As inscrições para o curso oferecido pela organização paranaense podem ser feitas até 22 de março.
Terão início em março as edições 34 e 35 do curso “História Social do Trabalho”, da Escola de Formação Básica de Multiplicadores da Economia Popular Solidária. O curso será realizado em duas turmas, aos sábados e às segundas-feiras, de março a julho, em cinco etapas de oito horas cada, das 8 às 18h, somando um total de 40 horas/aula. As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de março, pelo e-mail cefuria@cefuria.org.br, ou pelo telefone (41) 3322-8487, com Antônio.
A Escolhinha, como ficou conhecida ao longo de oito anos de realização, tem como objetivos principais contribuir para a formação de lideranças comunitárias, estudantes e militantes dos movimentos sociais; fortalecer clubes de trocas, padarias e outras iniciativas ligadas à economia solidária; possibilitar a difusão de instrumentos teórico-metodológicos, tendo como referência o pensamento de Paulo Freire; e contribuir para o avanço da construção de uma economia voltada para a construção de uma nova sociedade.
Entre os temas trabalhados no curso está a educação popular, a história social do trabalho e a economia popular solidária. A metodologia utilizada busca aliar a reflexão teórica ao debate e oficinas práticas. A cada etapa serão disponibilizados materiais de apoio relacionados aos temas.
O curso é realizado pelo Cefuria – Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo, com patrocínio da Petrobrás e apoio da Rede de Educação Cidadã – Recid e da Misereor.
Baixe o folder clicando aqui.
Serviço:
Inscrições: até o dia 22 de março, pelo e-mail cefuria@cefuria.org.br, ou pelo telefone (41) 3322-8487, com Antônio.
Fonte: www.cefuria.org.br
Sarau da Memória une imagens históricas às recordações de seus protagonistas*
Unir fotografias históricas à narrativa de protagonistas das lutas sociais na região Norte do país é o trabalho que a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) inicia, nesta quinta-feira (01), com o Sarau da Memória. Parte da agenda comemorativa dos 35 anos de fundação da entidade, o evento vai acontecer durante todo o mês de março, uma vez por semana.
O trabalho teve início com a higienização de mais de 500 fotografias das décadas de 1970, 80 e 90, e que só foi possível com a parceria junto à Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Arquivo Público do Pará, que estima em cerca de 10 mil imagens o arquivo completo arquivado na SDDH. As fotografias, a grande maioria sem nenhuma referência, foram agrupadas por blocos temáticos, permitindo a identificação de ativistas que participaram destes momentos recentes da história brasileira e que podem ajudar a revisitar estes momentos com suas memórias. A exibição das imagens digitalizadas será seguida pelas narrativas e paralelo registro em áudio e vídeo, para posterior publicação e divulgação em diferentes mídias.
Este é um dos resultados mais importantes do trabalho de recuperação do acervo: a democratização do acesso a informações históricas das lutas sociais na Amazônia paraense, tanto no campo como na cidade.
A primeira edição do Sarau da Memória tratará de movimentos sindicais, como o dos bancários, dos motoristas e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), incluindo a greve geral da década de 80; e de passeatas e manifestações, como a dos 100 anos da abolição da escravatura.
Serviço:
Sarau da Memória
Dias: 01, 09, 15 e 22 de março, sempre às 17hs
Local: sede da SDDH/Belém – Av. Gov. José Malcher, 1381 – entre 14 de Março e Generalíssimo Deodoro, Belém, Pará.
Contatos:
Erika Morhy – assessora de comunicação da SDDH e coordenadora do projeto -
091 9991-0104
twitter: @erikamorhy e @resistenciaSDDH
blog: jornalresistencia.blogspot.com
Face: Jornal Resistencia
*Texto: Erika Morhy – Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza recebe, até 31 de março, inscrições de propostas para a primeira chamada do Edital de Apoio a Projetos de 2012. Podem concorrer ao financiamento projetos que contribuam para a conservação da natureza no Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos, como organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades.
As inscrições só poderão ser feitas por meio de formulário on line, disponível na área de editais do site da Fundação. As propostas podem ser submetidas a dois editais.
Um deles é o Edital Bio&Clima-Lagamar, que tem quatro linhas temáticas (confira lista abaixo) e é direcionado à região do Lagamar, uma extensa área de Mata Atlântica localizada entre os litorais sul de São Paulo e o litoral do Paraná. As propostas também podem ser submetidas ao tradicional Edital de Apoio a Projetos, que é direcionado a todas as regiões do Brasil e tem seis linhas temáticas (confira lista abaixo).
Não há valores mínimos ou máximos para as propostas enviadas aos editais. Nos últimos anos, o valor destinado a cada chamada do Edital de Apoio a Projetos, por exemplo, variou entre R$ 500 mil e R$ 600 mil, sendo que são aprovadas, em média, 20 propostas por chamada. Já o Edital Bio&Clima-Lagamar destina cerca de R$ 300 mil, em média, para os projetos aprovados a cada seleção.
O processo de seleção das propostas inscritas nos editais é feito de forma independente. Pareceres são emitidos por consultores voluntários e a aprovação final é feita pelos membros do Conselho Curador da Fundação.
Apoio a projetos
A Fundação Grupo Boticário é uma das primeiras instituições nacionais ligadas à iniciativa privada a financiar projetos de conservação da biodiversidade brasileira. Em 21 anos de atuação, cerca de US$ 11,3 milhões já foram doados para 1.282 projetos de 448 instituições de todo o Brasil.
Como resultados desse apoio, pesquisas descreveram 42 novas espécies de plantas e animais, bem como resultaram na proteção de 167 espécies ameaçadas de extinção. Ainda por meio do apoio a projetos, a Fundação apoiou a criação, proteção ou manejo de 414 unidades de conservação espalhadas por todas as regiões do Brasil.
Fazem parte dessas estatísticas projetos como a avaliação dos impactos da pesca no litoral do Paraná (confira), a realocação de cotias (Dasyprocta aguti) no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro (confira) ou ainda o esforço para salvar da ameaça de extinção um anfíbio raro no Rio Grande do Sul (confira). Você pode conferir mais notícias sobre os resultados de outros projetos apoiados pela Fundação acessando a página inicial de nossa área de novidades, clicando aqui.
Linhas temáticas – Edital de Apoio a Projetos
- Ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais;
- Ações para implementação de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais;
- Ações para a restauração de ecossistemas naturais;
- Ações para prevenção ou controle de espécies invasoras;
- Estudos para a criação ou manejo de unidades de conservação;
- Pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.
Linhas temáticas – Edital Bio&Clima Lagamar
- Impacto das mudanças climáticas em espécies e ecossistemas;
- Monitoramento de longo prazo de variáveis bióticas e abióticas;
- Serviços ecossistêmicos e os impactos das mudanças climáticas;
- Previsão de cenários climáticos e seus impactos sobre a biota.
Fonte: http://www.fundacaogrupoboticario.org.b
De 24 a 29 de fevereiro a biblioteca itinerante Barca das Letras (www.barcadasletras.blogspot.com) estará navegando novamente pelos rios Amazonas e Macacoari. Na tripulação estarão os arte-educadores, escritores e artistas Claudio Cardoso, Jonas Banhos, Nayla Reis, Rita de Cácia e Rogério Castelo, todos voluntários do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania. São pessoas de Brasília, Belém e Macapá que decidiram compartilhar suas experiências com os promotores da leitura que vivem nas comunidades Foz do Rio Macacoari, São Tomé e Carmo do Macacoari, todas localizadas no município de Itaubal, no Amapá.
Nesta mochilada cultural as crianças, adolescentes e jovens das comunidades receberão gibis, livros, revistas e brinquedos arrecadados em campanhas realizadas nas cidades de Brasília, Belém, São Luís, Goiânia, Porto Alegre e Macapá. Também serão exibidos filmes animados e realizadas rodas leitura e poesia, contação de histórias pelos Mestres Zé Picanço e S. Martinho, pintura e brincadeiras animadas com o Palhaço Ribeirinho.
E entre um banho de rio e outro, haverá uma agenda ambiental com duas atividades: a primeira, destinada às crianças, que é a transformação do lixo em arte (art&reciclagem); já a segunda, voltada para os adolescentes, jovens e adultos das comunidades, serão diálogos sobre o evento Rio +20, que acontecerá no Rio de Janeiro, dias 20 e 21 de junho, com a promoção de rodas de conversas e reflexões críticas preparatórias para a futura intervenção denominada NossaCasa de Cultura da Amazônia, que foi recentemente apresentada durante o Fórum Social Temático 2012 – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, em Porto Alegre.
Esta ação conta com o apoio dos próprios voluntários e das lideranças das comunidades beneficiadas, bem como com a ajuda de doadores de Brasília, e tem a produção do arte-educador ambiental Jonas Banhos, premiado pelo Ministério da Cultura em 2010 com o Prêmio Tuxaua Cultura Viva, pelo projeto “Mochileiro Tuxaua Cultura Viva – Do Oiapoque ao Chuí”, cujas vivências pelas comunidades visitadas estão disponíveis em www.mochileirotuxaua.blogspot.com.
Contatos:
NossaCasa de Cultura e Cidadania
Jonas Banhos
(61) 8167 1254 – Tim Brasília/DF
(96) 8129 1837 – Claro Macapá/AP
Face Jonas Banhos
twitter @jonasbanhos
Fonte: www.mochileirotuxaua.blogspot.com
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do Pará fará, no próximo dia 03, em Belém, a apresentação oficial do Centro de Estudos e Formação em Agroecologia e Cultura Cabana (Cefac). O projeto será implantado em parceria da Universidade de Alicante (Espanha) e da Incubadora de Projetos da Universidade Federal do Pará UFPA. O evento de lançamento será na sede da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, com início previsto para as 18h30
O projeto é inspirado nas experiências acumuladas pela Via Campesina em vários países e tem como uma de suas referências principais o trabalho da Escola Nacional Florestan Fernandes.
A sede do Cefac está sendo construída na cidade de Irituia (PA) e será erguida pela brigada de trabalhadores voluntários do Assentamento Luiz Carlos Prestes. Cerca de 70 famílias moram no assentamento desde 2007. Elas doaram 5 hectares de terra para a construção do centro de estudos. O MST prevê abrir as portas do centro em abril.
Serviço:
Apresentação do Centro de Estudos e Formação em Agroecologia e Cultura Cabana (Cefac)
Dia / hora: 03/03/2012, às 18h30
Local: Sede da SDDH em Belém – Av. Governador José Malcher, 1381 – Entre 14 de Março e Generalíssimo.
Programação:
18h30 – Mística de abertura
19h – Mesa de apresentação do Cefac
Samuel Ortiz Perez (pesquisador da Universidade de Alicante / Espanha e membro do Entrepovos, coletivo de amigos do MST na Europa): A solidariedade e cooperação internacional
Ulisses Manaças (Direção Estadual do MST): a formação do MST e o projeto do Cefac
Maria José Barbosa (Incubadora de Projetos da UFPA): O legado da Cabanagem para as lutas sociais
20h – vídeo sobre a construção do Cefac
20h30 – Coquetel e música ao vivo
O Fórum Social Temático 2012, que ocorre na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), é um espaço plural com participação da sociedade civil global. Pensando na preparação e proposição das mulheres para a Rio + 20, organizações feministas promovem no FST dois dias de debates tendo como tema: Estratégias das Mulheres para a Rio + 20.
A atividade tem como objetivo debater as estratégias das mulheres para participação na Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental que acontecerá nos dias 15 a 23 de junho de 2012 na cidade de Rio de Janeiro, por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20. Os debates são promovidos pela Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e Articulacion Feminista Marcosur.
Na programação, destaque para o lançamento da “Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental”, pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Plenária dos Movimentos Sociais. O evento ocorrerá no dia 28, às 17h, Usina do Gasômetro.
Confira a programação:
27 de Janeiro de 2012
17:00 – Projeção do vídeo “Planeta Fêmea” – Rodada de experiências sobre a ECO92. O que significou, quais foram as estratégias vencedoras das mulheres?
Moderadora: Schuma Schumaher (AMB/AFM)
18:00 – O que estará em jogo na Rio+20? (Crise global, economia verde, racismo ambiental, população e direitos sexuais e reprodutivos, modelo de desenvolvimento, sustentabilidade política, ambiental, cultural, social e econômica, etc.)
Palestrantes: Graciela Rodriguez (AMB/AFM-Brasil), Lilian Celiberti (AFM/Cotidiano Mujer-Uruguay), Gigi Francisco (DAWN-Filipinas), Vera Baroni(ANMN/Brasil), Lourdes Huanca (FEMUCARINAP – Peru), dentre outras ….
28 de Janeiro de 2012
09:00 – O processo na ONU, a Comissão Nacional do Governo Brasileiro e Comitê Facilitador da Sociedade Civil (Cúpula dos Povos) – Como nós mulheres estamos nisso?
Moderadora: Nilde Souza (Fórum de Mulheres Paraense/AMB)
Palestrantes: Iara Pietricosvsky (INESC/CFSC); Sascha Gabizon (WECF/ Women Major Group), Graciela Rodriguez (CFSC/AMB/AFM), e Gina Vargas (AFM), Epsy Campbel (Costa Rica) Mar Daza (Peru), dentre outras …..
11:00 – Nossas Estratégias de participação na Rio + 20: Processo (de fevereiro até junho de 2012) + Cúpula dos Povos + Conferência Oficial.
Moderadora: Joluzia Batista (AMB/AFM)
11:30 – Discussão em Grupo
13:00 – Almoço / Lanche
14:00 – Plenária – Proposta dos Grupos e Definições das Estratégias
17:00 – Lançamento da “Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental” pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Plenária dos Movimentos Sociais (LOCAL: Usina do Gasômetro)
Local: UFRGS – Campus Central, Avenida Paulo Grama, 110 -Faculdade de Engenharia Nova – Sala 500
Contatos:
Erika +55 (21) 85991146
Schuma +55 (21) 99999122
Graciela +55 (21) 99177837
Fonte: Articulação de Mulheres Brasileiras
No Fórum Social Temático 2012 vai acontecer a oficina Criança e consumo: os donos do cardápio infantil. Será no dia 25 de janeiro, às 9h, no Memorial do RS (Praça da alfândega), no térreo. Para esquentar a discussão, a Dra Noemia Goldraich preparou um instigante artigo. Acompanhe! Veja mais na Agenda.
Quem são os donos do cardápio infantil*?
Há 40 anos trabalho como Nefrologista Pediátrica. Não recordo de ter identificado, antes dos anos 90, um único caso de pressão alta em criança que não estivesse relacionada a algum problema grave como doença nos rins, nas artérias renais, na aorta ou a tumores raros. Pressão alta era uma doença de adultos. Era!
Infelizmente, na última década, mais crianças passaram a sofrer de hipertensão arterial, uma doença crônica, isto é, que se arrasta por toda a vida e que necessita de medicação continuada. E qual a causa dessa repentina mudança? Múltiplos fatores podem causar a pressão alta mais comum – também chamada de hipertensão arterial essencial – mas os principais são a combinação de obesidade e ingestão de quantidades excessivas de sal na alimentação.
Antes de seguir em frente, é preciso que se diga que a pressão alta não é um probleminha qualquer. É fator de risco importante para infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (os derrames cerebrais), entre tantas outras consequências. E o resultado da obesidade iniciada na infância é o aparecimento de hipertensão arterial em crianças e adolescentes, de diabetes melito, doenças vasculares como infarto do miocárdio, tromboses, derrames cerebrais e todas as suas complicações.
Bem, mas não é de hoje que o sal está presente na alimentação humana. Então, por que agora estaria prejudicando também as crianças? O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele e é esse último que causa o aumento da pressão. É aí que entram os alimentos industrializados ou altamente processados. Há muita diferença na quantidade de sal (cloreto de sódio) colocado numa refeição cotidiana preparada em casa e os tais produtos industrializados. Nesses, o sódio está presente, além do sal, na estrutura dos conservantes e aromatizantes, usados para aumentar o período de validade ou para realçar o sabor, resultando em quantidades exageradamente grandes de sódio.
Nesse contexto, é preciso considerar que os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram significativamente nos últimos anos. Saímos do feijão, arroz e bife para as comidas congeladas, as pré-prontas, os salgadinhos, os biscoitos e refrigerantes. Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Sem entender o que leem ou sem ler o que informam os rótulos, os pais também se seduzem pelos coloridos sinais de adição a anunciar + ferro, + cálcio, + vitaminas. Na verdade, estão comprando gordura, sal e açúcar, crentes de que seus filhos estão sendo bem alimentados. É isso mesmo. Em geral, as fantásticas embalagens coloridas contêm muita caloria e baixíssimo valor nutricional.
Estudos que vem sendo amplamente divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o brasileiro está ingerindo mais que o dobro de sal da quantidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 gramas, o que equivale a uma colher de chá. O brasileiro, em média, está consumindo 12 gramas ao dia, o equivalente a uma colher de sopa. Muitos produtos que hoje fazem parte da dieta usual de crianças contêm quantidades exageradas de sal, sem que os pais percebam o perigo. Você sabe que um pacote de massa instantânea pré-cozida tipo miojo contém 5g de sal, que é a quantidade máxima diária recomendada para um adulto? Haja rins para dar conta!
Pesquisa publicada neste janeiro por um grupo da Filadélfia, no American Journal of Clinical Nutrition, uma importante revista da área, mostrou a relação entre o desenvolvimento da aceitação do gosto salgado e uma alimentação complementar, administrada a bebês, contendo amido (batatas, arroz, trigo, pão, bolachas). Foram comparados dois grupos de lactentes: um recebeu alimentação complementar com amido e o outro só comeu frutas em complemento ao leite. A aceitação para o gosto salgado já estava presente aos seis meses nos lactentes alimentados com amido e ausente nos que receberam só frutas. Os lactentes do primeiro grupo apresentaram maior probabilidade de lamber o sal da superfície dos alimentos na pré-escola, bem como de comer sal puro. Assim, segundo a pesquisa, experiências alimentares bem precoces (primeiros meses de vida) exercem um papel muito importante em moldar a resposta ao gosto salgado de lactentes e pré-escolares.
Sabemos que a formação do hábito alimentar se dá desde a gestação até cerca de dois anos de idade. E uma vez consolidado o padrão de gosto, fica difícil mudar. A isso, é preciso associar o padrão de uma infância sedentária em frente à televisão, computador e vídeo games. O resultado tem sido a obesidade. Dados do IBGE mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, aos cinco anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Houve um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-2009, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas que, de 8,6% na década de 70, foram para 11,9% no final dos anos 80, e chegaram aos 32% em 2008-09.
O tempo de exposição à mídia também vem aumentando. Em média, as crianças ficam mais de 5 horas diárias em frente à TV, tempo superior ao permanecido na escola, que é de 4h30min. Além disso, o padrão das crianças de hoje é acessar varias mídias ao mesmo tempo e em quase todas há inserção de propaganda, ou seja, as crianças ficam expostas a um bombardeio mercadológico. Estudo feito pela Universidade de São Paulo, em 2007, mostrou que 82% dos comerciais televisivos sugeriam o consumo imediato de alimentos ultraprocessados, 78% mostravam personagens ingerindo-os no ato e 24% dos alunos expostos a tais mensagens apresentaram sobrepeso ou obesidade. Já um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2009 identificou que apenas 25% das crianças entre 2 e 5 anos e 38% das crianças entre 5 e 10 anos consomem frutas, legumes e verduras. Guloseimas como balas, biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos ocuparam o espaço de refeições principais.
E a água? De repente esse bem essencial ao bom funcionamento do corpo humano foi sendo esquecido. Em creches, escolas e hospitais é comum não encontrarmos bebedouros. A água não está franqueada justamente a quem deveria receber estímulo constante para ingeri-la. O estímulo está focado nos sucos industrializados e nos refrigerantes.
E agora, já podemos responder quem são os donos do cardápio das nossas crianças? E quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil?
Se o que queremos para nossas crianças não é um futuro de obesos desnutridos, precisamos tomar as rédeas da situação e já. A informação continua sendo a chave-mestra e, pais, educadores e profissionais da saúde precisam saber identificar o que está escrito nos rótulos. Se tomamos tantas medidas para a identificação de pessoas que entram nas nossas casas e nas escolas, porque não adotamos estes mesmos cuidados antes de permitir a entrada de substâncias no nosso organismo e das nossas crianças? Nunca é demais lembrar que bons hábitos alimentares começam a ser transmitidos na vida intra-uterina, que criança até dois anos não deve ser exposta ao sal e que não se deve colocar açúcar em chás e mamadeiras de bebês. Muito menos achocolatados, que contém açúcar e gordura em excesso.
Seguindo orientações da OMS, estão surgindo políticas públicas para redução do sal nos alimentos industrializados, assim como campanhas de esclarecimento ao público. Foram identificadas ações em 38 países, sendo a maioria na Europa. Já o Brasil recém está iniciando algumas medidas nessa área. Em janeiro deste ano, a Anvisa fez recomendações não obrigatórias para a redução, até 2014, em 10% no conteúdo de sal do pão francês.
Também em países europeus, há regras rígidas em relação à propaganda dirigida a crianças. Em terras nativas, dispensam-se comentários. Felizmente a sociedade começa a dar sinais de reação.
Acreditando que um outro mundo é possível, que tal a gente sonhar com uma sociedade em que a saúde das nossas crianças esteja acima dos interesses das megacorporações?
* Noemia Perli Goldraich é doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutora em Nefrologia Pediátrica pela Universidade de Londres, professora-associada do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRGS, nefrologista pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Doenças Crônicas na Infância da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.
A Escola de Conselhos da Amazônia Paraense apresenta no 19 de Janeiro a proposta pedagógica 2012 aos integrantes do Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes, ao seu Núcleo Gestor e Parceiros. A reunião de apresentação será realizada às 9h, no auditório do C
EDCA – Centro Integrado de Inclusão e Cidadania – CIIC, em Belém, capital paraense.
Segundo informações da coordenação da Escola, essa ação se constitui em uma oportunidade de apresentação e debate da proposta, de forma ampliada, com todos os atores que atualmente se encontram envolvidos na construção da Escola, especialmente no momento de planejamento de seu 1ᵒ aniversário, previsto para o dia 25 de março de 2012.
O evento contribuirá, ainda, para fortalecer o reconhecimento da Escola de Conselhá, no âmbito do Sistema de Garantia de Direitos, visando o aperfeiçoamento da formação continuada de Conselheiros Tutelares, de Direitos das Crianças e Adolescentes e demais operadores do sistema.
A Escola de Conselhos da Amazônia Paraense visa a garantia de direitos de crianças e adolescentes e o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos, como um núcleo de formação continuada voltado para conselheiros municipais dos direitos da criança e conselheiros tutelares atuantes nos 144 municípios do Estado.
Atualmente é composta pelas Universidades Federal (UFPA) e Estadual do Pará (Uepa), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA-PA), Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes), Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA-PA). Essas entidades irão compor o Grupo Gestor (GG) junto com o Ministério Público Estadual (MPE) e a parceria de organizações da sociedade civil, como o Movimento República de Emaús (MRE); a Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais (Sodireitos); o Instituto Universidade Popular (Unipop); a Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC) e a Associação Estadual de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares (Anaexcontel). O Canal Futura é parceiro do projeto.
Fonte: Escola de Conselhos
Pode um sonho verdadeiro sumir da face da terra sem deixar vestígio? então o que foi feito dos sonhos e ideias libertárias da velha Bahia após a derrota da sabinada, no dia 16 de março de 1838? e, a partir daí, pelas próximas décadas, teríamos mesmo um período de pura conformidade, como pensou a historiografia tradicional? eis, em síntese, os questionamentos iniciais, as perguntas básicas de pesquisa que deram origem a este surpreendente O tutu da Bahia; transição conservadora e formação da nação, 1838-1850, do historiador Dilton Oliveira de Araújo.
O livro aborda o medo das insurreições escravas, sobretudo africanas, foi algo que fez emergir o “tutu” em alguns escritos políticos de jornais do século XIX e teve origem na tese de doutorado desenvolvida junto ao programa de Pós-Graduação em história da Universidade Federal da Bahia, cuja defesa aconteceu em 2006.
A pesquisa foi realizada no arquivo Público do estado da Bahia, no instituto Geográfico e histórico da Bahia, no instituto histórico e Geográfico Brasileiro, na Biblioteca nacional, no arquivo nacional e em bibliotecas diversas, especialmente na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e ciências humanas da UFBa, locais onde contei com a colaboração e bons serviços dos funcionários, aos quais agradeço nesta oportunidade.
A editora Edufba disponibilzou o link para download através do link: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/199/1/O%20Tutu%20da%20Bahia.pdf
A Campanha busca alertar que castigos físicos e humilhantes de crianças e adolescentes não são instrumentos pedágogicos.
A Rede Não Bata Eduque lança uma nova campanha nacional com o objetivo de mostrar que bater em criança não é um instrumento pedagógico, e sim uma ameaça ao desenvolvimento infantil. A campanha será veiculada em TVs, rádios, busdoor, folders e cartazes por todo o país.
O objetivo da campanha é sensibilizar os adultos para a possibilidade de que é possível educar sem utilizar qualquer tipo de violência. Não há qualquer pesquisa científica que comprove efeitos positivos do uso de castigos físicos contra crianças e adolescentes. Porém, há centenas de pesquisas que provam que bater, xingar, menosprezar, entre outras atitudes violentas causam danos ao desenvolvimento físico e psíquico.
“Educar e cuidar de uma criança não é fácil e requer paciência, atitude e persistência. O diálogo, o afeto, a atitude positiva e os bons exemplos são instrumentos poderosos no processo educativo”, diz Márcia Oliveira, coordenadora da rede Não Bata, Eduque.
A campanha conta com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos e do Conanda. Sua ação se dá através da conscientização da sociedade sobre o direito das crianças terem sua dignidade e integridade física respeitadas, com uma educação livre de violência e baseada em estratégias disciplinares positivas. Para atingir este objetivo a Campanha trabalha com um enfoque positivo e não culpabilizador dos pais, ou seja, reconhecendo que a educação dos filhos é uma tarefa difícil e complexa para a qual propõe formas educativas que não utilizam a violência física e psicológica e que promovem o desenvolvimento físico, emocional e social dos filhos de forma saudável e participativa.
Veja o spot da campanha:
Conheça as demais peças em: http://www.naobataeduque.org.br/participe/campanha
Fonte: Rede Não Bata Eduque
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