamento desde 2007. Elas doaram 5 hectares de terra para a construção do centro de estudos. O MST prevê abrir as portas do centro em abril.
Serviço:
Apresentação do Centro de Estudos e Formação em Agroecologia e Cultura Cabana (Cefac)
Dia / hora: 03/03/2012, às 18h30
Local: Sede da SDDH em Belém – Av. Governador José Malcher, 1381 – Entre 14 de Março e Generalíssimo.
Programação:
18h30 – Mística de abertura
19h – Mesa de apresentação do Cefac
Samuel Ortiz Perez (pesquisador da Universidade de Alicante / Espanha e membro do Entrepovos, coletivo de amigos do MST na Europa): A solidariedade e cooperação internacional
Ulisses Manaças (Direção Estadual do MST): a formação do MST e o projeto do Cefac
Maria José Barbosa (Incubadora de Projetos da UFPA): O legado da Cabanagem para as lutas sociais
20h – vídeo sobre a construção do Cefac
20h30 – Coquetel e música ao vivo
A Escola de Conselhos da Amazônia Paraense apresenta no 19 de Janeiro a proposta pedagógica 2012 aos integrantes do Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes, ao seu Núcleo Gestor e Parceiros. A reunião de apresentação será realizada às 9h, no auditório do C
EDCA – Centro Integrado de Inclusão e Cidadania – CIIC, em Belém, capital paraense.
Segundo informações da coordenação da Escola, essa ação se constitui em uma oportunidade de apresentação e debate da proposta, de forma ampliada, com todos os atores que atualmente se encontram envolvidos na construção da Escola, especialmente no momento de planejamento de seu 1ᵒ aniversário, previsto para o dia 25 de março de 2012.
O evento contribuirá, ainda, para fortalecer o reconhecimento da Escola de Conselhá, no âmbito do Sistema de Garantia de Direitos, visando o aperfeiçoamento da formação continuada de Conselheiros Tutelares, de Direitos das Crianças e Adolescentes e demais operadores do sistema.
A Escola de Conselhos da Amazônia Paraense visa a garantia de direitos de crianças e adolescentes e o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos, como um núcleo de formação continuada voltado para conselheiros municipais dos direitos da criança e conselheiros tutelares atuantes nos 144 municípios do Estado.
Atualmente é composta pelas Universidades Federal (UFPA) e Estadual do Pará (Uepa), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA-PA), Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes), Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA-PA). Essas entidades irão compor o Grupo Gestor (GG) junto com o Ministério Público Estadual (MPE) e a parceria de organizações da sociedade civil, como o Movimento República de Emaús (MRE); a Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais (Sodireitos); o Instituto Universidade Popular (Unipop); a Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC) e a Associação Estadual de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares (Anaexcontel). O Canal Futura é parceiro do projeto.
Fonte: Escola de Conselhos
O Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA) realiza a 2ª Oficina de Metodologia Participativa Camponês(a)-Camponês(a): difusão de conhecimentos agroecológicos na produção, beneficiamento e comercialização sustentável na Amazônia, com enfoque de gênero. O evento ocorre no período de 18 a 20 de janeiro, no município de Ourém, no Pará.
O objetivo principal da oficina é fortalecer as Redes de Agroecologia na Amazônia e contribuir para a disseminação de práticas agroecológicas, fortalecendo agricultoras e agricultores familiares em processos sustentáveis de produção, beneficiamento e comercialização de seus produtos agroextrativistas.
Participarão representantes de redes de agroecologia de vários estados da Amazônia, agricultores\as familiares, extrativistas, quilombolas, técnicos, assessores\as, articuladores\as que participaram da primeira capacitação que aconteceu em 2011 em Santa Maria do Pará.
A oficina faz parte das atividades do Projeto Mulheres do Campo, coordenado pela Pão para o Mundo, uma parceria entre MMNEPA e APACC. Vai ser ministrada por um assessor do PIDAASA – Programa de Intercâmbio, Diálogo e Assessoria em Agricultura Sustentável e Segurança Alimentar na América Latina e Caribe. http://www.pidaassa.org/
Mais informações: 91-3462 1818
Premiado por um edital da Fundação Ford o CEDENPA – Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, organização do movimento negro atuante a mais de 30 anos no Pará lança o Projeto Agentes de Negritude.
O projeto visa fazer valer a legislação existente, mais especificamente ligada à superar as desigualdades sócio raciais (e de gênero) que tem prejudicado secularmente a população negra, estimulando para isso, o protagonismo da mesma, através de ações mais amplas, coletivas e qualificadas.
Trata-se pois, de atuar junto aos poderes executivo, legislativo e judiciários realizando audiências, sessões especiais , seminários, campanhas e efetivar cursos para agentes da negritude, criar/ampliar redes de articulações, sobretudo de mulheres negras, para dar mais contundência e agilidade no processo de construção da equidade racial.
O projeto pretende atuar junto a diversos órgãos e instâncias do Estado , nos âmbitos Executivo, Legislativo e do Sistema Judiciário do/no Pará, para evitar que todo o corpo de leis antirracistas, até então conquistado, continue , praticamente, ´letra morta´ ou com aplicação tão lenta, que tem facilitado a manutenção das distâncias sócio raciais e de gênero.
Pretende também formar 80 jovens Agentes de Negritude, seguindo o modelo dos antigos agentes de saúde, experiencia relevante no Estado. O conteúdo do curso envolve conhecimentos sobre trajetória da população negra no Brasil; modelos de desenvolvimento alterativos ao vigente , que levem em conta o respeito aos DHESCAs (Direitos humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais , este último com foco maior na Amazônia); às PAAs (Políticas de Ações Afirmativas); combate aos Racismo Institucional e Ambiental; aspectos da mundialização e fluxos de capitais; e outros temas indispensáveis para garantir uma participação mais qualificada de negras e negros em vários espaços de debates e decisões.
Além de um plano de comunicação de forma a garantir a utilização de atuais tecnologias de comunicação/informação e realização de duas campanhas `informativas/orientadoras´, para dar visibilidade aos direitos adquiridos pela e para a população negra .
Pretendemos com isso a ampliação e fortalecimento de espaços de mobilização e visibilidade das ações voltadas a viabilizar um protagonismo efetivo de representantes da população negra, no processo ligado à eliminação de mecanismos de manutenção da subalternização histórica, a que está submetida a população negra na sociedade brasileira.
Inscrição
Período de Inscrição: 22/12/2011 à 06/01/2012,
Preencher ficha de inscrição e termo de compromisso e enviar para cedenpa@cedenpa.org.br.
Local das aulas: Casa da Linguagem – Av. Nazaré esquina com Assis de Vasconcelos
Aula inaugural: 13/01 09 ás 12h
Formação: 16/01 à 20/01
Documentos necessários: cópia de RG, comp. de residência.
Nivel Médio completo
Texto: Ascom Cedenpa

Mametu Nangetu (esquerda) com o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, José Acreano Brasil Junior (centro), e Mametu Muagilê (direita).
Políticas públicas afirmativas para os povos tradicionais de terreiros do Estado do Pará foi a pauta de reunião realizada no dia 20 de dezembro, em Belém, entre representantes de terreiros e a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). A legalização dos terreiros como Templos Afro-religiosos foi a principal demanda apresentada.
A reunião ocorreu entre o secretário da Sejudh José Acreno Brasil Jr. e Mametu Nangetu e Mametu Muagilê, representantes do Candomblé de Angola (sociedade civil organizada) no Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Segundo informações do Instituto Nangetu, as conselheiras discutiram a legalização dos terreiros, como a necessidade mais urgente a ser atendida e apresentaram ao secretário as ações do Fórum Paraense de Umbandistas e Afro-Religiosos (Forumpuar).
O Forumpuar tem buscado parceria com o Grupo de Estudos Afro-Amazônicos GEAAM/UFPA e com a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA, para iniciar um processo de legalização dos terreiros dando conta de que 18 terreiros já haviam apresentado a documentação necessária para que a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA iniciasse o processo que já tramita na Ação Social Integrada do Palácio do Governo – ASIPAG.
Durante a reunião, foi acordado que a Sejudh promoverá a regularização jurídica de seis terreiros Afro-religiosos e de Umbanda. “Com esse trabalho (legalização), poderemos fortalecer essas comunidades para que estas possam captar recursos. Outra articulação da Sejudh será destinada a promover um seminário para destacar a importância da não discriminação desses povos, e valorizar a colaboração que essas comunidades tem na questão social. Afinal, estas atuam no acolhimento de pessoas que estão mais vulneráveis, como: crianças, adolescentes, homossexuais, mulheres vítimas de violência”, explica Mametu Nangetu.
Ações próximas
A Secretaria assinalou ainda que pretende articular brevemente a legalização de mais 20 terreiros. Esse processo já representa uma grande conquista para essas comunidades, já que representantes como Mametu Nangetu afirmam sofrer com o preconceito dos segmentos fundamentalistas cristãos. “Nós passamos por discriminações pelo desconhecimento da sociedade diante da nossa cultura. O nosso povo tem direitos também”, ressalta ela.
O desconhecimento sobre os Povos Tradicionais de Terreiros foi apontado como dado que dificulta a elaboração de políticas públicas para os afro-religiosos, Mametu Muagilê ressaltou que tanto o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome quanto o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia haviam realizado mapeamento recente nos terreiros, e que pelas informações obtidas na zona metropolitana de Belém é possível estimar que os Povos de Terreiros representam entre 7,5 e 10% da população da capital paraense, e Mametu Nangetu acrescentou que esses dados só serão precisos quando o IBGE tratar da nossa população com seriedade e fizer as perguntas sobre o nosso povo no formulário padrão dos próximos censos.
Colaboração: Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar – Insituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.
Fontes: Mametu Nangetu e Ascom Sejudh
Diretoria de Projetos – Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social/ Ponto de Mídia Livre.
http://institutonangetu.blogspot.com/
http://afropara.ning.com/profile/InstitutoNangetuProjetos
http://picasaweb.google.com.br/nangetu.projetos
Obras
O biólogo Sérgio Henrique Borges fala sobre uma recente pesquisa realizada pela Fundação Vitória Amazônica no território da região metropolitana de Manaus e revela que o desmatamento já chegou em áreas protegidas.
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