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Brasília – Em 2008, cerca de 400 mil pessoas participaram do processo da 1a Conferência Nacional de Juventude que, em sua etapa nacional, aprovou 70 resoluções e 22 prioridades buscando ampliar e garantir direitos para a população jovem. A primeira prioridade aprovada na 1a Conferência Nacional de Juventude foi o reconhecimento e aplicação das resoluções do 1o Encontro Nacional da Juventude Negra (ENJUNE) em 2007, priorizando as mesmas como diretrizes étnico raciais com as juventudes.
Nessa 2a Conferência Nacional de Juventude – com o tema “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos” – o desafio é renovar, atualizar e ampliar a discussão e dar concretude às bandeiras levantadas na 1a Conferência, transformando-as em políticas públicas. No grupo de trabalho sobre questões étnico raciais foram definidas 3 propostas que dialogam com a bandeira levantada na 1a Conferência: implementar e fiscalizar o plano nacional de enfrentamento a mortalizadade da juventude negra; mudança no aparato de segurança pública, principalmente na ação policial, com a qualificação e capacitação das policias e interlocução do ministério da justiça para que o auto de resistência não seja mais instrumento do genocídio da juventude; e criar um disque denuncia para acolher, acompanhar e monitorar os casos de racismo, violência, discriminação racial e atos contra povos e comunidades tradionais.
Do lado de fora do grupo de trabalho, jovens também pautavam o extermínio da juventude sem tantas palavras: deitados no chão com os corpos contornados por fitas adesivas.
Abaixo, Cinthia Villas Boas, paulista de 26 anos, fala sobre o extermínio da juventude:
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