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Combate à exploração sexual infantil é tema do Conexão Futura
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Grandes empreendimentos, extrativismo, direito à consulta e à sustentabilidade em terras indígenas na América Latina, são lutas e bandeiras do Movimento Indígena que realizou nessa quarta feira (24) um caloroso e complexo debate para fortalecimento de sua posição rumo a Rio+20, mais especificamente a Cúpula dos Povos, espaço legitimado pela sociedade civil.
Atividade organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, Coordenação de Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica – COICA, Coordenação Andina de Organizações Indígenas – CAOI, Conselho Indígena do Centro Amarica – CICA e Coordenação Indígena da Amazônia Brasileira – COIAB.
As lideranças indígenas dessas organizações que segundo a COICA estão atualmente em 9 países da América Latina, representam mais de 400 povos indígenas e estão há muito tempo se organizando e se preparando para definir seus posicionamentos, construindo e fortalecendo propostas comuns a esses povos e etnias que contemplem sua filosofia de bem viver, respeitando seu ambiente e seus saberes ancestrais.
As principais questões problematizadas pelas lideranças são:
Informação acessível a população indígena: Que deseja apenas ser incluída nos processos de consultas públicas de fato e ter conhecimento de forma clara sobre os projetos em que serão afetados, serem respeitados em suas decisões.
Combate a biopirataria: Perda do controle de território para o uso e exploração dos recursos naturais por empresas (patente) e excluindo assim os indígenas de processos cotidianos e práticas ancestrais em sua cultura.
Mudanças Climáticas: Que afeta diretamente o modo de vida dos povos indígenas, nesse caso é importante considerar os aspectos culturais, ambientais e espirituais que estão conectados fortemente na cultura indígena e na relação desses povos com a terra.
Políticas de utilização e demarcação dos territórios: Atualmente da forma como vem se desenvolvendo não respeita as necessidades dos indígenas – questão muito forte em todos os nove países da América Latina e outros países – que envolve uma constante mobilização das populações contra a violação desse direito e articulações intensas com os governos.
Grandes projetos/empreendimentos: Os modelos desenvolvimentistas dos governos tem avançado na consolidação desses projetos, em muito casos contrários à posição dos povos indígenas e dessa forma interferem em toda o modo de organização e vida dos povos, sem buscar outras alternativas viáveis aos grandes projetos principalmente os relacionados com energia.
” Tudo que queremos é continuar garantindo nossa sobrevivência” afirma Sônia Guajajara.
Veja aqui como que os povos indígenas ensinam a sociedade uma relação harmoniosa com a natureza.
http://www.coica.org.ec/
http://www.apib.org.br/
Mobilizadoras: Débora Galli e Lizely Borges.
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