A sociedade organizada pode mudar os rumos da política mundial?
Quinta: aprovação automática funciona?
26/02 - PR: 10º Pink Nique
07/03 - PR: Encontro Estadual de Mulheres Trabalhadoras “Pelo fim da violência contra a mulher, pela produção de alimentos sem agrotóxicos e Reforma Agrária
Na tarde de quinta-feira (26) em Porto Alegre/RS, os ativistas e militantes de movimentos ambientais e organizações sociais, Renato Cunha (Gambá – BA), Heitor Scalambrini Costa (Mespe – PE), Marijane Lisboa (DHESCA), Chico Whitaker (Coalização contra Usinas Nucleares) e Odesson Alves Ferreira (Associação das Vitimas Atingidas pelo Acidente Radiológico de Goiânia) participaram do painel sobre a questão nuclear no Brasil.
Uma temática que, embora seja pouco difundida, traz um debate efervescente principalmente em algumas regiões do país onde existem usinas ou propostas de construção delas.
Os painelistas afirmam que existe extrema urgência em discutir e rever a política energética do Brasil, principalmente em relação à energia nuclear. Após o trágico desastre nuclear de Fukushima, no Japão a humanidade desperta para os riscos desse tipo de energia.
Um aspecto importante do debate foi o esclarecimento sobre alguns elementos que compõem a política de energia nuclear no Brasil. Para as pessoas que desejam conhecer mais profundamente as dimensões e os eixos da política nuclear é essencial entender: 1. Usinas nucleares;2. Mineração do urânio; 3. Potencialidade militar (uso geopolítico) 4. Outras radioatividades.
A população brasileira precisa conhecer cada dimensão dessa política para que se posicione e que perceba os impactos e riscos que essa forma de energia causa diretamente para aqueles que vivem no mesmo ambiente onde as usinas já existem ou possam vir a ser instaladas e os riscos para futuras gerações, tendo em vista o lixo nuclear gerado por esse tipo de energia, considerada pelos especialista desse debate como suja, cara, não sustentável e sem grande potencial gerador de energia.
Houve ainda, o depoimento de uma das primeiras vítimas do acidente em Goiânia, onde ocorreu à contaminação por radioatividade (Césio-137), num hospital abandonado onde catadores procuravam por ferro, e encontraram o aparelho utilizado em radioterapias abandonado, que continha o Césio-137. A partir daí houve um rastro grande de contaminação de outras pessoas.
A vítima contou em detalhes como tudo ocorreu e principalmente o processo de discriminação que sofreu, com a falta de informação da população, o atendimento na saúde pública, e o próprio descaso por parte do Estado brasileiro em dar assistência às vítimas desse acidente.
Diante disso, os movimentos sociais e ambientalistas, iniciam campanhas de sensibilização e articulam algumas alianças para levar essa importante questão a Rio+20 e para além disso, abrir diálogo com o governo brasileiro sobre a política energética nuclear.
Maiores informações acesse:
http://www.brasilcontrausinanuclear.com.br
http://www.mespe.com.br
http://antinuclearbr.blogspot.com/
Grandes empreendimentos, extrativismo, direito à consulta e à sustentabilidade em terras indígenas na América Latina, são lutas e bandeiras do Movimento Indígena que realizou nessa quarta feira (24) um caloroso e complexo debate para fortalecimento de sua posição rumo a Rio+20, mais especificamente a Cúpula dos Povos, espaço legitimado pela sociedade civil.
Atividade organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, Coordenação de Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica – COICA, Coordenação Andina de Organizações Indígenas – CAOI, Conselho Indígena do Centro Amarica – CICA e Coordenação Indígena da Amazônia Brasileira – COIAB.
As lideranças indígenas dessas organizações que segundo a COICA estão atualmente em 9 países da América Latina, representam mais de 400 povos indígenas e estão há muito tempo se organizando e se preparando para definir seus posicionamentos, construindo e fortalecendo propostas comuns a esses povos e etnias que contemplem sua filosofia de bem viver, respeitando seu ambiente e seus saberes ancestrais.
As principais questões problematizadas pelas lideranças são:
Informação acessível a população indígena: Que deseja apenas ser incluída nos processos de consultas públicas de fato e ter conhecimento de forma clara sobre os projetos em que serão afetados, serem respeitados em suas decisões.
Combate a biopirataria: Perda do controle de território para o uso e exploração dos recursos naturais por empresas (patente) e excluindo assim os indígenas de processos cotidianos e práticas ancestrais em sua cultura.
Mudanças Climáticas: Que afeta diretamente o modo de vida dos povos indígenas, nesse caso é importante considerar os aspectos culturais, ambientais e espirituais que estão conectados fortemente na cultura indígena e na relação desses povos com a terra.
Políticas de utilização e demarcação dos territórios: Atualmente da forma como vem se desenvolvendo não respeita as necessidades dos indígenas – questão muito forte em todos os nove países da América Latina e outros países – que envolve uma constante mobilização das populações contra a violação desse direito e articulações intensas com os governos.
Grandes projetos/empreendimentos: Os modelos desenvolvimentistas dos governos tem avançado na consolidação desses projetos, em muito casos contrários à posição dos povos indígenas e dessa forma interferem em toda o modo de organização e vida dos povos, sem buscar outras alternativas viáveis aos grandes projetos principalmente os relacionados com energia.
” Tudo que queremos é continuar garantindo nossa sobrevivência” afirma Sônia Guajajara.
Veja aqui como que os povos indígenas ensinam a sociedade uma relação harmoniosa com a natureza.
http://www.coica.org.ec/
http://www.apib.org.br/
Mobilizadoras: Débora Galli e Lizely Borges.
Participantes do FST se reuniram nessa quarta feira (24) em Porto Alegre/RS para discutir esse novo momento histórico, com a participacão de representantes dos Movimentos Sociais e Organizações Não Governamentais de diversos países.
As principais questões que nortearam o debate foram: Estamos em um novo momento histórico? Que consequências esse momento tratá? Os painelistas contextualizaram a situação vivenciada em seus países e apontaram alguns caminhos como estratégia para o enfrentamento desse momento importante e de muita preocupação global, onde a atenção dos movimentos sociais se volta para a Rio + 20 e na definição de posicionamentos e ações de enfrentamento à crise global. Um ponto em comum da discussão foi o consenso de que essa é uma crise de grandes proporções tendo em vista que ela não é apenas uma crise do capital financeiro, mas também é social, ecológica e ideológica, tudo isso num cenário mundial.
Dentro dessa perspectiva é necessário pensar em estratégias de luta e organização dos movimentos e suas bandeiras de forma internacional, sair da perspectiva de ação local e nacional e mergulhar num processo de organização macro onde a efetivação das propostas e ações dos movimentos sociais tenham maior força de ressonância.
A atividade foi organizada pelos membros do grupo organizador do FST.
Para acessar os documentos sobre esse painel:
www.dialogos2012.org
Hoje no Conexão, 14:55 ( 12: 55 horário local) Sérgio Borges, biólogo da Fundação Vitória Amazônica fala de pesquisa realizada nas Unidades de Conservação da região metropolitana de Manaus, principalmente sobre o impacto de grandes obras e faz o alerta sobre o desmatamento nessa região.
O objetivo principal deste trabalho foi analisar o desmatamento das 4 Áreas de Proteção Ambiental (APA), 3 Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), 3 Parques Estaduais (PAREST), 2 Parques Nacionais (PARNA) e 1 Reserva Extrativista (RESEX) do entorno e proximidades de Manaus.
Confira!
Maiores Informações: www.fva.org.br
O Bolsa Floresta é o primeiro projeto do Brasil certificado internacionalmente para recompensar e melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais pela manutenção dos serviços ambientais prestados pelas florestas tropicais, reduzindo o desmatamento e valorizando a floresta em pé.
O projeto é desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável – FAS e atende a 15 unidades de conservação entre: Reserva de Desenvolvomento Sustentável, Reserva extrativistas e Areas de Proteção.
Virgílio Viana, Superintendente da Fundação Amazonas Sustentável, fala hoje ao Conexão Futura
as 14:55 (12:55 Manaus) sobre o programa e suas modalidades de atendimento. Assistam.
Maiores informações:
http://www.fas-amazonas.org
Nesta quinta, as 14:55 no Conexão Futura (12:55 Manaus), entrevista com Caio Mota – Coletivo Difusão Manaus, falando sobre a iniciativa do festival
. Assista ao vivo aqui no blog do Conexão!
Destaque da programação:
Seminário Maloca Digital: “Ativismo Digital – Comunicação, Cultura e Política”
O II Seminário Maloca Digital acontecerá nos dias 03 e 04 de novembro de 2011, no Auditório Rio Solimões, Instituto de Ciências Humanas e Letras, no campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e integra a programação do Festival Até o Tucupi.
O evento é organizado pela Revista Eletrônica Maloca Digital e o Grupo de Pesquisa Discurso e Práticas Sociais, ambos da UFAM, em parceria com o Coletivo Difusão.
O tema do seminário será “Ativismo Digital: Comunicação, Cultura e Política” e terá a participação de palestrantes locais e nacionais. É a chance de conhecer diferentes olhares a respeito dos processos políticos e sociais dentro do ciberespaço e de suas consequências. A entrada é gratuita.
A iniciativa se propõe a agregar conhecimentos. O compartilhamento dessas experiências contribuirá com a formação dos estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação da Ufam e demais universidades instaladas em Manaus, bem como a sociedade de um modo geral.
::PROGRAMAÇÃO::
03/11
8h – Credenciamento
8h30 – Solenidade de abertura
9h –- Mesa 1: Mídias Digitais e Eleições
*ANA CÉLIA COSTA (Consultora de Mídias Sociais)
*ÁLVARO CORADO (Editor Chefe do Portal ACRITICA.COM)
*AFRÂNIO SOARES (professor da FES/Ufam e pres. da Action Pesquisas de Mercado)
*Mediador: Hemanuel Veras (mestrando do PPGCCOM/Ufam)
10h – Debate
10h30 – Painel 1: Cultura digital e articulações políticas
*CLAÚDIO PRADO (produtor cultural e teórico da contracultura e da cultura digital)
*PABLO CAPILÉ (articulador do Circuito Fora do Eixo)
*Mediadora: Maurília Gomes (mestranda do PPGCCOM/Ufam)
11h30 – Debate
12h00 – Intervalo para almoço
14h00 – Workshop Mobilização Política e Eleitoral via Facebook (com Ana Célia Costa)
Visite: www.festivalateotucupi.com
O Até o Tucupi é um festival de música, não competitivo, que promove a interação entre os diversos segmentos da arte. Produzido anualmente, tem como foco valorizar as produções artísticas realizadas no Amazonas e promover o intercâmbio entre os agentes culturais de outras regiões do país, no que tange as ações de qualificação, produção, circulação e troca de tecnologias sociais referentes a cadeia produtiva da música/cultura independente.
Em Manaus a expressão Até o Tucupi é usada quando se quer dizer que algo é exagerado ou está cheio. Ex.: “Aqui está Até o Tucupi de gente”.
Nesse sentido a ideia é que o festival seja Até o Tucupi de Música, Até o Tucupi de audiovisual, de artes cênicas… Até o Tucupi de Artes Integradas.
O Festival inicia hoje e segue até 05 de novembro.
Programação:
01.Novembro.2011
::WORKSHOP::
09 às 12h – Formatação de projetos culturais para Lei Rounet, com Ewerton Almeida
Casa de Música Ivete Ibiapina
Rua 10 de Julho. Centro
#ZonaSul
::WORKSHOP::
14 às 17h – A importância do vídeo para as bandas, com Orlando Jr.
Facilitador: Orlando Jr.
Casa de Música Ivete Ibiapina
Rua 10 de Julho, Centro
#ZonaSul
::WORKSHOP::
15h às 17h – Web Rádio, com Coletivo CAOS (RO)
Casa de Música Ivete Ibiapina
Rua 10 de Julho, Centro
#ZonaSul
::MESA REDONDA:19h às 21h – Reflexões sobre artes visuais, com Allan Gomes, Barbara Teófilo, Roberta Paredes, Santa Cris e Turenko Beça – Mediador: Paulo Trindade
SESC - Rua Henrique Martins, 427, Centro
Maiores informações:
http://www.festivalateotucupi.com
No aniversário de Manaus, dia 24 (segunda-feira), o Movimento S.O.S. Encontro das Águas, que é um “ajuntamento” de instituições e pessoas indignadas contra a construção de um Porto no frontal do nosso Encontro das Águas, fará acontecer uma carreata em favor da homologação do Tombamento desse Bem como patrimônio natural e cultura do povo brasileiro.
Data: Feriado de 24 de outubro (segunda-feira);
Local de concentração: Na Manaus Moderna;
Horário: 9h;
Percurso: Pelas principais ruas da cidade;
Chegada: No mirante do Encontro das Águas;
Término: Às 13h – Palmas pelo aniversário da nossa Manaus;
Realização: Movimento S.O.S Encontro das Águas e Parceiros.
Maiores informações: www.ncpam.com.br
Amanhã, dia 21 de outubro acontece em Manaus a Conferência Territorial com foco no desenvolvimento dos territórios da cidadania, com a participação das juventudes dos municípios do entorno de Manaus.
A iniciativa se dá por meio do Instituto de Juventude Contemporânea em parceria com o Ministerio do desenvolvimento Agrário que estão na cidade agitando a discussão sobre juventude rural e territórios da cidadania e aproveitando a oportunidade dessa juventude reunida, ocorrerá a conferência. A atividade serve como preparatório para a etapa estadual que ocorre na próxima semana de 25 a 27/10 e a nacional que ocorre de 09 a 12/12 desse ano.
O Futura esta presente!
Equipe Mobilização Norte: Débora e Kélem.
O Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), que há 12 anos contribui para a criação de políticas para juventude no âmbito local e nacional, realiza em Manaus nos dias 19 e 20 de outubro, oficina do projeto Juventude no Desenvolvimento Territorial, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O projeto tem o objetivo de incentivar a formação política da juventude no Brasil Rural, promovendo o surgimento de novas lideranças jovens nos Territórios da Cidadania do Governo Federal. Esta etapa conta com a participação dos 13 municípios que compoem Manaus entorno: Manaus, Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Silves, Itapiranga, Iranduba, Autazes, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Nova Olinda, Manaquiri e Urucurituba.
O Futura é parceiro do IJC que nessa ação utiliza a serie “Diz Aí Juventude Rural” para aquecer os debates e dinamizar as ações, além da distribuição da serie para os jovens participantes da oficina.
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