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RN: 9ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente

Aconteceu esta semana em Natal, no Rio Grande do Norte, a 9ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, organizada pelo CONSEC – RN (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente). Este ano o tema foi Mobilizando, Implementando e Monitorando a Política e o Plano Decenal  de Direitos Humanos de  Crianças e Adolescentes.

“A Conferência teve uma grande conquista. O protagonismo infanto-juvenil garante a participação efetiva de crianças e adolescentes em todos os espaços de discussão de seus direitos, fruto da reivindicação dos adolescentes que participaram da edição anterior da Conferência”, relata a adolescente Izamara Alves, que representa a região Nordeste e o Rio Grande do Norte na Comissão Nacional da Conferência deste ano.  Outro destaque é a cobertura educomunicativa realizada por um grupo composto por 18 jovens que foram formados para realizarem a cobertura das Conferências  Estaduais.

Um grupo de crianças e adolescentes de nove municípios do Rio Grande do Norte passou por um processo de formação audiovisual com a equipe do Canal Futura e da ONG Zoon Fotografia no início de maio. A segunda etapa da formação ocorreu ao longo da Conferência Estadual realizada também pela equipe regional da ONG Viração entre os dias 14 e 16 de maio. Responsabilidade, dedicação, profissionalismo e alegria contagiante são marcas dos pequenos grandes cidadãos que fazem uma cobertura com informações qualificadas para todos que não puderam participar do evento. Essas crianças e adolescentes usam vários recursos midiáticos para proporcionar um registro diversificado: jornal mural, fanzines, Twitter, vídeos, tudo com a carinha e o toque pessoal de cada um deles. 

Mais informações através do link:

www.agenciajovem.org 

 

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Sala Debate: a epidemia de AIDS no Brasil

Passados 30 anos dos primeiros casos registrados, mais de 600 mil pessoas foram infectadas pelo vírus HIV no Brasil. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos. O mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde afirma que a epidemia de AIDS está estabilizada no país.

Mas o documento alerta para o crescimento do número de casos em alguns grupos. Nos últimos 12 anos, a taxa de incidência de AIDS aumentou 75,9% entre as mulheres na faixa etária acima de 50 anos. Entre os jovens de 15 a 24 anos houve queda de 20,1% no número de casos notificados no mesmo período. Mas entre os jovens gays, da mesma faixa etária, houve aumento de 10% de casos.

O Sala de Notícias Debate desta terça-feira (15/05) fala sobre a epidemia que provocou a morte de pelo menos 241.469 pessoas entre os anos de 1980 a 2010 no Brasil.

O combate a estigmas ainda é uma luta para quem vive com o vírus HIV. Mesmo após três décadas do início da epidemia da AIDS, do conhecimento das formas de transmissão e das novas tecnologias de tratamento ainda há falta de informações e preconceito.

Dr Carlos Correa é especialista em doenças venéreas e coordenador da vigilância epidemiológica de Itajaí, Santa Catarina. Ele conta que o diagnóstico precoce, o acompanhamento dos pacientes e o uso efetivo dos medicamentos anti-retrovirais distribuídos pelo SUS ajudaram a diminuir o número de casos de AIDS no município catarinense – Itajaí já foi uma das cidades com maior índice de HIV no Brasil.

No âmbito da Justiça, é discutida a criminalização da transmissão intencional do vírus HIV, classificada como tentativa de homicídio. Para Marcio Villard, do Grupo Pela Vidda, é preciso defender a integridade de quem vive com AIDS. “O portador já sofre muito preconceito e não pode ser estigmatizado”, diz ele.

No estúdio com o jornalista Cristiano Reckziegel, além de Márcio Villard e do médico Carlos Correa, estará Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

O programa também discute as formas de tratamento, as campanhas de conscientização e as políticas públicas com foco em prevenção.

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Sala de Notícias Debate vai ao ar toda terça-feira, com reprise aos domingos, sempre às 21h.

 

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Vício: tecnologia

Dependentes tecnológicos

Casos em que a tecnologia vira dependência são cada vez mais comuns nos dias de hoje. Dormir com o celular ao lado e checar e-mail dentro do ônibus são comportamentos cada vez mais comuns. Quando a nossa necessidade de aparatos tecnológicos deixa de ser saudável e vira uma obsessão?

Com a psicanalista Sandra Baron, e a superconectada Sorys Mello, que é servidora municipal.

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Sala Debate: Como circular melhor nas cidades brasileiras?

Levantamento do IBGE aponta que 7 milhões de brasileiros levam mais de uma hora no trajeto de casa até o trabalho. Deslocamento que custa muito tempo e dinheiro. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a Associação dos Transportes Públicos calcula um prejuízo de R$ 2 bilhões por ano. O estudo levou em conta diversos fatores como problemas decorrentes dos congestionamentos, queima de combustíveis e perda de produção.

Excesso de veículos nas ruas, transporte público coletivo de pouca qualidade, falta de ciclovias, calçadas em más condições. O Sala de Notícias Debate desta semana discute estes e outros problemas que demandam soluções complexas, investimento contínuo e, principalmente, planejamento.

Em vigor desde o último mês de abril a Lei nº 12.587/2012, conhecida como Lei da Mobilidade, institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana e propõe organizar a circulação nas cidades. A prioridade é dada aos meios de transporte não motorizados e ao transporte coletivo. O texto também esclarece os direitos dos usuários, como o de ser informado sobre itinerários, horários e tarifas dos serviços nos pontos de embarque e desembarque.

A nova lei também exige que os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem planos de mobilidade urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. Atualmente, essa obrigação é imposta aos municípios com mais de 500 mil habitantes. As cidades que não cumprirem essa determinação podem ter os repasses federais destinados a políticas de mobilidade urbana suspensos.

O PAC Mobilidade Grandes Cidades, anunciado pelo Governo Federal, prevê investimentos de R$ 32 bilhões para construção de 600 km de corredores exclusivos para ônibus, 200 km de linhas de transporte sobre trilhos. O programa inclui recursos já anunciados para obras de metrô em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza e melhorias dos sistemas em Recife e Rio de Janeiro.

Os números podem parecer animadores. Mas como garantir que esses recursos melhorem a mobilidade nas ruas das cidades por onde todos nós circulamos?

O jornalista Cristiano Reckziegel estreia na apresentação do programa e conversa com Maria de la Assunción Blanco, coordenadora de mobilidade da Rede Nossa São Paulo; Matias Mickenhagen, diretor de associados da ONG Ciclocidade e com Waldir Peres, superintendente da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos do Rio de Janeiro.

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Sala de Notícias Debate vai ao ar toda terça-feira, com reprise aos domingos, sempre às 21h.

 

 

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Jornal Futura: Chupeta faz mal para a saúde das crianças?

Todo bebê tem a necessidade natural de sugar – que geralmente é satisfeita durante a sucção do peito da mãe na amamentação. Quando a criança começa a chorar, muitos pais oferecem a chupeta. Além de acalmar, alguns pesquisadores afirmam que a chupeta pode trazer benefícios para a respiração dos pequenos. Mas a recomendação do uso da chupeta é polêmica.

O médico pediatra Francisco Wolff alerta que o uso da chupeta pode provocar desmame precoce, infecções, problemas nos dentes e na mastigação, dificuldades na fala, na respiração e no desenvolvimento dos músculos da face.

Em reportagem da UPF TV, médicos, dentistas e pais falam sobre os riscos do uso excessivo da chupeta e explicam como convencer as crianças a abandonarem este hábito. A jornalista Carol Anchieta estreia na apresentação e entrevista ao vivo no estúdio o ortodontista Maurício Moraes, membro do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro. Para participar desta conversa, mande sua pergunta pelo Twitter para @canalfutura.

Jornal Futura vai ao ar de segunda a sexta às 17h, com reapresentação às 23h45.

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Sala de Notícias: programas inéditos e novas linguagens

Histórias e perfis pessoais, boas práticas em educação, cultura e sociedade, organização e participação social. Tudo isso e muito mais você encontra diariamente no Sala de Notícias. O programa valoriza a produção de reportagens documentais feitas por realizadores independentes. Com o desafio de criar uma produção em rede, o Sala de Notícias é um importante espaço de promoção da pluralidade de pontos de vista, valorizando o contraponto de opiniões e de informações. E a produção do Sala está sempre em busca de novos olhares e formas inovadoras de contar histórias. Uma nova temporada com programas inéditos, vencedores da primeira seleção de projetos, já está no ar.

 

Confira um relato de Renata Ferraz, produtora do Sala de Notícias.

 

Como produtora do Sala de Notícias, programa dos mais antigos do Canal Futura e que passou por uma profunda renovação no seu formato em maio de 2011, identifiquei paralelos com a aposta do jornal Folha de São Paulo para o formato de TV. A aproximação surgiu a partir de uma palestra realizada por João Wainer, diretor da TV Folha e editor de imagem da Folha de S. Paulo, no Encontro Anual do Jornalismo do Canal Futura no início de 2012, e deflagrou um modus de produção que já é tendência no universo audiovisual, com o uso disseminado das  novas tecnologias. Na ocasião do Encontro me prontifiquei a acompanhar um pouco da rotina do programa, em um intercâmbio para pensar,  trocar  e oxigenar alguns processos.

 

No final de março pude, então, acompanhar na redação do Jornal, em São Paulo, o fechamento da quarta edição do TV Folha, que completaria um mês de exibição no ar, pela TV Cultura. Com meia hora de duração, o programa é dividido em 3 blocos. Não conta com um âncora para alinhavar as reportagens. São os colunistas do Jornal que apresentam suas matérias, compartilhando um pouco da experiência direta do “realizar” de cada reportagem.  Pude observar junto à equipe um elemento facilitador: a câmera digital usada é a DSLR – equipamento que revolucionou o mercado cinematográfico, mudando também a maneira de se fazer televisão. Além de imprimir imagens em HD de altíssima qualidade, é barata, mais leve, com profundidade de campo que câmeras de vídeo não atingiam, e facilita muito certas produções, apesar de ter um foco extremamente sensível.

 

A edição do programa, feita por profissionais multimídia, busca uma linguagem de documentário. O videografismo dá  ótimo suporte às narrativas, criando passagens e reforçando informações com gráficos e redundâncias que ajudam a acompanhar as informações (muitas vezes rápidas demais) de cada reportagem. As trilhas sonoras escolhidas ao bel prazer dos editores dão o tom contemporâneo às matérias.

 

Conectada à internet, as ilhas de edição do TV Folha trafegam pela rede em busca de informações complementares na construção do roteiro, muitas vezes desenhado no final do processo, na ilha de edição mesmo.

 

Um paralelo com o novo formato do Sala de Notícias

 

Realizado em parceria do Canal Futura com  realizadores independentes,  o novo formato do programa completa um ano neste início de maio. Com o tempo médio de 14 minutos, sem intervalo, propõe recortes da realidade, a fim de aprofundar e treinar o olhar do espectador para que, a cada programa, ele mergulhe em diferentes universos e acompanhe as abordagens narrativas, buscando entendê-las. Porque, em suas propostas, os  realizadores muitas vezes estabelecem conexões não óbvias nos desdobramentos de análise do entorno que registram.

 

No primeiro ano do novo formato, o programa já coleciona uma diversidade  temática bastante abrangente, abordagens narrativas diferentes entre si, produções de diversas regiões do País e desenhos de produção também diversificados. Alguns programas são realizados por equipes completas e muitos deles por realizadores que condensam roteiro, direção e edição, o que registra um caráter autoral às narrativas.

 

A grande conquista deste formato, além de ser janela/tela para realizadores independentes, é permitir que o material bruto mantenha-se como propriedade do realizador, favorecendo outros fins para o material captado.

 

No final de 2011 foi divulgado o 1º Chamado Público do Sala de Notícias. O resultado dessa estratégia foi que recebemos cerca de 200 propostas, das quais 40 foram aprovadas e já estão em produção. A nova safra de programas é fruto de uma maior democratização do modus de produção que visa um trabalho em parceria e rede, dos editores do jornalismo do Canal Futura com realizadores audiovisuais em potencial. 

 

Apesar das realidades dos programas TV Folha e Sala de Notícias serem muito diferentes, ambos estão sintonizados em qualificar o conteúdo audiovisual por meio de narrativas documentais, comprometidas com a informação e a formação, buscando instigar o olhar crítico do espectador.

Por Renata Ferraz, produtora

 

Sala de Notícias – de segunda a sexta 14:30 e 23:30.

 

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Conexão Futura: literatura e arte para inspirar o final de semana

O Conexão Futura desta sexta-feira (20/04) fala sobre literatura e arte como ferramentas para despertar o interesse e encantar leitores de todas as idades.

Livros de literatura e textos de cordel podem trazer magia, poesia e muita interatividade. Fábio Sombra e Daniela Fossaluza, entrevistados do Conexão Futura desta sexta-feira, sabem disso há muito tempo e não por acaso se tornaram parceiros de trabalho divulgando histórias e cultura popular de um jeito diferente.

Fábio é músico e escritor, violeiro e pesquisador de cultura popular. Daniela é atriz, contadora de histórias, artesã e idealizadora do projeto Costurando Histórias. Assim, livros do Fábio foram transformados em tapetes tridimensionais de pano e são contados com música e graça por todo o Brasil. E já aconteceu também de um tapete virar livro, dessa vez contando a história de uma brincadeira tradicional e que já passou por algumas gerações.

Tem ainda literatura de cordel na Internet, aliando poesia popular e tecnologia. Uma conversa boa sobre forma e conteúdo, sobre a tecnologia colaborando para que mais leitores conheçam a tradicional literatura de cordel, mas sem jamais mudar uma arte ou consertar um texto que não nasceu com qualidade. Uma conversa que já começou lá no blog do Fábio Sombra com estes versos:

“O cordel é flexível

Maleável, flutuante.

Ele abraça as novas mídias

Com uma força impressionante.

Se a modernidade pede,

Logo vai se ver iPad

Pendurado no barbante.”

 

Venha participar!

O Conexão Futura vai ao ar a partir das 14h30, ao vivo, na tela do Canal Futura e, a qualquer hora do dia e da noite, aqui no blog.

Saiba mais

Costurando Histórias: www.costurandohistorias.com

Blog do Fábio Sombra: www.fabiosombra.com.br

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Acupuntura

Acupuntura

O Conexão aborda um tema que mobiliza médicos, fisioterapeutas e adeptos de técnicas alternativas de tratamento.

Por decisão do Tribunal Federal da 1ª Região, a partir de agora, apenas os médicos poderão utilizar em seus pacientes a acupuntura, método de origem chinesa à base de agulhas que ativam pontos do corpo humano.

Com a médica especialista no assunto, Sheyla Mello.

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O palhaço menino: documentário sobre Folias de Reis estreia no Canal Futura

Leo Alves é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto, mas nasceu no Espírito Santo, na cidade de Muqui. É jovem ainda, mas um velho conhecido do Canal Futura, onde já esteve como participante do Geração Futura.

Desde muito jovem o Leo tem se destacado por sua capacidade de promover a expressão cultural e audiovisual independente, organizando com seus amigos do Grupo Cultural ETC no Espírito Santo, e por outros lugares por onde anda, a produção audiovisual.

Algumas de suas produções já foram premiadas em festivais e concursos, como o Cel.U.Cine – que é um festival de micrometragem realizado em celular -, e o Concurso de Foto e Vídeo “Olhares sobre a Água e o Clima”.

Leo já publicou livro de ficção e escreveu um vídeo com essa mesma história, que se chama “A Herança”, também realizado e lançado em sua terra natal.

Como agitador cultural, não se contenta em ouvir “não” e tem descoberto caminhos e mais caminhos para tornar realizade seus projetos. Ele e seus amigos representam uma geração de jovens brasileiros que sabem se organizar para “fazer acontecer”. Precisamos aprender com eles e estar ao seu lado, nas suas realizações.

Por razões como estas, o Canal Futura apoiou a realização de Leo Alves e sua turma, o documentário “O Palhaço Menino“. Esse é um documentário sobre as Folias de Reis, também conhecidas como Reisados, do modo como ocorrem no Estado do Espírito Santo.

A obra apresenta esta tradição popular através de entrevistas com os “foliões” – ou seja, as pessoas que participam das folias – e da documentação das apresentações públicas de alguns destes grupos. Principalmente aquelas Folias que se reúnem ao redor do Encontro de Folias de Reis que acontece na cidade de Muqui (veja artigo no Overmundo).

Os realizadores também conseguiram viajar para Portugal, visitando as cidades de Lisboa, Porto e Ovar, para captar depoimentos que contextualizam a origem colonial destes folguedos. As Folias de Reis mantém laços profundos e evidentes com as tradições populares portuguesas, das quais, em parte, se originam.

Como se sabe, os cantos, as danças, folguedos e manifestações culturais populares no Brasil são muito próximas das similares portuguesas. Em muitos casos, como nas Folias de Reis, também marcadas pelo fervor da religiosidade católica.

Neste documentário, que o Canal Futura exibe no dia 15 de abril às 13h30, Leo Alves introduziu um componente narrativo de fantasia, através de cenas ficcionais, que ajudam a traduzir emocionalmente estes festejos e seus envolvidos.

Junto com o filme, também está sendo lançado um livro. O “Diário de Produção” traz crônicas e histórias dos bastidores da filmagem, o relato sobre o esforço para produzir e realizar, sem situações de adversidade.

No fabulário de minhas próprias origens pessoais, a jornada dos três reis magos do oriente simboliza nossa própria travessia pelo mundo. Neste livro, o leitor vai conhecer a história de mais uma jornada. Desta vez, a jornada trilhada por Leo Alves e outros jovens reis magos do Grupo Cultural ETC, realizadores do documentário “O Palhaço Menino”. Ali, em generosa doação, resolveram compartilhar conosco as descobertas do caminho. São reis jovens e destemidos, aprendizes corajosos, descobrindo a arte e a ciência de transformar sonho em realidade.

Saiba mais visitando o site do documentário:

www.opalhacomenino.com.br

Assista ao Documentário:

13 de abril, às 21h no Cine Metrópolis, em Vitória-ES

14 de abril, às 19h30 no Centro Cívico Municipal, em Muqui-ES

15 de abril, às 13h30 no Canal Futura

20 de abril, às 19h30 no Teatro SESI, em Mariana-MG

27 de abril, às 19h no Grupo Candearte, em São Paulo-S

P28 de abril, às 19h30 no Teatro Neném Paiva, em Muqui-ES

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Armados: retrato da violência no Brasil

O impacto da violência armada na sociedade brasileira é o tema do documentário “Armados”, com estreia marcada para o dia 19 de abril de 2012 às 21h00 na tela do Canal Futura.

A produção venceu em 2011 o 2º pitching Doc Futura (processo de seleção de novos projetos do Canal). “Armados” tem direção de Rodrigo Mac Niven e traz entrevistas com o músico Marcelo Yuka, o sociólogo Antonio Rangel, o delegado Orlando Zaccone e parentes de vítimas do tiroteio ocorrido no ano passado na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. 

Das 16 milhões de armas de fogo que circulam no Brasil, 90% estão nas mãos da sociedade. Quase metade desse armamento, cerca de 7,6 milhões, não está registrada. A ilegalidade impede o rastreamento das armas e contribui para o baixo índice de resolução de crimes no país: menos de 5%. Praticamente todos os cartuchos ilegais apreendidos em território nacional, 95%, são de origem brasileira. A indústria e o comércio de armas e munições no país registram faturamento de quase 1 bilhão de reais por ano.

A narrativa promove reflexões sobre o papel das armas e o impacto da violência armada na população brasileira. Para o diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, Vinicius Cavalcante, a comercialização de armas permite que os indivíduos exerçam o direito à autoproteção: “A posse de armas de fogo é garantida pela constituição brasileira”. A titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Barbara Bueno, defende o desarmamento voluntário: “A arma não é para defesa, ela serve para atacar”.

Pai de uma das doze vítimas do tiroteio na Escola Municipal Tasso da Silveira, ocorrido em abril de 2011, Raymundo Nazareth salienta a falta de controle sobre as armas em circulação. “O revólver usado para matar nossos filhos foi roubado há 18 anos. As armas se perdem e ninguém acha. Elas servem para matar e não para defender”, enfatiza. Atingido por nove tiros durante uma tentativa de assalto em 2000, Marcelo Yuka levanta uma importante questão: é possível usar armas de fogo de forma segura na sociedade?

O filme trata de temas como a reforma das polícias, a consolidação de dados sobre segurança pública, a proibição da venda de armas de fogo aos cidadãos e, principalmente, a cultura da violência na sociedade brasileira.

Pré-estreia do documentário acontece nesta quinta-feira, 12 de abril, na sede do Canal Futura no Rio de Janeiro. Após a exibição, será realizado debate, mediado pelo jornalista Mauro Ventura, com a participação do diretor Rodrigo Mac Niven e de personagens do documentário – o músico e ativista social Marcelo Yuka, o delegado da Polícia Civil Orlando Zaccone e o cientista político Luiz Eduardo Soares.

Você pode acompanhar a exibição ao vivo a partir das 17h00 pela internet através do Blog Conexão Futura.

 

ARMADOS
Direção: Rodrigo Mac Niven
Exibição: 19 de abril (quinta-feira), às 21h
Reprises: 22 de abril (domingo), às 19h30
30 de abril (segunda-feira), às 00h15
Duração: 52 min
Classificação: 12 anos
Veja o trailer do documentário.

 

Saiba mais sobre o documentário:

 

Entrevistados
Adriana Maria da Silveira Machado
Moradora de Realengo, ela perdeu um de seus dois filhos na tragédia na Escola Tasso da Silveira. Ela já havia vivido uma experiência violenta com arma de fogo quando, aos seis anos de idade, sua irmã foi atingida por uma bala perdida e ficou paraplégica. Após o massacre na escola, os pais das vítimas criaram a Associação Anjos de Realengo, que tem como finalidade principal dar apoio aos familiares que perderam seus filhos e às crianças, muitas ainda traumatizadas, que sobreviveram. Além disso, o grupo também busca soluções para a diminuição da violência nas comunidades, a restrição da circulação das armas de fogo na sociedade, o combate à discriminação racial e ao bulling. Adriana é a presidente do grupo, formado por mais de 40 pessoas do bairro de Realengo.

Antonio Rangel
Sociólogo e cientista político. Foi instrutor de armamento do Exército e aposentou-se como tenente da reserva. Atualmente, ele é coordenador nacional da campanha pelo desarmamento.

Barbara Lomba Bueno
Delegada titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), Barbara é a favor do desarmamento voluntário. Ela assumiu o cargo em 2012 e sua primeira tarefa foi instalar um novo banco de dados para ajudar a polícia a descobrir a origem das armas apreendidas no estado.

Daniel Cerqueira
Economista de formação, Daniel é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em parceria com Waldir Lobão e Alexandre Carvalho, lançou o estudo “O Jogo dos Sete Mitos e a Miséria da Segurança Pública no Brasil”, publicado pela editora FGV.

Francisco Chao de La Torre
Policial civil há 16 anos, especialista e professor de Direito Penal e Justiça Criminal. Tem vasta experiência em incursões nas favelas do Rio e amplo conhecimento da estrutura policial da cidade.

Inês Moraes da Silva
Dona Inês é uma senhora simples e querida por todos da comunidade. Moradora de Realengo, ela perdeu seu filho mais velho na tragédia com o atirador em abril de 2011.

Luiz Eduardo Soares
Antropólogo, cientista político, escritor e um dos maiores especialistas em segurança pública do país. Ele foi Secretário de Segurança Pública no Rio de Janeiro e ocupou a Secretaria Nacional de Segurança Pública no governo Lula. Como escritor, Luiz Eduardo foi co-autor dos livros “Elite da Tropa” e “Elite da Tropa 2”. Em 2011, lançou o livro “Justiça: Pensando Alto sobre Violência, Crime e Castigo”.

Marcelo Yuka
Músico e ativista social, foi vítima de violência por arma de fogo, em 2000. Questionador e pensador, Yuka se envolve em discussões e movimentos, sempre em busca de soluções para o problema da violência no país.

Marcelo Freixo
Professor de História e atual deputado estadual pelo PSOL, Marcelo presidiu a CPI das Armas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele foi pesquisador da ONG Justiça Global e trabalhou como consultor do deputado Federal Chico Alencar na área de Direitos Humanos. Além disso, participou de projetos educativos no sistema penitenciário e foi membro do Conselho da Comunidade do Rio de Janeiro.

Orlando Zaccone
Delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e mestre em Ciências Penais. Professor e escritor, Zaccone se destaca pela forma filosófica de encarar os fatos e pelas suas ideias libertárias.

Salesio Nuhs
Diretor comercial da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A empresa, localizada em Ribeirão Pires (SP), é considerada o maior complexo industrial voltado para a fabricação de munições do Hemisfério Sul. Salésio também é presidente da “Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições” – ANIAM.

Vinicius Domingues Cavalcante
Personagem que defende fortemente a ideia do uso das armas como legítima defesa.  Desde 1988, atua diretamente em atividades de segurança privada. Hoje é Diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG), no Rio de Janeiro.

Sobre o diretor
Jornalista e cineasta, Rodrigo Mac Niven dirigiu projetos exibidos no Brasil e no exterior. Em 2010, escreveu e dirigiu o longa-documentário “Cortina de Fumaça”, lançado no Festival do Rio e selecionado para festivais nacionais e internacionais (Tiradentes, Paris, Milão, Nova Iorque, Miami, Londres, Montevideo e Buenos Aires). No mesmo ano, lançou “Ei you! O Haiti antes do terremoto”, exibido com destaque nos canais GNT e GLOBOSAT HD. Dirigiu também o especial “Pessoas” sobre o poeta Fernando Pessoa, exibido em Portugal, o DVD “Boa do Samba”, e o projeto multiplataforma “Grafiteiros da BOA” da cervejaria Antarctica. Em anos anteriores, fez a direção, edição e roteiro dos documentários “Por trás de uma última cena” e “Paraolimpíadas 2004”, exibido no canal Sportv. Foi responsável ainda pela direção de fotografia e edição do media “Soropositivo”, que recebeu “Ei you! O Haiti antes do terremoto”, exibido com destaque nos canais GNT e GLOBOSAT HD. Dirigiu também o especial “Pessoas” sobre o poeta Fernando Pessoa, exibido em Portugal, o DVD “Boa do Samba”, e o projeto multiplataforma “Grafiteiros da BOA” da cervejaria Antarctica. Em anos anteriores, fez a direção, edição e roteiro dos documentários “Por trás de uma última cena” e “Paraolimpíadas 2004”, exibido no canal Sportv. Foi responsável ainda pela direção de fotografia e edição do media “Soropositivo”, que recebeu

Ficha técnica Canal Futura
Coordenação de Núcleo: Júlia Comodo
Coordenação Artística: Marcio Motokane
Coordenação de Produção: Joana Levy
Analista de Conteúdo: Ana Chaves de Melo e Priscila Beleli
Produtores Assistentes: Anne Germano e Camila Campos
Gerente de Produção: Vanessa Jardim
Gerente de Conteúdo: Débora Garcia
Gerente de Programação: João Alegria
Gerente Geral: Lúcia Araújo
Supervisão Geral: Hugo Barreto

Ficha técnica TVa2
Direção e roteiro: Rodrigo Mac Niven
Consultoria de conteúdo: Antonio Rangel e Orlando Zaccone
Produção executiva: Mariana Genescá
Direção de fotografia: Dante Belluti
Pesquisa e produção: Paula Xexéo
Operação de câmera: Martin Sciarretta
Áudio: Paulo Anomal
Edição: Gabriela Passos
Videografismos: Gustavo Amarante
Design gráfico: Gether Nogueira
Trilha sonora original: Marcelo Yuka

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